
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Reservas de petróleo e gás do país poderão chegar a 30 bilhões de barris nos próximos anos

A incorporação das reservas ainda não provadas do pré-sal e os 5 bilhões de barris repassados pela União na cessão onerosa elevarão as reservas brasileiras de petróleo e gás para 30 bilhões de barris, nos próximos anos, disse ontem (15) gerente executivo de Desenvolvimento da Produção da Petrobras, Osmond Coelho Júnior, no 24º Fórum Nacional, no Rio de Janeiro. Em 2011, as reservas totalizaram 15 bilhões de barris. O gerente declarou ainda que a área total do pré-sal atinge 150 quilômetros quadrados, “três vezes o tamanho do estado do Rio de Janeiro”, com largura de 200 quilômetros. Esse depósito do pré-sal foi batizado pelos técnicos da Petrobras de “picanha azul”, revelou. Para que a empresa possa explorar todo esse potencial, Coelho Júnior ressaltou a importância dada pela empresa à inovação tecnológica. “A Petrobras enxerga pesquisa e desenvolvimento como um passo inicial para capacitar a engenharia e ter os benefícios do conhecimento mais à frente”. Ele acrescentou que o objetivo é suprir a estatal de soluções para as suas demandas. Em 2010, o investimento da estatal em pesquisa e desenvolvimento somou US$ 1 bilhão, o equivalente a 0,8% da receita bruta daquele ano. Em 2011, o valor subiu 50%, atingindo US$ 1,5 bilhão, o que correspondeu a 0,9% da receita bruta. Coelho Júnior ressaltou também o aspecto da sustentabilidade. Como se trata de uma indústria poluidora, ela “tem que trabalhar a sustentabilidade como pano de fundo”, admitiu. Destacou que para continuar avançando nas tarefas, o conceito estabelecido pela presidenta da Petrobras, Graça Foster, é “vazamento zero”. O gerente executivo disse que o pré-sal pode alavancar o desenvolvimento tecnológico da Petrobras. Os desafios nessa área incluem a padronização de projetos, a concepção de sistemas mais simples, aumento da competitividade em relação aos projetos de companhias estrangeiras, conteúdo nacional e sustentabilidade.Fonte:TN
Gasolina segue vantajosa no Rio de Janeiro

No mês de abril, o Índice de Preços Ticket Car (IPTC) revela que o Centro é a região mais barata para abastecer com gasolina e etanol no Rio de Janeiro. Quem abastece no bairro do Catumbi, por exemplo, em média, paga R$ 2,71/l, e com etanol R$ 2,04/l. Na capital carioca ainda é mais barato encher o tanque com gasolina. Segundo a mesma pesquisa, a região sul apresenta os maiores preços para abastecer com gasolina e etanol. O motorista que abastece com gasolina no Jd. Botânico, em média, paga R$ 3,09/l. Já para quem enche o tanque com etanol no Leblon, gasta em média R$ 2,52/l. Com as alterações, as médias por litro são: gasolina R$ 2,95; etanol R$ 2,37; diesel R$ 2,06; biodiesel R$ 2,06 e GNV R$ 1,81/m³. Para quem tem veículo flex, a dica é fazer uma conta simples na hora de abastecer. “Divida o preço do etanol pelo da gasolina. Resultados inferiores ou até 70% dão vantagem para o combustível vegetal, mais que isso o derivado do petróleo é a melhor opção”, explica Eduardo Lopes, coordenador de Produto do Ticket Car. “Vale a pena lembrar que mesmo nos casos de vantagem econômica para a gasolina, o etanol é sempre ecologicamente mais indicado”, completa. Com as alterações, as médias por litro são: gasolina R$ 2,95; etanol R$ 2,37; diesel R$ 2,06; biodiesel R$ 2,06 e GNV R$ 1,81/m³. Fonte: TN
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Brasil cortará impostos sobre energia para estimular economia

A presidente Dilma Rousseff planeja reduzir e simplificar os impostos pagos pelos produtores e distribuidores de eletricidade, disseram dois importantes funcionários de seu governo à 'Reuters', como parte de uma estratégia para reduzir os elevados custos dos negócios no Brasil e estimular a economia em crise. O Brasil está à beira de uma recessão desde a metade de 2011, com impostos altos, uma taxa de câmbio supervalorizada e outros problemas estruturais pressionando uma economia que vinha sendo uma das mais dinâmicas entre os mercados emergentes. Nos últimos meses, a presidente anunciou cortes de impostos direcionados a setores estagnados, como a indústria automobilística, adotando uma abordagem gradual de reforma que atraiu críticas de investidores, para os quais mudanças mais drásticas são necessárias.Mas os funcionários de seu governo, que pediram que seus nomes não fossem citados, disseram que os cortes nos impostos das empresas de eletricidade provavelmente seriam os mais abrangentes até o momento.Eles afirmaram que Dilma Rousseff deve anunciar os planos nas próximas semanas. O Brasil tem o terceiro mais alto custo de energia do mundo, e por isso Rousseff está tentando aliviar a situação tanto dos consumidores quanto de empresas em setores como o siderúrgico e o petroquímico. Estudos internos do governo sugerem que, a depender de que impostos sejam cortados, os custos de eletricidade poderiam cair em entre três e 10%, a partir do começo de 2013, segundo as autoridades.Isso teria impacto mensurável sobre a inflação, e assim ajudaria os esforços da presidente para forçar uma baixa nas taxas de juros brasileiras."Sabemos que os impostos no Brasil são absurdos e estamos tentando fazer algo a respeito", disse um dos funcionários. "Parece ser uma instância em que podemos fazer muita diferença rapidamente". Dilma provavelmente não imporá os cortes por decreto-lei, e por isso terá de negociá-los com o Congresso e outros grupos.Ela planeja usar sua elevada popularidade a fim de forçar cortes nos impostos federais e estaduais, com atenção especial à eliminação de tributos sobrepostos ou difíceis de calcular, disseram os funcionários.O código tributário brasileiro é tão complexo que uma companhia média gasta 2,6 mil horas anuais calculando quanto deve em impostos, de acordo com o estudo Doing Business, um relatório anual do Banco Mundial. Isso é quase 14 vezes mais tempo do que é necessário para declarar impostos nos Estados Unidos, e de longe o maior tempo entre os 183 países pesquisados pelo banco."O foco é tanto simplificar os impostos quanto reduzi-los", disse o segundo funcionário.O setor de eletricidade brasileiro inclui estatais como a Eletrobras e multinacionais como a AES e GDF Suez.Custos de energia são problema para empresasOs preços da energia elétrica são um fator importante do chamado "custo Brasil" - a mistura de impostos, altas taxas de juros, custos trabalhistas, gargalos de infraestrutura e outras questões que fazem com que a economia do país seja menos competitiva.Depois de uma década de forte desempenho, o Brasil cresceu abaixo da média latino-americana tanto em 2011 quanto até agora este ano.O custo médio de eletricidade no Brasil, de US$ 180 por megawatt/hora, só é mais alto na Itália e Eslováquia, de acordo com estudo de 2011 da Fundação Getúlio Vargas (FGV), com base em dados da Agência Internacional de Energia (AIE).O alto custo da eletricidade contribuiu para uma estagnação do investimento e produção nos setores que empregam energia intensamente.A despeito do recursos brasileiros de bauxita e alumina, nenhuma fundição nova de alumínio foi instalada no Brasil depois de 1985, e duas fecharam, o que manteve estagnada a produção, de acordo com o estudo da FGV. A pesquisa constatou que a eletricidade responde por 35% dos custos de produção do setor -"uma proporção insana".Reflexo da estratégia com bancosAs táticas de Dilma Rousseff são semelhantes às que usou para reduzir as taxas de juros nos últimos meses - um dos pilares de sua estratégia para reduzir o "custo Brasil".Seu governo congelou bilhões de dólares em gastos, o que permitiu que o banco central baixasse a taxa de juros de referência em 3,5% desde agosto. Quando bancos privados hesitaram em reduzir os juros ao consumidor, Rousseff e outras autoridades os criticaram publicamente por terem alguns dos maiores spreads do mundo.Os bancos estatais então anunciaram juros mais baixos, levando os bancos privados a ceder e fazer o mesmo.Essas táticas causaram fricção entre Dilma e alguns membros da classe empresarial, especialmente executivos bancários que a acusam de tentar intimidar o setor privado.Os funcionários dizem que a presidente está usando as melhores ferramentas de que dispõe para restaurar a competitividade. O Congresso bloqueou os esforços de reforma tributária geral de seu predecessor, e ela acredita que a única alternativa politicamente viável é avançar setor por setor."Estou consciente de que o Brasil precisa reduzir seus impostos", disse Rousseff a jornalistas quanto visitou a Índia em março. "O que fiz foi tomar pequenas medidas que, somadas, criam maiores incentivos tributários, o que é fundamental para o crescimento do país". Fonte: Agência Reuters
Rolls-Royce fecha contrato de R$ 47 mi com o estaleiro STX OSV

A Rolls-Royce fechou contrato de cerca de R$ 47 milhões com o estaleiro norueguês STX OSV para fornecer um pacote completo de equipamentos de convés destinado a uma embarcação avançada de manuseio de âncoras, que será operada pela Iceman AS.Projetado para ampliar a segurança operacional dos navios, o pacote contará com uma nova estrutura de manuseio de âncoras (AHF) e um guincho hidráulico capaz de suportar até 500 toneladas. Também estão incluídos gruas e sistemas capazes de assegurar o controle de fios e correntes no içamento de cargas pesadas.A vice-presidente sênior da divisão de Maquinaria de Convés Offshore da Rolls-Royce, Arne Tande, destaca o protagonismo da empresa britânica no mercado offshore. “Esse último contrato reforça a liderança da Rolls-Royce no mercado de equipamentos para manuseio de âncoras. Oferecemos uma tecnologia de ponta que garante operações mais seguras e eficientes em campos de petróleo de águas profundas”.Como a exploração e a produção de óleo e gás acontecem cada vez mais em águas profundas, as amarras tornam-se mais pesadas, difíceis e perigosas de manusear. Por isso, a nova estrutura AHF é projetada para reduzir as forças necessárias para o deslocamento e a tensão dos fios durante as operações de lançamento e recuperação das âncoras. Além disso, minimiza a exposição humana a condições perigosas de trabalho.A estrutura AHF é montada na parte de trás da embarcação para facilitar a implantação e a recuperação das âncoras. Desse modo, torna-se mais simples manusear o equipamento da forma correta, sem que haja esforços repetidos ou auxílio de outros navios. Fonte:TN
Eike anuncia criação de empresa de carvão

A holding do empresário Eike Batista, a EBX, anunciou que está criando uma nova empresa, a CCX, que será dona de reservas de carvão na Colômbia. Até então, os ativos faziam parte do portfólio da MPX, companhia de mineração do grupo. A ideia é explorar o carvão na Colômbia e usar parte dessa commodity para gerar energia nas terméletricas que estão sendo construídas no Brasil pela MPX, como as do Maranhão, Ceará e Rio de Janeiro. Há também um projeto para o Chile. Na segunda-feira, a empresa anunciou um potencial de carvão mineral que chega a 5,2 bilhões de toneladas na mina subterrânea de San Juan, localizada na região de La Guarija, na Colômbia. Esse volume, já certificado, mas não comprovado, se junta às reservas já provadas de 672 milhões de toneladas. A empresa disse que esse novo carvão tem maior poder calorífico, que custa 30% mais que o carvão térmico tradicional, por ser de maior qualidade.Ambientalistas criticam o uso do carvão em térmicas, por ter um alto índice de emissão de gás carbônico (CO2), o que inclui também o carvão de melhor qualidade, que tem baixo teor de enxofre e cinza, como o encontrado por Eike. A empresa ressalta que a MPX está investindo em projetos de captura de CO2 para compensar as emissões durante o processo. Segundo Leonardo Moretzsohn, presidente da CCX, a certificação da mina de San Juan faz a companhia ter um dos cinco maiores depósitos de carvão mineral do mundo. A empresa vai construir ainda na Colômbia um porto e uma ferrovia, que terá 150 quilômetros de extensão, para poder escoar esse carvão. Ao todo, o projeto prevê um investimento de US$ 5,5 bilhões entre 2013 e 2024, quando a operação atingir o pico da produção. Fonte:Globo
Mantega: combustível não vai subir

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou ontem que não haverá aumento da gasolina no país. Embora os preços do combustível estejam sendo pressionados pelas altas do dólar e do barril do petróleo no mercado internacional, o ministro negou mudanças nos valores cobrados. Ao ser perguntado sobre o tema, Mantega, que presidiu reunião do Conselho de Administração da Petrobras, disse: - Não vai haver nenhum aumento. Nos bastidores do governo, no entanto, a avaliação é que um aumento é necessário e adotá-lo é apenas uma questão de tempo. Isso porque a defasagem entre os preços da gasolina no mercado doméstico e internacional já é superior a 20%. A própria presidente da Petrobras, Graça Foster, já admitiu que o aumento pode ser feito.A Petrobras vem trabalhando com um custo de US$ 119 por barril, enquanto existem previsões de mercado de que o preço do produto poderia atingir até US$ 130 por barril. Ao mesmo tempo, a estatal precisa pagar dividendos a investidores, salários a funcionários e manter um programa pesado de investimentos, que deve somar quase R$ 90 bilhões em 2012. O problema é que o governo quer segurar qualquer ação que possa pressionar os índices de inflação, especialmente considerando que o resultado de abril ficou acima do esperado. Mantega também foi perguntado sobre o crescimento da economia este ano. Ele agora tem evitado falar no patamar de 4,5% para o Produto Interno Bruto (PIB) que vinha sendo prometido pela equipe econômica no início do ano. Fonte: Globo
Queiroz Galvão tem maior lucro entre as petroleiras privadas
Entre as principais empresas brasileiras privadas do setor de petróleo com ações negociadas em Bolsa -QGEP, da Queiroz Galvão; OGX, do empresário Eike Batista; e HRT, do empresário Márcio Mello-, o melhor resultado ficou com a QGEP, mais antiga e única que já produz. A QGEP, que é a sétima maior operadora do país e tem participação de 45% no campo de Manati, no qual é sócia da Petrobras, teve lucro de R$ 69,2 milhões no primeiro trimestre, crescimento de 72% em relação ao mesmo período do ano passado. A empresa está também em blocos na bacia de Santos (BM-S-8 e BM-S-12) em parceria com a estatal e é operadora dos blocos BM-J-2 (bacia do Jequitinhonha) e BS-4 (bacia de Santos).A QGEP produziu em março 2,3 milhões de metros cúbicos diários de gás natural, ou 15 mil boe (barris de óleo equivalente), ficando atrás só da Petrobras na produção de gás natural no país. Já a OGX, que iniciou este ano produção no campo de Waimea, agora denominado Tubarão Azul, registrou prejuízo de R$ 144,8 milhões. A perda foi quase três vezes maior que há um ano, de R$ 33,8 milhões, refletindo a condição pré-operacional da companhia, parte do grupo de Eike Batista. A HRT, apesar de também pré-operacional, obteve no primeiro trimestre do ano lucro de R$ 53,3 milhões, depois de ter registrado prejuízo de R$ 13,8 milhões no mesmo trimestre de 2011. O resultado é explicado por uma operação financeira de compra e venda de ativos na qual obteve lucro de R$ 186 milhões. Fonte:Folha, mercado
segunda-feira, 14 de maio de 2012
Shell prevê perfurar de 8 a 12 poços no Brasil até 2013

A Shell concluiu em abril a realização de sísmicas na bacia de São Francisco (MG), e deve começar a perfuração no início do ano que vem. A sonda para perfuração está em fase de contratação.A afirmação foi feita pelo presidente da companhia, André Araújo. De acordo com o executivo, nos próximos 18 meses, a empresa prevê perfurar de 8 a 12 poços no Brasil. Araújo destacou que o crescimento no país é um dos focos. "Nesse projeto [na bacia de São Francisco], acabamos de terminar a sísmica e ainda estamos analisando o resultado para definir a melhor localização para fazer a primeira perfuração", disse Araújo, que participou de seminário sobre gás natural, do Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP), no Rio de Janeiro.Araújo, que preferiu não especificar onde os próximos poços da companhia serão furados, explicou que eles serão distribuídos pelos locais de exploração e produção no país, incluindo os campos de Bijupirá e Salema, na bacia de Campos; o Parque das Conchas, no bloco BC-10, também em Campos; e o BMS-54, em fase de exploração, na bacia de Santos."[No BMS-54] Estamos analisando os dados de teste de produção que nós fizemos e que foram encerrados no fim de março e início de abril", disse Araújo. "Nós identificamos hidrocarbonetos no nosso bloco 54. Esse bloco é em parceria com a Total, ele fica na região do pré-sal", completou.No Parque das Conchas o objetivo é aumentar a produção para recuperar o declínio registrado.Novos leilões no BrasilAraújo voltou a defender a realização de leilões de áreas para a exploração e produção de petróleo. "Nós queremos os leilões. A Shell acha que os leilões trazem grandes benefícios para o país, à medida que você traz recursos, gera empregos e, sem dúvida nenhuma, desenvolve o mercado energético no Brasil", disse o executivo. "Eu espero que os leilões saiam logo na decisão do governo", completou."Posso assegurar que a empresa tem um interesse estratégico no país, interesse estratégico de crescer aqui", disse Araújo. "O Brasil é um país que tem demonstrado respeito às regras, e está extremamente bem colocado no grupo em relação a possibilidade de crescimento", afirmou.Produção mundialA Shell planeja produzir, neste ano, mais gás do que óleo em todo o mundo. De acordo com o executivo, o crescimento da produção de energia, aliado às baixas emissões de gases do efeito estufa, é um dos grandes desafios da indústria. Além disso, Araujo destacou que a companhia tem feito descobertas importantes de gás pelo mundo."A gente já reconhece, há bastante tempo, que o gás, dos combustíveis fósseis, é o mais limpo", disse Araújo.No Brasil, a maior produção deve continuar sendo de óleo. Segundo o executivo, apenas depois dos próximos leilões de energia a Shell saberá qual será a característica do crescimento no país, a depender os blocos que serão ofertados. Fonte: Valor
Brasil quer intensificar parceria com Cingapura em áreas estratégicas

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, propôs na última quarta-feira (9) ao ministro do Comércio e Indústria de Cingapura, Lim Hng Kiang, um aprofundamento das relações entre os dois países. A ideia é obter conhecimento em áreas como a naval e de óleo e gás.“Temos necessidade de uma maior aproximação, em função da capacidade tecnológica de Cingapura, especialmente na indústria naval e no setor de petróleo e gás, e da necessidade de modernização da infraestrutura de portos e aeroportos do Brasil”, disse Pimentel.Os dois ministros se reuniram no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).Para Lim, os interesses de Brasil e Cingapura são “coincidentes”. Ele deu como exemplo dessa convergência o fato de mais de 50 companhias cingapurianas manterem escritórios no Brasil. O ministro reafirmou o interesse da empresa que administra o aeroporto de Cingapura de participar da próxima rodada de concessão dos aeroportos brasileiros.
Argentina aperta cerco às importações

O secretário de Comércio Interior, Guillermo Moreno, virtual comandante da área de comércio exterior da Argentina, conhecido com o "Sr. Protecionismo", declarou a diversos empresários argentinos que - por causa da crise global - o governo da presidente Cristina Kirchner manterá o atual sistema de restrições às importações, que também inclui seu principal parceiro do Mercosul, o Brasil. Segundo Moreno, essa estratégia serve para que o país "se prepare para enfrentar o temporal" e a hipotética "avalanche" de produtos importados que entrariam na Argentina "a preço de saldo" a partir de meados deste ano. No entanto, destacou que, caso as metas do governo não possam ser atingidas, intensificará os controles sobre as importações.O secretário, que estabeleceu um controle personalizado das importações, também afirmou aos empresários que a meta é obter um superávit comercial geral de US$ 8 bilhões no primeiro semestre deste ano. A expectativa, no segundo semestre do ano, é obter outros US$ 4 bilhões adicionais de superávit. A meta é encerrar 2012 com um saldo comercial favorável em US$ 12 bilhões. As barreiras comerciais de Moreno foram eficazes para a presidente Cristina. No primeiro trimestre, o superávit comercial chegou a US$ 2,96 bilhões, valor que quase duplicou no período janeiro-abril de 2011. Fonte: Estadão
Porto de Eike Batista em Itaguaí entra na reta final

O projeto nasceu quase que por acaso, quando o grupo procurava uma pedreira capaz de fornecer material necessário para uso na construção do futuro Porto do Açu, no Norte Fluminense. Um morro separava a pedreira do mar, em um local vizinho de outros terminais marítimos, entre os quais o Porto de Itaguaí, um dos maiores do Brasil. Esse ponto do litoral é o mais próximo do quadrilátero ferrífero de Minas Gerais e já é servido por uma movimentada ferrovia (MRS), cujo principal produto transportado é nada menos que o minério de ferro. Eike Batista tinha uma companhia de mineração (MMX), sem capacidade para crescer. Por falta de porto. Então, foi sopa no mel, e da antiga pedreira surgiu a ideia de construção de um novo terminal de exportação de minério de ferro.A MMX, que só tinha condições de produzir 8,7 milhões de toneladas por ano em Minas Gerais, e apenas para clientes no mercado interno, abriu uma porta para o exterior e a partir de 2014 poderá mais do que triplicar o volume extraído de suas jazidas naquele estado. Antes disso, no fim de março ou início de abril do ano que vem, entrará em operação o que o grupo de Eike batizou de Superporto Sudeste, na Ilha da Madeira, em plena Baía de Sepetiba, município de Itaguaí, vizinho do Rio. O investimento será de R$ 2,4 bilhões, segundo a empresa. Em sua primeira fase, o porto está projetado para exportar 50 milhões de toneladas anuais de minério de ferro, mas começará mesmo com 12 milhões, no ano que vem. Só nas obras do porto trabalham atualmente 3.900 pessoas, 60% das quais recrutadas em Itaguaí e 5%, na vizinha Mangaratiba.
Eike Batista vai vender participação de até US$ 1 bilhão na holding EBX
O empresário Eike Batista anunciou ontem que vai vender uma fatia de até US$ 1 bilhão da EBX, holding que controla empresas nos setores de óleo e gás, mineração, construção naval e offshore, logística, entre outros. A expectativa do executivo é de fechar o negócio em "63 dias", disse em referência ao seu número da sorte. Eike revelou que o negócio deve ser fechado com dois grupos: um americano e outro asiático. Com o acordo, calculou, os novos sócios devem passar a deter, juntos, uma fatia acionária de 2,8% da EBX. Essa é a segunda venda de participação feita pela holding. No fim de março, o empresário vendeu uma parcela de 5,63% da EBX para o fundo Mubadala Development, de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, por US$ 2 bilhões.Embora o bilionário não tenha informado quais são os grupos envolvidos na negociação, deu uma dica sobre a área de atuação. "A Mubadala deu um carimbo importante para o nosso petróleo. Obviamente, eles estudaram todos os outros negócios do grupo, como energia, minérios. Esses outros dois grupos vão dar um outro carimbo também nessa área", declarou depois de participar de um evento da IMX, empresa de entretenimento da EBX. A venda de uma fatia adicional da holding já estava no radar de Eike há mais de um mês. Um dia após o anúncio da entrada do Mubadala no capital da EBX, ele disse ter recebido oferta de US$ 1 bilhão, mas comentou que ainda não havia decidido se aceitaria. Na ocasião, o executivo disse ver em fundos soberanos como o Mubadala "uma das maneiras mais diferenciadas" de obter capital. Em declarações recentes, o executivo tem descartado levar as ações de sua holding à bolsa de valores. Fonte: Estadão, Economia
Governo muda regras de leilões de biodiesel

Após a suspeita de fraude no leilão trimestral de biodiesel de dezembro, o Ministério de Minas e Energia alterou as regras dos leilões, na tentativa de tornar os processos menos suscetíveis à combinação de preços entre fornecedores. As novas regras reduzem as fases da disputa e ampliam a participação das distribuidoras na formação das cotações do produto. Pelas regras antigas, a Petrobrás adquiria o biodiesel pelo menor preço dos fornecedores que disputavam o leilão, além de considerar o chamado fator de logística no preço final. Depois disso, a estatal refazia o processo vendendo o combustível às distribuidoras conforme a demanda, levando em consideração também critérios de qualidade e localização dos fornecedores.Agora, as fases do leilão serão condensadas, garantindo a participação das distribuidoras desde o início. "São mudanças de procedimento que tendem a diminuir o nível de interferência do governo no programa e permitir que agentes do mercado possam interferir mais dentro do processo", disse o secretário de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia, Marco Antônio Almeida. No novo modelo, cada fornecedor vai apresentar até três propostas de volume e preço, e as ofertas poderão ser rebaixadas pelo menos uma vez antes de serem de fato levadas à Petrobrás. A diferença é que a estatal já comprará o combustível considerando a demanda das distribuidoras por volume e qualidade. No começo deste mês, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) pediu que a Polícia Federal investigasse a suposta combinação de preços no leilão do fim do ano passado. Apesar de a portaria publicada ontem pelo governo ajudar coibir tal prática, Almeida disse que a mudança já vinha sendo estudada antes mesmo da de denúncia. Fonte: Estadão
quinta-feira, 10 de maio de 2012
YPF se espelhará na Petrobras, diz governo

Em viagem aos EUA, o vice-presidente argentino, Amado Boudou, declarou na terça-feira (8) que a recém-estatizada petroleira YPF está aberta a investidores estrangeiros e mostrou interesse em uma eventual parceria com a brasileira Petrobras."A presidenta Cristina Fernández de Kirchner foi clara: essa YPF que virá é competitiva, profissional e aberta a joint-ventures com firmas públicas ou privadas de capital argentino ou estrangeiro", afirmou Boudou a jornalistas brasileiros após discursar no Departamento de Estado na Conferência das Américas."Nesse sentido, temos alianças estratégicas com o Brasil que sem dúvida vamos poder avançar". Boudou não deu detalhes, mas afirmou que contatos com eventuais parceiros começariam "logo" e disse que o formato de eventuais parcerias (com a Petrobras ou outras) seria decidido caso a caso.Segundo o jornal "Financial Times", a espanhola Repsol enviou cartas às concorrentes ameaçando-as com ações legais caso fechem negócio com a petroleira argentina.A YPF, que tinha 51% de suas ações nas mãos da Repsol, foi expropriada pelo governo argentino há duas semanas por iniciativa da presidente e com aval do Congresso.No evento que reuniu executivos, empresários e políticos americanos e latino-americanos no Departamento de Estado, Boudou se esforçou para retratar seu país como confiável para investidores estrangeiros.A plateia reagiu questionando o episódio da YPF, as alegações de protecionismo que levaram a União Europeia e outros 18 governos a enviarem uma carta à Organização Mundial do Comércio pedindo atenção com Buenos Aires e o calote do país no Clube de Paris de credores internacionais em 2001.Amado Boudou afirmou que a Chancelaria estuda uma resposta à carta entregue à OMC, e repetiu que o país havia aumentado suas importações mais do que 30% em 2011. Sobre o Clube de Paris, o vice-presidente desconversou: "não chegamos a uma solução, mas estamos na mesa de negociação".Nos Estados Unidos desde a noite de segunda-feira (7), o vice de Cristina Kirchner confirmou que manterá reuniões com executivos, mas evitou detalhes.Na terça, o engenheiro Miguel Matias Galuccio foi oficializado gerente-geral da YPF no período de transição, segundo informações do governo argentino. Fonte: Diário do Nordeste
Novas ligas metálicas trazem inovação para produção de energia e exploração de óleo e gás

Novos materiais com aplicações em áreas diversas como petróleo, energia e biomedicina, estão sendo desenvolvidos e caracterizados por pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Entre os exemplos estão uma liga de magnésio com estrutura em escala nanométrica (da bilionésima parte do metro) capaz de absorver e aprisionar hidrogênio de forma segura, liberando-o somente quando aquecida. E uma liga metálica que possui maior resistência à corrosão e ao desgaste do que os metais convencionais. Possibilidades de desenvolvimento dessa nova classe de ligas metálicas, que englobam as ligas amorfas, metaestáveis e nanoestruturadas, foram apresentadas na First São Carlos School of Advanced Studies in Materials Science and Engineering (SanCAS-MSE) - Primeira Escola São Carlos de Estudos Avançados em Engenharia e Ciências dos Materiais, realizada entre os dias 25 e 31 de março.Realizado no âmbito da Escola São Paulo de Ciência Avançada (ESPCA), modalidade de apoio da Fapesp, o evento foi organizado pelo Departamento de Engenharia e Ciências dos Materiais (DEMa) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), sob a coordenação dos professores Edgar Zanotto, Elias Hage Junior e Walter José Botta Filho.Por meio de um Projeto Temático, realizado com apoio da Fapesp, os pesquisadores do DEMa começaram a desenvolver e a caracterizar nos últimos anos ligas metálicas com melhores propriedades mecânicas do que os metais convencionais, conferidas pelo processo de resfriamento a que são submetidas.Ao serem resfriadas rapidamente em sua fase líquida, na faixa de 1 milhão de graus por segundo, os átomos que compõem a estrutura dessas ligas não têm tempo de se rearranjar de maneira ordenada e formar uma estrutura cristalina de pequenos aglomerados de átomos, como a dos metais convencionais. Em função disso, em estado sólido essas novas ligas retêm a mesma estrutura desordenada dos átomos em estado líquido (amorfo).Por terem sido resfriadas rapidamente, as ligas metálicas amorfas também permanecem em uma condição de metaestabilidade - em que não estão na condição energética mais estável para elas.Dessa forma, além de apresentar uma série de propriedades diferenciadas dos materiais convencionais, como maior resistência, quando voltam à sua condição de equilíbrio também podem resultar em novas microestruturas, formando, por exemplo, grãos cristalinos na escala nanométrica.“Essa condição amorfa confere propriedades muito interessantes ao metal, que são muito próximas às de um vidro. Ele se torna frágil, mas ao mesmo tempo também passa a ter uma resistência extremamente elevada”, disse Botta Filho, coordenador do projeto, à 'Agência Fapesp'.De acordo com ele, uma das aplicações dessas novas ligas metálicas nanoestruturadas é na armazenagem sólida de hidrogênio. Os pesquisadores estão desenvolvendo no âmbito do projeto protótipos de tanques de armazenagem de hidrogênio, compostos por ligas de magnésio nanoestruturadas, que são capazes de aprisionar o gás de forma segura para ser posteriormente utilizado para geração de energia.Ao ser injetado no tanque de armazenagem, o hidrogênio reage com o magnésio das ligas que compõem o compartimento e forma um hidreto metálico que se decompõe quando aquecido a uma determinada temperatura, liberando o gás para ser queimado, por exemplo, em um motor a combustão ou em uma célula a combustível para geração de energia.“Essa é uma alternativa muito interessante de armazenar hidrogênio que pode ser utilizada para substituir os cilindros de alta pressão utilizados para aprisionar o gás, que são extremamente pesados”, disse Botta Filho.Ligas amorfasOutra aplicação das ligas metálicas desenvolvidas e caracterizadas pelos pesquisadores está no recobrimento de tubos para extração de óleo e gás utilizados pelas indústrias petrolíferas, que costumam apresentar problemas de corrosão e se degradam com o tempo.“Na tentativa de solucionar o problema, vários tipos de recobrimentos têm sido utilizados. Somente nos últimos anos, porém, as ligas de metais amorfas, que apresentam excelentes propriedades de resistência à corrosão e ao desgaste, têm sido avaliadas para essa finalidade”, disse Botta Filho.“Desenvolvemos ligas metálicas amorfas que apresentam maior resistência à corrosão e ao desgaste e agora estamos aplicando-as em superfícies de metais tipicamente utilizados em tubulações”, disse.O grupo também estuda a utilização de ligas metálicas para o desenvolvimento de implantes biomédicos biodegradáveis. Feitas de elementos como cálcio, magnésio e zinco, as ligas metálicas podem ser utilizadas na fabricação de parafusos para ossos, por exemplo, que após um determinado tempo são absorvidos pelo organismo.“Ligas metálicas para essa finalidade estão sendo testadas em animais por cientistas na Suíça, e o desempenho tem sido muito bom”, disse o pesquisador.Outras ligas metálicas também desenvolvidas pelos pesquisadores poderão ser utilizadas em pinos de implantes dentários. Feitas de titânio nanoestruturado, as novas ligas permitem diminuir muito a espessura dos pinos convencionais, mantendo a mesma resistência mecânica. Por conta disso, invadem menos o organismo do paciente.“Esse tipo de pino de titânio nanoestruturado já está em fase de aprovação no FDA (a agência regulamentadora de alimentos e fármacos dos Estados Unidos)”, disse Botta Filho. Fonte: Agência Fapesp
Richard Olm e José Carlos Cosenza tomam posse na Petrobras

Os novos diretores de Abastecimento, José Carlos Cosenza, e de Engenharia, Tecnologia e Materiais, Richard Olm, foram empossados na manhã de terça-feira (8) pela presidente da Petrobras, Graça Foster.O evento, realizado na sede da companhia, no Rio de Janeiro, contou com a participação dos diretores Financeiro e de Relações com Investidores, Almir Barbassa; de Exploração e Produção, José Miranda Formigli Filho; de Gás e Energia, José Alcides Santoro Martins; do gerente executivo José Carlos Amigo, representante do diretor da Área Internacional, Jorge Luiz Zelada; dos presidentes da Petrobras Distribuidora, José Lima de Andrade Neto; da Petrobras Biocombustível, Miguel Rosseto; e da Transpetro, Sergio Machado, além de gerentes e técnicos da companhia.Funcionários de carreira, formados em engenharia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e com ampla experiência como executivos na empresa, os novos diretores destacaram o desafio do cargo.Richard Olm, ex-gerente geral de Exploração e Produção (E&P) da Bahia, ex-diretor da Gaspetro e, mais recentemente, gerente executivo de E&P, lembrou o ingresso na companhia. “Quando comecei na Petrobras, a empresa já me parecia enorme. Agradeço a confiança com compromisso de contribuir cada vez mais com a superação de desafios que marca a trajetória da Petrobras”, afirmou o diretor de Engenharia, Tecnologia e Materiais.José Carlos Cosenza foi gerente geral das refinarias Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná, e Paulínia (Replan), em São Paulo. Antes de assumir a diretoria de Abastecimento, era gerente executivo de Refino. "Espero contribuir para a melhoria dos resultados da empresa buscando sempre a integração entre as áreas e a produtividade, com respeito ao meio ambiente. Fiquei sensibilizado com a indicação para o cargo e não tenho dúvidas de que tudo que realizei até hoje foi com a ajuda inestimável dos meus colegas", avaliou o diretor.A presidente Maria das Graças Silva Foster ressaltou a dificuldade da escolha. ”É muito difícil apresentar nomes para substituir colegas queridos como Renato Duque e Paulo Roberto. Acompanho o trabalho espetacular do Cosenza, que tem inúmeras virtudes, muitas delas intangíveis, e foi isso que definiu sua escolha”, disse a presidente. “Richard Olm é uma pessoa firme e habilidosa, que possui virtudes que não constam em currículo, como a vivência que explicita seu talento", concluiu Graça Foster. Fonte: Agência Petrobras
TAX REMINDERS:DECLAN-IPM

A Declaração Anual para o IPM - DECLAN-IPM é um documento destinado a apurar o valor adicionado a ser utilizado no cálculo dos Índices de Participação dos Municípios no Produto da Arrecadação do ICMS (IPM), nos termos do artigo 3º da Lei Complementar Federal 63/90, para os períodos em que os contribuintes estiveram enquadrados somente nos regimes tributários Normal, Estimativa e Outros.
Por força do disposto no artigo 4º da Resolução CGSN nº 10/2007, a partir do ano-base 2009 os contribuintes enquadrados no regime tributário do Simples Nacional deverão utilizar a DASN (Declaração Anual do Simples Nacional) para apresentar as informações econômico-fiscais no lugar da DECLAN-IPM. Caso o contribuinte, optante do Simples Nacional, tenha sido desenquadrado do regime no meio do ano, deverá apresentar a DECLAN-IPM com osvalores relativos ao período em que se enquadrou no regime normal, estimativa, ou outros.
Anualmente, são calculados e publicados no Diário Oficial do Estado, por meio de Resolução, os Índices Provisórios de Participação dos Municípios, que podem ser contestados, pelos Municípios, no prazo de 30 (trinta) dias após a sua publicação. Concluída a análise dos recursos apresentados pelas municipalidades, são calculados e publicados os Índices Definitivos de Participação dos Municípios, por meio de Decreto, os quais são aplicados sobre o total de 25% da arrecadação do ICMS do Estado, para a distribuição prevista no inciso IV do artigo 158 da Constituição Federal de 1988.
O Índice de Participação dos Municípios - IPM é calculado, para cada Município, na
proporção de 3/4 em função do valor adicionado nas operações relativas à circulação de mercadorias e nas prestações de serviços (com incidência do ICMS) realizadas em seu território,
conforme apurado através da DECLAN-IPM, e de 1/4, em função de critérios definidos na Lei Estadual nº 2.664/96 e na Lei Estadual nº 5.100/2007.
TAX REMINDERS: GIA-ICMS

A GIA-ICMS é uma declaração mensal cujas informações devem refletir os lançamentos efetuados no Registro de Apuração do ICMS. Esta declaração tem por finalidade demonstrar o imposto apurado em cada período de apuração, bem como apresentar outras informações de interesse econômico-fiscal.
A GIA-ICMS deverá ser preenchida de acordo com as fichas que a compõem, conforme abaixo:
OPERAÇÕES PRÓPRIAS - Informações relativas à apuração do ICMS das operações próprias do estabelecimento;
SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA INTERNA - Informações relativas ao ICMS retido, pelos contribuintes substitutos, localizados neste Estado, em favor do Estado do Rio de Janeiro, decorrente de operações internas. Também são informados os casos específicos de apuração mensal de entrada de dentro e fora do estado com imposto não retido e não pago antecipadamente pelos responsáveis pela retenção;
OUTROS ICMS DEVIDOS - Informações relativas ao débito do imposto em virtude de:
Diferencial de Alíquotas na entrada interestadual de mercadoria destinada a consumo ou ativo fixo e na utilização, pelo contribuinte, de serviço cuja prestação se tenha iniciado em outra UF e não esteja vinculada a operação ou prestação subseqüente alcançada pela incidência do imposto;
Recebimento de mercadorias sujeitas à substituição tributária sem que a retenção ou pagamento do ICMS tenha sido efetuado pelo remetente ou transportador;
Operações de importação, cujo desembaraço aduaneiro tenha ocorrido no período;
FECP referente às operações e prestações internas, à importação, à substituição tributária interna e ao diferencial de alíquotas;
OPERAÇÕES INTERESTADUAIS - Informações relativas às operações de circulação de mercadorias e/ou aquisições ou prestações de serviços interestaduais;
ZONA FRANCA/ALC - Informações sobre remessas de produtos industrializados de origem nacional, com isenção do ICMS, destinados à Zona Franca de Manaus/Áreas de Livre Comércio;
SALDO CREDOR DE EXPORTAÇÃO - Informações dos contribuintes detentores de
saldos credores acumulados decorrentes de exportação e dos estabelecimentos que os receberem por transferência. A declaração pode ser preparada por qualquer representante da empresa e deve ser obrigatoriamente, enviada através da Internet. Ela pode ser gerada pelo programa disponibilizado pela SEFAZ-RJ, ou por programa da própria empresa, desde que atenda ao layout estabelecido neste site e, além disso, às regras estabelecidas nas Instruções
de Preenchimento da GIA-ICMS.
saldos credores acumulados decorrentes de exportação e dos estabelecimentos que os receberem por transferência. A declaração pode ser preparada por qualquer representante da empresa e deve ser obrigatoriamente, enviada através da Internet. Ela pode ser gerada pelo programa disponibilizado pela SEFAZ-RJ, ou por programa da própria empresa, desde que atenda ao layout estabelecido neste site e, além disso, às regras estabelecidas nas Instruções
de Preenchimento da GIA-ICMS.
BP Biocombustíveis vende ativos de cana-de-açúcar para a Bunge

A BP Biocombustíveis Brasil anunciou ontem a venda de ativos em Campina Verde, no triângulo mineiro, para a Bunge. O acordo prevê a venda de equipamentos e canavial existentes no local. O valor não foi revelado. A BP tinha o projeto de construção de uma nova usina em Campina Verde, que foi adquirido no início de 2011 juntamente com outras duas usinas em operação da Companhia Nacional de Açúcar e Álcool (CNAA). A Bunge informou ter comprado apenas equipamentos e o canavial existentes em Campina Verde. A Bunge diz que a BP já havia desistido de construir uma nova usina. A Bunge diz que está adquirindo equipamentos e canavial para outras usinas. A multinacional tem seis usinas próximas à região: Itapagipe, Santa Juliana e Frutal (MG), Ouroeste, Guariroba e Moema (SP).Revisão. A venda dos ativos pela BP é resultado de uma revisão do seu portfólio em cana-de-açúcar. Em nota, o presidente da BP Biocombustíveis, Mário Lindenhayn, afirma que a empresa continua comprometida com a expansão das atividades nos Estados de Minas Gerais e Goiás. A BP deverá investir R$ 380 milhões até o fim de 2012 em suas três usinas em operação, as unidades Itumbiara e Ituiutaba e a Tropical Bioenergia, segundo Lindenhayn. Do total, R$ 170 milhões serão feitos nas unidades industriais. Atualmente, as usinas têm capacidade de moagem de 2,5 milhões de toneladas cada. A meta é dobrar esse volume até 2017. Para abastecer as usinas, a empresa também investirá R$ 160 milhões no plantio de cana. Além disso, a BP Biocombustíveis investirá R$ 50 milhões na implantação de produção de energia a partir da cogeração de biomassa do bagaço de cana.Fonte: Estadão
ANP mantém Chevron proibida de perfurar na Bacia de Campos

Diretora-geral da ANP, Magda Chambriard, informou que os documentos entregues à agência não foram relevantes para liberar as perfurações na regiãoA Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), após inúmeras investigações, decidiu manter o documento que veta a petrolífera Chevron de atuar na perfuração de poços na Bacia de Campos. Mesmo com a apresentação de novos documentos, a Chevron não conseguiu provar que a eficiência na perfuração não trará riscos para o Brasil, contudo a empresa continua autorizada a produzir petróleo.Segundo a diretora-geral da ANP, Magda Chambriard, não foi identificada nenhuma prova que “justificasse uma mudança de comportamento da ANP em reverter o quadro da Chevron. Em relação ao Campo de Frade, existe uma concessão em fase de produção, que pode ser retomada caso seja feito um novo pedido", afirmou.Os relatórios finais apresentados hoje (08), pela ANP relatam que a Chevron não está preparada para evitar outros acidentes ambientais. "É inegável que a Chevron é uma das maiores empresas de petróleo do mundo, mas isso não pode ser dito da Chevron do Brasil", reforçou Magda Chambriard.De acordo com informações do jornal Folha de SP, o prazo estipulado para manter a proibição da perfuração em Campos, não está definido. Chambriard acredita que o prazo depende mais da Chevron do que da ANP. A diretora-geral da ANP, disse ainda que a legislação prevê que primeiro é preciso entender a causa dos acidentes, identificar e mostrar ações que justifiquem uma nova autorização da perfuração.Entretanto, a diretora-geral da ANP, não acredita em proibição definitiva para a petroleira. Pois, está convencida – até o momento – que a petrolífera norte-americana atenderá as solicitações necessárias para a liberação. "Por enquanto, não estamos indo nessa direção. Acreditamos que a Chevron, como uma grande empresa do setor de petróleo, vai ser capaz de atender as nossas condicionantes", conclui Chambriard. Fonte:NN
Governo quer impor multa maior para petroleiras

O Ministério de Minas e Energia quer impor multas mais pesadas para as empresas que descumprirem regras de segurança na atividade de exploração e produção de petróleo e gás. Ontem, a diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Magda Chambriard, teve reunião com o ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, para discutir a atualização do valor das sanções aplicadas às empresas que atuam no Brasil. Depois do encontro, Magda disse que a nova regulamentação definirá um "aumento substancial" das multas. A legislação vigente foi elaborada num momento em que a ANP estava mais preocupada com os segmentos de distribuição e revenda de derivados do petróleo, disse. Mas, ao considerar o aumento da produção e as novas descobertas de reservas em alto mar, houve a decisão de ajustar as penalidades.Outro segmento que deve ser afetado pelas mudanças é o mercado de etanol que a agência passou a regular. Lobão é quem decidirá os novos valores e, também, quando será enviado o projeto de lei ao Congresso Nacional para atualizar a legislação. Magda evitou estabelecer relação direta entre a iniciativa tomada pelo governo, de endurecer as punições àqueles que cometerem infrações e os casos recentes de acidentes envolvendo plataformas de petróleo em alto mar. Ao justificar a necessidade de atualizar o valor das multas, ela mencionou que R$ 1 milhão para uma empresa como a Chevron, por exemplo, pode ser insignificante, mas para um pequeno produtor e distribuidor de gás natural pode "quebrar o sujeito". Atualmente, o valor máximo das multas é de R$ 5 milhões, disse ela. O porte financeiro das empresas deve ser considerado.Fonte: Valor, Brasil
Shell pretende iniciar perfurações em MG para explorar gás

A Petrolífera anglo-holandesa espera realizar de 8 a 12 operações no Brasil, iniciando o projeto de gás em 2013A Shell concluiu a operação sísmica na Bacia de Francisco (MG) e deverá iniciar as perfurações em busca de gás no início do ano que vem. Segundo o presidente da petrolífera no Brasil, André Lopes de Araújo, a contratação da sonda de perfuração está sendo analisada pelos membros da Shell para começar a exploração de gás na região. Nos próximos 18 meses a empresa espera realizar entre 8 a 12 operações de poços no país, informou André Lopes."Nesse projeto [na bacia de São Francisco], acabamos de terminar a sísmica e ainda estamos analisando o resultado para definir a melhor localização para fazer a primeira perfuração", disse Araújo, que esteve presente ontem (08), no seminário sobre gás natural, do Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP), no Rio de Janeiro.Preferindo não informar quais serão os próximos campos de exploração da petroleira anglo-holandesa, o presidente Araújo, informou que os blocos serão distribuídos pelos locais de exploração e produção do país, incluindo os campos de Bijupirá & Salema, e o Parque das Conchas - ambos na Bacia de Campos, além do bloco BMS-54, localizado na Bacia de Santos. A Shell identificou recentemente hidrocarbonetos no bloco BM-S 54, no pré-sal da Bacia de Santos, onde atua em parceria com a petrolífera francesa Total. A empresa está analisando os testes realizados na região e estuda a possibilidade de realizar novas perfurações. Contudo, a certeza de que o bloco BM-S 54 não está seco, existe uma grande possibilidade de exploração de gás, garantiu Araújo.O presidente da Shell preferiu não adiantar nenhum resultado encontrado, até o momento, na localidade. De acordo com Araújo, a demora na confirmação da 11ª rodada de licitações da ANP não faz com que o interesse da Shell no mercado brasileiro esteja regredindo. O presidente disse que o Brasil é estratégico e a Companhia não fará diferenciação de investimentos entre gás, ativos onshore e offshore, pós ou pré-sal. Fonte:NN
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Petrobras alcança produção total de petróleo e gás de 2,6 milhões (boed) em março

A produção média de petróleo e gás natural da Petrobras, em março, no Brasil e no exterior, foi de 2.599.969 barris de óleo equivalente por dia (boed). Os campos localizados no Brasil produziram, em média, 2.346.477 de boed. No exterior, a produção foi de 253.492 boed.Do total produzido no Brasil, 1.993.222 barris/dia foram exclusivamente de petróleo. A produção de gás natural alcançou 56 milhões 163 mil metros cúbicos/dia. No exterior, a produção média de petróleo chegou a 151.077 barris por dia. E a de gás natural a 17 milhões e 400 mil metros cúbicos/dia.Paradas para manutenção das plataformas P-51, no campo de Marlim Sul, P-57, no campo de Jubarte, e FPSO Brasil, no campo de Roncador, assim como a interrupção da produção do campo de Frade, operado pela Chevron, todos na Bacia de Campos, ocasionaram redução de 105 mil barris por dia (5%) na produção nacional, em relação ao mês anterior, quando foram produzidos 2.455.636 boed. Destaques de março - Um dos destaques nas atividades de produção no Brasil, em março, foi o início de operação do teste de longa duração (TLD) na área informalmente conhecida como Oliva, no pós-sal da Bacia de Campos, entre os campos de Pampo e Espadarte. Essa área, descoberta após a perfuração do poço 3-RJS-670 em maio de 2010, aponta para volumes recuperáveis estimados em 246 milhões de barris.O principal destaque nas atividades no exterior foi o início da produção no campo de Cascade, com o FPSO BW Pioneer. Ele está localizado a aproximadamente 250 km da costa do Estado da Louisiana, no Golfo do México americano, em profundidade de água de 2500 metros (recorde mundial). A Petrobras é a primeira empresa a empregar uma plataforma do tipo FPSO para desenvolver um campo de petróleo no Golfo do México. Fonte: Fator
BNDES aprova financiamento para empresa fornecedora do setor de petróleo e gás

O Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), aprovou mais um projeto no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento da Cadeia de Fornecedores de Bens e Serviços relacionados ao setor de Petróleo e Gás Natural (BNDES P&G). Trata-se da operação da Altus, fabricante de painéis de controle e automação, no valor de R$ 51,8 milhões. Os recursos financiarão a expansão da capacidade produtiva e fornecerão capital de giro para a empresa de São Leopoldo (RS). A companhia também receberá aporte de capital por parte da BNDESPAR. O apoio do BNDES equivale a 70% do investimento total previsto no plano de negócios da empresa. A Altus firmou recentemente contrato com a Petrobras para o fornecimento da solução de controle e automação das oito primeiras plataformas para operação em larga escala no pré-sal. De acordo com nota do Banco, com esta operação, o programa criado pelo BNDES há menos de um ano já reúne carteira com 19 operações, no valor de R$ 1,48 bilhão em financiamento, equivalente a investimentos de R$ 2,49 bilhões. Desse total, duas operações estão contratadas: a da Georadar (localizada em Minas Gerais), de serviços sísmicos, no valor de R$ 143 milhões; e da Ruhrpumpen do Brasil, fabricante de bombas hidráulicas, com projeto para a instalação de sua primeira unidade fabril no País, em Duque de Caixas (RJ), que receberá crédito de R$ 12,8 milhões. As demais operações em carteira estão em diferentes estágios no BNDES: em análise pela área operacional, enquadradas para análise ou, ainda, aguardando o enquadramento. A estimativa do Departamento da Cadeia Produtiva de Fornecedores de Petróleo e Gás do Banco é que o programa desembolse este ano cerca de R$ 750 milhões, valor que supera as expectativas, dado o ainda curto período de vigência da linha de financiamento. “O Programa BNDES P&G é voltado para empresas de todos os portes que integrem ou venham a integrar a cadeia de fornecedores de bens e serviços ao setor de óleo e gás e prevê condições especiais, inclusive para as micro, pequenas e médias empresas, que respondem por cerca de 85% do universo de firmas atuantes nesse setor” explica. “Com orçamento de R$ 4 bilhões e vigência até 31 de dezembro de 2015, o BNDES P&G tem como objetivo buscar soluções para alguns dos entraves à competitividade e ao desenvolvimento do setor, entre eles a dificuldade de acesso ao crédito, o elevado custo de capital e o acesso à tecnologia de ponta”, conclui a nota. Fonte:Fator
OSX atinge caixa consolidado de R$ 1,4 bilhão no 1T12

Início da produção do primeiro óleo da OGX pelo FPSO OSX-1 e aumento da carteira firme de encomendas são destaques no período. A OSX, empresa do setor de unidades e serviços para a indústria offshore de petróleo e gás natural, do Grupo EBX, fechou o primeiro trimestre de 2012 com importantes realizações: iniciou a produção pelo FPSO OSX-1 do primeiro óleo do cliente âncora OGX; assinou um contrato no valor de US$ 732 milhões com o cliente Kingfish para construção de 11 Navios-Tanque (MR- Medium Range); assinou também um contrato no valor de US$ 263 milhões com o cliente Sapura para construção de um navio PLSV (Pipe-Laying Support Vessel); realizou a emissão de títulos de dívida no exterior no valor de US$ 500 milhões (Bonds) para financiamento do projeto e construção do FPSO OSX-3; abriu as inscrições para o programa de capacitação profissional em construção naval realizado pelo SENAI e o ITN - Instituto Tecnológico Naval com 20 mil candidatos; e obteve a encomenda de mais duas novas WHPs pela cliente âncora OGX: WHP-3 e WHP-4. O caixa consolidado da Companhia e de suas controladas em 31 de março de 2012 era de R$ 1,4 bilhão, ante (R$ 1,0 bilhão em 31 de dezembro de 2011). “O primeiro trimestre de 2012 foi marcado por novas e importantes realizações para a OSX. A produção do primeiro óleo do FPSO OSX-1, inaugurando as atividades da OSX Serviços. Dois novos clientes de construção naval com contratos no valor de US$ 1 bilhão aproximadamente. A entrada de novas encomendas firmes para mais duas WHPs de nosso cliente âncora OGX. O início das atividades do ITN - Instituto Tecnológico Naval, com 20 mil candidatos inscritos no programa de qualificação profissional em construção naval, em parceria com Senai-Firjan. A captação de US$ 500 milhões com a emissão de títulos de divida no exterior. Com tudo isso, a OSX segue rumando firme na realização de seu compromisso com o desenvolvimento da produção de petróleo no Brasil” comentou Luiz Eduardo Carneiro, Diretor Presidente da OSX. OSX Construção Naval - As obras da Unidade de Construção Naval do Açu (UCN Açu) no Complexo Industrial do Superporto do Açu em São João da Barra, no norte do Estado do Rio de Janeiro, seguem no ritmo previsto desde seu início em julho de 2011, com estimativa para conclusão no segundo trimestre de 2014. A construção da UCN Açu prevê entregas parciais de importantes seções do estaleiro, o que permitirá à Companhia iniciar parcialmente suas operações já no 1º trimestre de 2013. Carteira de Pedidos da OSX -Com relação a carteira de pedidos da UCN Açu, o ano de 2012 começou de forma bastante positiva. Em fevereiro de 2012, a Sapura contratou a OSX Construção Naval para a construção de um navio lançador de linha (PLSV - Pipe-Laying Support Vessel), no valor aproximado de US$ 263 milhões. Sapura é uma subsidiária integral da Seabras Sapura Participações S/A, subsidiária integral da SapuraCrest Petroleum Berhad, empresa sediada na Malásia, onde lidera o setor de engenharia, transporte offshore e serviços de instalação para a indústria de óleo e gás. Em março de 2012, a Kingfish contratou a OSX Construção Naval para a construção de 11 navios-tanque do tipo MR – Medium Range, de 45.000 TPB (Toneladas de Porte Bruto), destinados ao transporte de petróleo e produtos claros, no valor aproximado de US$ 732 milhões. Essas embarcações serão fretadas pela Kingfish à Petrobras. Como evento subsequente, em abril, a OSX recebeu da OGX uma encomenda para construção e afretamento de duas novas plataformas fixas de produção de petróleo (Wellhead Platforms), WHP-3 e WHP-4, nos termos de Acordo de Cooperação Estratégica vigente entre ambas.Fonte:Fator
Sete Brasil deve ser incluída no Programa Progredir

Os fornecedores da Sete Brasil poderão ter uma facilidade a mais para obter financiamentos ainda este ano. A companhia poderá ser incluída no programa Progredir - criado pela Petrobras com os seis maiores bancos de varejo do país para facilitar a obtenção de empréstimos para a cadeia de fornecedores e subfornecedores. A afirmação foi feita pelo diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Petrobras, Almir Barbassa. De acordo com ele, a estatal vai duplicar o portal da iniciativa na internet e criar o "Progredir Sete"."A sete já foi concebida com essa possibilidade", disse Barbassa. "A Sete é uma empresa de alta liquidez também e tem fundamentos financeiros muito sólidos, isso dá ao sistema bancário confiança que, uma vez [o contrato com o fornecedor seja] performado, a fatura será paga".A partir do programa, cada fornecedor ou subfornecedor com contratos de aquisição de equipamentos ou prestação de serviços com a empresa pode fazer um empréstimo com os bancos Caixa Econômica Federal, Itaú Unibanco, Banco do Brasil, Bradesco, Santander e HSBC usando até 50% do contrato como garantia. O custo do financiamento no programa chega a ser cerca de 40% mais barato em relação ao mercado.O executivo explicou que a forma como a Sete será incluída ainda não está totalmente definida. Em um primeiro momento, quem dará a garantia para que o fornecedor da Sete contrate financiamentos com os bancos será ela própria. "Remotamente poderia vincular à Petrobras", afirmou Barbassa. De acordo com ele, o fornecimento de serviços da Sete Brasil para a Petrobras só acontecerá depois que as sondas que serão arrendadas à estatal estiverem prontas. Enquanto as unidades estiverem em construção, a Sete será a garantidora dos contratos.Barbassa anunciou na segunda-feira (7) a entrada da Petrobras Netherlands B. V. (PNBV) na iniciativa. Segundo ele, essa subsidiária é responsável por cerca de 40% do valor dos contratos da companhia, que somam hoje cerca de R$ 480 bilhões. A Petrobras Biocombustível (PBio), a Refinaria Abreu e Lima e o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) também tiveram sua participação anunciada ontem.A Transpetro e a BR Distribuidora também serão incluídas com o tempo, dependendo apenas da adaptação de sistemas.Fonte: Valor Econômico
Petrobras afaga a Bolívia

A Petrobras deverá continuar investindo na relação comercial com a Bolívia. O diretor de gás e energia da estatal, José Alcides Martins, afirmou que a compra do gás boliviano é necessária para o suprimento do mercado interno. Ano passado, segundo ele, o país importou, em média, de 26 milhões de metros cúbicos por dia do país vizinho."É claro que sempre existe o risco regulatório", disse Alcides, que participou na segunda-feira (7) do seminário sobre gás natural, do Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP), no Rio. "Mas precisamos manter o suprimento nacional".Foi seu primeiro evento público depois de assumir a diretoria. Alcides leu um discurso de 20 minutos, onde destacou a necessidade de aumentar a oferta de gás no país e não descartou a possibilidade de fazer parcerias com empresas. "O mercado não será atendido apenas pela Petrobras, mas também por outras empresas que estão no mercado", disse Alcides, que citou como exemplo empresas do grupo EBX, do empresário Eike Batista, e também a HRT, que explora reservas na bacia do Solimões, na Amazônia. "Nós não negamos parcerias com ninguém que possa agregar valor", disse Alcides, destacando que não há nada novo agora.Em outro evento, o assessor da presidência da Petrobras, Andre Garcez Ghirardi, alertou que a capacidade da estatal para investir em países latino-americanos pode estar sendo superestimada."Diante da dimensão do pré-sal e do plano de investimento, há a falsa impressão de que a Petrobras tem recursos excedentes. A realidade é outra. É um ato de equilíbrio gerenciar o fluxo de caixa", disse Ghirardi. "Existe um espaço pequeno para aplicar nos vizinhos qualquer recurso que não seja gerado no próprio país", afirmou sobre valores adicionais de investimento. Fonte:Valor Econômico
Produção de gás natural aumentou 7,7% em relação a março de 2011

A produção de petróleo no Brasil em março foi de 2,085 milhões de barris/dia (bbl/d), apresentando crescimento de 0,1% em relação ao mesmo mês de 2011. Na comparação com o fevereiro a queda foi de 5,4%. A produção de gás natural foi de aproximadamente 66 milhões de metros cúbicos/dia. Houve aumento de 7,7% na comparação com o mesmo mês do ano passado, e queda de 1,4% em relação ao mês anterior. A maior redução foi verificada no campo de Frade, devido à interrupção de produção da concessão. A Petrobras respondeu por 92,7% da produção de petróleo e gás natural. Os campos marítimos foram responsáveis por 91,4% da produção de petróleo e 74,9% da produção de gás natural. Dos 20 maiores campos produtores de petróleo e gás natural, três são operados por empresas estrangeiras: Peregrino/Statoil (11º), Ostra/Shell (15º) e Frade/Chevron (17º). Dois campos terrestres também integram a lista: Carmópolis (18º) e Canto do Santo Amaro (20º), com vazão média de 22,4 mil barris/dia (24 Mbbl/d) e 19,3 mil barris dia (19,3 Mbbl/d). O grau API médio do petróleo produzido março foi de 23,7º. Deste total, 8% da produção é considerada óleo leve (superior ou igual a 31ºAPI), 55% de óleo médio (entre 22º e 31º API) e 37% de óleo pesado (inferior a 22º API). Queima de Gás A queima de gás natural foi de aproximadamente 3,7 milhões de metros cúbicos/dia. Houve redução de 0,1% em relação ao mesmo mês em 2011 e aumento de 11,3% na comparação com fevereiro. O principal aumento foi registrado no campo de Lula, devido ao início de um novo teste no poço 4BRSA711RJS com a plataforma FPSO Cidade de São Vicente. Pré-sal A produção do Pré-sal teve crescimento de 12% em relação ao mês passado, chegando a 158,5 mil barris dia de óleo equivalente (158,5 Mboe/d), sendo 130,7 Mbbl/d de petróleo e 4,4 MMm³. A produção foi oriunda de oito poços nas bacias de Jubarte (1), Lula (5), Caratinga e Barracuda (1) e Marlim Leste (1).Bacias MadurasA produção oriunda das Bacias maduras terrestres (campos/TLDsdas Bacias do Espírito Santo, Potiguar, Recôncavo, Sergipe e Alagoas) foi de 175,4 mil barris de óleo equivalente/dia (175,4 Mboe/d), sendo 145,1 mil mil barris de petróleo/d (145,1 bbl/d) de petróleo e 4,8 milhões de metros cúbicos de (4,8 MMm³/d) de gás natural.Fonte:TN
Omni Táxi Aéreo investe em sua frota para atender operações da Petrobras

A Omni Táxi Aéreo investiu em duas novas aeronaves de grande porte que irão diversificar a sua frota. Os helicópteros são do modelo EC-225, com capacidade para 19 passageiros e com apoio de segurança de um comissário de bordo. A equipe que trabalhará com a aeronave está sendo treinada na França e voltam ao Brasil para iniciar as atividades em maio.Os helicópteros ficarão na nova base da empresa em Farol de S. Tomé, no Rio de Janeiro, de onde atenderão as operações da Petrobras.A diversificação da frota da Omni é resultado das mudanças de perfil exigidas pelas empresas do setor de óleo e gás. São novas aeronaves com maior capacidade de passageiros, maior autonomia e com todos os recursos de segurança exigidos pela agencia reguladora e pelas empresas.Fonte:TN
Concessão de benefício para importação de máquinas cai 70% no quadrimestre

Depois de uma série de apertos regulatórios, o número de concessões do benefício do ex-tarifário para a importação de máquinas e equipamentos caiu cerca de 70% no primeiro quadrimestre. De janeiro a abril deste ano foram publicados 230 ex-tarifários para máquinas e equipamentos. No mesmo período do ano passado foram 765 benefícios de mesma natureza. O ex-tarifário é um benefício que reduz o Imposto de Importação no desembarque de máquinas e equipamentos sem produção nacional. O incentivo reduz a alíquota do tributo de uma média de 14% para 2%.Não foi só a queda na quantidade de reduções tributárias concedidas que chamou a atenção. Até o ano passado praticamente todos os meses havia publicação de benefícios. Em março deste ano não houve nenhuma publicação e, em abril, apenas um ex-tarifário foi concedido. Segundo a Secretaria de Desenvolvimento da Produção do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic), a queda não se deve a uma redução de demanda na solicitação do incentivo, mas à reformulação na análise de concessão do benefício.Representantes de importadores acreditam que a redução se deve a um represamento na publicação de benefícios já aprovados pelo Comitê de Análise de Ex-tarifários (Caex). Importadores calculam que cerca de 250 ex-tarifários já aprovados pelo comitê ainda não foram publicados. A demora, dizem, deve encarecer e desestimular investimentos. Paulo Eduardo Pinto, diretor da trading Transaex, diz que a demora na análise do benefício tem provocado alteração nas estratégias de investimento."Para as empresas que estão importando bens de capital com fim mais estratégico do que tático, ou seja, como uma forma de marcar posição para o futuro, a compra está sendo adiada", diz Pinto. No caso das mercadorias já prestes a serem desembarcadas, argumenta, a solução tem sido desembaraçar a máquina sem o benefício e fazer a instalação num segundo momento. O pagamento do imposto de importação cheio, sem o benefício, diz o executivo, encarece o investimento planejado, o que muda o cronograma de implantação das máquinas.Heloisa Menezes, secretária de Desenvolvimento da Produção do Mdic, diz que a publicação dos benefícios tributários deve retomar o ritmo normal após a primeira reunião do Comitê Executivo de Gestão (Gecex), prevista para a primeira quinzena de maio. Ela diz que a aprovação pela Caex é apenas uma das etapas do processo de análise de ex-tarifário. Os procedimentos incluem a aprovação pelo Gecex e pela Câmara de Comércio Exterior (Camex)."Estamos terminando uma etapa de reformulação nos ex-tarifários, mas em breve conseguiremos limpar o estoque e teremos a análise concluída", diz a secretária. Segundo ela, alguns pedidos acabaram atrasando porque houve necessidade de verificar com fabricantes de máquinas a real capacidade de produção dos bens em estudo. Heloisa diz que ferramentas de análise, como a investigação da capacidade nacional de produção e a consulta pública, por exemplo, "já eram aplicadas, mas agora estão sendo mais utilizadas".A queda no número de benefícios concedidos acompanhados vem depois de mudanças divulgadas pelo Mdic no processo de análise do ex-tarifário. No ano passado, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES) passou a integrar o processo para concessão do incentivo fiscal, o que ampliou o tempo de análise. Em fevereiro, um benefício concedido para uma combinação de máquinas na alíquota de 6% - e não na alíquota usual de 2% - chamou a atenção dos importadores. A alíquota maior resultou de uma análise mais cuidadosa de cada componente que integra a combinação de máquinas. Se um dos componentes tiver produção nacional, deve ser aplicada alíquota proporcionalmente maior, segundo informação do Mdic. Uma resolução do início de abril também trouxe nova alteração. O benefício não é mais concedido para sistemas integrados.O advogado Rogério Chebabi diz que, com a demora, a orientação para os clientes é de desembaraçar o bem e depois procurar o Judiciário. "Caso o ex-tarifário seja concedido depois da nacionalização do bem, é possível levar o assunto à Justiça para pedir a aplicação da redução. É preciso, nesse caso, provar que o benefício foi solicitado para a sua importação", defende. "Muitas vezes a empresa desembaraça a máquina porque tem um cronograma de investimento ou porque o custo de armazenamento do bem é muito alto".Paulo Eduardo Pinto, da Transaex, diz que as medidas de revisão na concessão do benefício são bem-vindas. "Nós somos favoráveis a ajustes na ferramenta, mas a preocupação precisa ser mais qualitativa, e não quantitativa. No afã de se proteger a indústria doméstica, está se prejudicando o investimento e a própria indústria de transformação". Fonte:Valor Econômico
Hillary pressiona Índia a restringir petróleo iraniano

A secretária norte-americana de Estado, Hillary Clinton, intensificou na segunda-feira (7) a pressão sobre a aliada Índia para que reduza ainda mais a importação de petróleo iraniano, sinalizando que isso seria uma condição para isentar Nova Délhi contra sanções financeiras.O Irã é o segundo maior fornecedor de energia para a Índia. Publicamente, o governo local rejeita as sanções ocidentais, mas reservadamente tem pressionado suas refinarias a reduzirem suas importações do Irã entre 15 e 20%.A questão causa irritação nas relações indo-americanas. Nova Délhi não quer passar a impressão de se curvar demais à pressão dos EUA, e não quer depender demais do petróleo saudita.Em visita à cidade indiana de Kolkata (ex-Calcutá), Hillary disse que os EUA desejam endurecer as sanções econômicas ao Irã para obrigar o país a retomar as negociações sobre o seu programa nuclear. O Ocidente suspeita que o Irã esteja tentando desenvolver armas nucleares, algo que a República Islâmica nega.Achamos que a Índia, como um país que entende a importância de tentar usar a diplomacia para tentar resolver essas ameaças difíceis, está certamente trabalhando para reduzir suas aquisições de petróleo iraniano", afirmou ela. "Saudamos os passos dados até agora. Esperamos que façam ainda mais".Hillary, que horas depois se reuniria em Délhi com o primeiro-ministro Manmohan Singh, disse que a Arábia Saudita, o Iraque e outras nações petrolíferas estão elevando sua oferta para compensar a eventual perda do fornecimento iraniano."Se não houvesse possibilidade de a Índia ir ao mercado e atender a suas necessidades, iríamos entender. Mas acreditamos que há um fornecimento adequado e que há formas de a Índia continuar atendendo às suas exigências energéticas".Ela disse que os EUA decidirão daqui "a cerca de dois meses" sobre isentar ou não a Índia de sanções norte-americanas contra países que importam petróleo do Irã. Em março, Washington concedeu essas isenções ao Japão e a dez países da União Europeia, que haviam reduzido suas importações de petróleo do Irã.Uma autoridade indiana familiarizada com o processo havia anteriormente manifestado a expectativa de que Hillary fosse anunciar a isenção durante a sua visita de três dias.Mas um funcionário norte-americano disse no domingo (6) que Carlos Pascual, enviado especial dos EUA que negocia com países importadores do petróleo iraniano, deve visitar a Índia em meados de maio para discutir a questão.Fonte: Agência Reuters
Statoil e Rosneft assinam acordo para explorar petróleo na Rússia

A norueguesa Statoil assinou um acordo de cooperação, que pode valer US$ 100 bilhões, com a estatal de petróleo russa Rosneft para desenvolver os recursos energéticos russos praticamente intocados no Ártico. A Statoil se junta à norte-americana ExxonMobil e à italiana Eni, que assinaram acordos similares com a Rosneft no começo do ano passado, em uma corrida para o Ártico russo, após a decisão do governo local de aprovar isenções fiscais para os potencialmente ricos campos de petróleo em alto mar.A Rússia está enfrentando um declínio na produção em suas tradicionais regiões de petróleo e tenta atrair empresas de energia de países do Ocidente com recursos financeiros e conhecimentos para desenvolver os campos do Ártico. O movimento de abertura da região para investidores estrangeiros recebeu apoio do presidente eleito Vladimir Putin, que estava presente na cerimônia de assinatura do acordo neste sábado.O acordo é estruturado de forma parecida com os assinados pela Exxon e pela Eni. A empresa norueguesa criará joint ventures com a parceira russa para explorar os campos no Mar de Barents e no Mar de Okhotsk, ficando com uma participação de 33,33% em cada uma. A Statoil pagará todo o custo da exploração, além de alguns custos históricos e possíveis bônus para a Rosneft. O acordo também prevê participação da Rosneft em projetos da Statoil na Noruega.As duas companhias vão explorar juntas a licença de Perseevsky, na parte russa do Mar de Barents Central, e três licenças - Kashevarovsky, Lisyansky e Magadan-1 - ao norte da ilha de Sakhalin, no Mar de Okhotsk. As quatro licenças correspondem a uma área de mais de 100 mil quilômetros quadrados e podem exigir um investimento entre US$ 65 bilhões e US$ 100 bilhões durante décadas.Outro player ocidental do setor de petróleo, a britânica BP, informou neste sábado que também está interessada em participar de projetos na parte russa do Ártico. A BP só pode investir na Rússia por meio de sua joint venture com um grupo de bilionários locais, a TNK-BP, para evitar uma violação do acordo de acionistas.Fonte:Agência Estado
Diário Oficial da Argentina publica a expropriação da YPF
O governo da Argentina publicou nesta segunda-feira (7) no Diário Oficial a decisão de expropriar a petrolífera YPF, administrada pela espanhola Repsol. Pelo texto, 51% das ações da petrolífera ficarão sob responsabilidade estatal em defesa do interesse público e autossuficiência do setor de petróleo. A medida tem 19 artigos.O texto se refere à preservação no setor do petróleo no que diz respeito à prospecção, exploração, industrialização, transporte e comercialização de hidrocarbonetos. O texto informa ainda que a medida tem o objetivo de garantir o desenvolvimento econômico com equidade social, assegurando a criação de empregos e o aumento da competitividade com desenvolvimento na Argentina.Além disso, o responsável pela Comissão Nacional de Valores, Alejandro Vanolli, convocou para esta segunda uma reunião do conselho para implementar as definições da lei.A expropriação da YPF foi definida pela presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, no último dia 16. A decisão causou reações negativas e positivas no país e no mundo. Os argentinos apoiaram a medidas por acreditar que representa a defesa da soberania nacional. Os europeus condenaram a decisão que, segundo eles, pode ameaçar a legislação internacional de comércio.Novo gerente-geral prevê que empresa será mais competitiva e profissionalNomeado gerente-geral da petrolífera, o engenheiro da área petroquímica Miguel Galuccio, de 44 anos, disse no domingo (6) que se sente “muito orgulhoso” por ter sido escolhido para comandar a nova etapa da empresa. "Tenho certeza de que poderemos ter uma empresa moderna, competitiva e profissional".Galuccio contou que ao começar sua carreira, há 20 anos, o primeiro emprego que teve foi na YPF, que na época era pública. Depois, foi para o exterior, onde permaneceu nos últimos anos. Em seu discurso, a presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, disse que Galuccio é uma espécie de “símbolo” de profissionais competentes e modernos na área de petróleo no país.O novo gerente-geral da YPF é formado pelo Instituto Tecnológico de Buenos Aires (ITBA), um dos mais respeitados da Argentina, e assume a nova função a partir desta segunda-feira. A primeira ação dele deverá ser nomear a nova equipe de diretores da empresa.Com mais de duas décadas de experiência, Galuccio trabalhou em multinacionais norte-americanas, asiáticas, russas e chinesas. De acordo com analistas da área, o gerente-geral se caracteriza pela visão estratégica e a experiência internacional.Fonte:Agência Brasil
Programa de biodiesel não atinge meta social

Desde que foi lançado, em 2004, o Programa Nacional de Uso e Produção de Biodiesel (PNPB) ampliou significativamente o mercado para esse biocombustível no país. Mas a iniciativa do governo federal ainda não conseguiu cumprir uma de suas principais metas: promover o desenvolvimento regional em áreas carentes por meio da inclusão de agricultores familiares na cadeia produtiva.A conclusão é da pesquisa "Análise de competitividade da cadeia produtiva de biodiesel no Brasil", coordenada por Mario Otavio Batalha na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e financiada pela Fapesp.“A produção do biodiesel é mais cara que a do diesel comum e, ainda hoje, não é sustentável do ponto de vista econômico. A grande justificativa para o PNPB foi esse viés social”, afirmou Batalha. Por essa razão, completou, o programa buscou incentivar a produção do biocombustível a partir de diversas oleaginosas, especialmente a mamona no Nordeste e o dendê no Norte.Também foram criados mecanismos para favorecer a inclusão do pequeno agricultor, como o Selo Combustível Social. Essa acreditação é concedida a produtores que compram matéria-prima diretamente da agricultura familiar em quantidades predeterminadas pelo governo. Isso lhes garante benefícios fiscais e o direito de participar dos maiores lotes para venda de biodiesel nos leilões da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP).Mas, ao longo dos anos, a soja foi se revelando a matéria-prima mais competitiva do mercado, contou o pesquisador. Atualmente, 80% do biodiesel no país deriva desse grão. “Os produtores de soja podem até ser pequenos, mas são altamente treinados e organizados em cooperativas. É uma cultura madura no país”, disse Batalha.Segundo ele, os incentivos fiscais dados aos produtores de biodiesel não cobrem, muitas vezes, os custos de comprar matéria-prima da agricultura familiar no interior do Norte e Nordeste.“A escala de produção é pequena, a qualidade é ruim, há restrições tecnológicas, manejo inadequado e alta sazonalidade. Além disso, as famílias ficam dispersas, o que aumenta muito o gasto com transporte e favorece a atuação de atravessadores”, disse.Há ainda casos em que os próprios agricultores não se interessam em fechar o negócio. “É mais vantajoso vender um litro de óleo de mamona para a indústria ricinoquímica - que utiliza a oleaginosa para produzir lubrificantes, cosméticos e alimentos - que para os produtores de biodiesel. O agricultor pode ser pobre, mas não é bobo. Vai vender para quem pagar mais”, afirmou.No caso do dendê, a grande concorrente é a indústria de alimentos, que usa o óleo de palma em diversos produtos. “A produção, que ainda é pequena, precisa se expandir muito e vender o excedente para a produção de combustível. Isso resolveria o problema de abastecimento de combustível nas comunidades isoladas da região Norte”, disse o pesquisador.IncertezasAlém dos incentivos fiscais, o PNPB criou outros mecanismos para estimular o mercado de biocombustíveis. Por meio da Lei nº 11.097, de 2005, tornou-se obrigatória a adição de um porcentual mínimo de biodiesel ao óleo diesel vendido no país. Em 2008, o teor mínimo era 2% e, hoje, é 5%. Isso criou uma demanda sustentada anual de 2,5 milhões de litros e fez o setor avançar rapidamente.“As empresas já possuem capacidade superior a 5 milhões de litros por ano, o que permitiria dobrar a porcentagem obrigatória estipulada. Mas isso exigiria adaptações no motor dos veículos, o que seria inviável”, explicou Batalha.Na opinião do pesquisador, para que o PNPB realmente cumpra seu papel social, é preciso diversificar as matérias-primas usadas na produção de biodiesel.“A soja está mais concentrada no Sul e Sudeste. Para atingir o pequeno agricultor da Bahia, tem que ser usada a mamona. Na Amazônia, pode ser o dendê. Temos de investigar qual é a oleaginosa mais adequada em cada região”, destacou.O monopólio da soja teria desvantagem também do ponto de vista econômico, pois o custo de produção do combustível fica sujeito à variação de preço do grão no mercado internacional.Segundo a pesquisa, esforços têm sido feitos para reverter o quadro. O número de famílias integradas à cadeia produtiva do biodiesel vem crescendo desde 2009, em boa medida graças à entrada da Petrobras no setor. A conclusão, no entanto, é que no curto e médio prazo a soja deve continuar a ser a principal matéria-prima usada no país.Os resultados da investigação deram origem à tese de doutorado "Competitividade da produção de biodiesel no Brasil: a inserção e os impactos da agricultura familiar", realizada por Aldara da Silva Cesar com Bolsa da Fapesp.Renderam também artigos em revistas no Brasil e exterior e o livro Biodiesel de mamona no Brasil: realidades e perspectivas, publicado pela editora Lambert.Fonte:TN
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