
A holding do empresário Eike Batista, a EBX, anunciou que está criando uma nova empresa, a CCX, que será dona de reservas de carvão na Colômbia. Até então, os ativos faziam parte do portfólio da MPX, companhia de mineração do grupo. A ideia é explorar o carvão na Colômbia e usar parte dessa commodity para gerar energia nas terméletricas que estão sendo construídas no Brasil pela MPX, como as do Maranhão, Ceará e Rio de Janeiro. Há também um projeto para o Chile. Na segunda-feira, a empresa anunciou um potencial de carvão mineral que chega a 5,2 bilhões de toneladas na mina subterrânea de San Juan, localizada na região de La Guarija, na Colômbia. Esse volume, já certificado, mas não comprovado, se junta às reservas já provadas de 672 milhões de toneladas. A empresa disse que esse novo carvão tem maior poder calorífico, que custa 30% mais que o carvão térmico tradicional, por ser de maior qualidade.Ambientalistas criticam o uso do carvão em térmicas, por ter um alto índice de emissão de gás carbônico (CO2), o que inclui também o carvão de melhor qualidade, que tem baixo teor de enxofre e cinza, como o encontrado por Eike. A empresa ressalta que a MPX está investindo em projetos de captura de CO2 para compensar as emissões durante o processo. Segundo Leonardo Moretzsohn, presidente da CCX, a certificação da mina de San Juan faz a companhia ter um dos cinco maiores depósitos de carvão mineral do mundo. A empresa vai construir ainda na Colômbia um porto e uma ferrovia, que terá 150 quilômetros de extensão, para poder escoar esse carvão. Ao todo, o projeto prevê um investimento de US$ 5,5 bilhões entre 2013 e 2024, quando a operação atingir o pico da produção. Fonte:Globo
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