
A norueguesa Statoil assinou um acordo de cooperação, que pode valer US$ 100 bilhões, com a estatal de petróleo russa Rosneft para desenvolver os recursos energéticos russos praticamente intocados no Ártico. A Statoil se junta à norte-americana ExxonMobil e à italiana Eni, que assinaram acordos similares com a Rosneft no começo do ano passado, em uma corrida para o Ártico russo, após a decisão do governo local de aprovar isenções fiscais para os potencialmente ricos campos de petróleo em alto mar.A Rússia está enfrentando um declínio na produção em suas tradicionais regiões de petróleo e tenta atrair empresas de energia de países do Ocidente com recursos financeiros e conhecimentos para desenvolver os campos do Ártico. O movimento de abertura da região para investidores estrangeiros recebeu apoio do presidente eleito Vladimir Putin, que estava presente na cerimônia de assinatura do acordo neste sábado.O acordo é estruturado de forma parecida com os assinados pela Exxon e pela Eni. A empresa norueguesa criará joint ventures com a parceira russa para explorar os campos no Mar de Barents e no Mar de Okhotsk, ficando com uma participação de 33,33% em cada uma. A Statoil pagará todo o custo da exploração, além de alguns custos históricos e possíveis bônus para a Rosneft. O acordo também prevê participação da Rosneft em projetos da Statoil na Noruega.As duas companhias vão explorar juntas a licença de Perseevsky, na parte russa do Mar de Barents Central, e três licenças - Kashevarovsky, Lisyansky e Magadan-1 - ao norte da ilha de Sakhalin, no Mar de Okhotsk. As quatro licenças correspondem a uma área de mais de 100 mil quilômetros quadrados e podem exigir um investimento entre US$ 65 bilhões e US$ 100 bilhões durante décadas.Outro player ocidental do setor de petróleo, a britânica BP, informou neste sábado que também está interessada em participar de projetos na parte russa do Ártico. A BP só pode investir na Rússia por meio de sua joint venture com um grupo de bilionários locais, a TNK-BP, para evitar uma violação do acordo de acionistas.Fonte:Agência Estado
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