segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Conhecer em detalhes impostos e taxas evita prejuízo

Com uma carga tributária que está entre as mais elevadas do mundo – em 2011 foi de 36,2% do Produto Interno Bruto -, conhecer em detalhes todos os impostos e taxas a serem pagos pela empresa pode significar a diferença entre o lucro e o prejuízo.A afirmação é do consultor tributário do Sescap de Londrina, Ariovaldo Esgoti. Segundo ele, em geral, o empresariado brasileiro tem uma grande preocupação sobre os impostos que incidem na produção interna e na saída de seus produtos e acabam deixando de lado um importante coeficiente que pode fazer toda a diferença no faturamento da empresa.Conforme Esgoti, o empresário deve ficar atento a todo o processo que envolve o negócio; da fase da aquisição da matéria-prima até a colocação do produto final no mercado. É importante ressaltar que o País ainda vive uma guerra fiscal entre os estados e isso pode alterar significativamente os valores dos impostos e taxas, interferindo no resultado da empresa. ”O empresário deve fazer muitas contas nesta hora, pois ao invés de comprar um insumo em seu próprio estado, ele pode encontrar uma cotação melhor de um fornecedor de outra unidade da federação. Porém, ele pode não se atentar que a importação desta mercadoria pode agregar alguns impostos que não estavam previstos ao cruzar as divisas, como IPI, ICMS, Confins entre outros”, esclarece Esgoti.É por este motivo que o consultor recomenda que além do empresário dominar as informações sobre a tributação das vendas ele também deve conhecer a tributação nas entradas. O empresário deve, entre outras coisas, ficar atento aos tributos que são pagos pelo seu fornecedor, ”uma vez que, por exemplo, uma medida judicial interposta pelo fornecedor pode eximi-lo de realizar tal contribuição. Por outro lado o Fisco pode cobrar esses impostos dos clientes que adquirirem as mercadorias deste fornecedor. Por isso que o empresário deve ficar atento tanto na negociação, quanto na conferência da nota fiscal que é a consolidação do negócio”, explica Esgoti.Entretanto, mesmo com este emaranhado de legislações fiscais, há algumas brechas que podem beneficiar alguns setores, como no caso da agroindústria. Este segmento pode comprar insumos tanto com a pessoa jurídica, que é o que ocorre com a grande maioria dos negócios, mas também pode recorrer à aquisição de produtos de pessoa física. Neste caso, mesmo o agricultor não sendo um gerador de recurso presumido, a agroindústria como incentivo incorpora este benefício no produto adquirido e consequentemente é favorecido pela economia que será gerada.”São em casos como este que o empresário passa a ter um lucro substancial sem precisar alterar sua cadeia produtiva, isso porque ele ficou atento aos benefícios que a própria legislação, apesar de complicada, ofereceu para ele”, lembra o consultor. A atenção por parte do empresário, em todas as fases da cadeia fiscal de seus produtos, desde o período anterior à entrada dos produtos, até a saída das mercadorias, é uma preocupação que faz toda a diferença no faturamento das empresas. ”Esta é a diferença entre o empresário que se preocupa com todo o processo tributário e aquele que tem olhos apenas para as vendas, o primeiro terá uma maior lucratividade, pois buscará impostos mais baixos e, consequentemente, sua margem de lucro aumentará, enquanto que o segundo passa aperto para vender suas mercadorias com uma margem de lucros mais baixa”, alerta Esgoti.Fonte: Sindicato das Empresas de Consultoria, Assessoria, Perícias e Contabilidade de Londrina – Sescap-Ldr

Cinco questões tributárias

1-Apuração da base de cálculo do lucro presumido, relativamente aos juros sobre prestações na atividade imobiliária
As receitas de juros, decorrentes do atraso nas prestações de comercialização de imóveis, pelas pessoas jurídicas com atividades imobiliárias, referentes a loteamento, incorporação imobiliária, construção de prédios destinados à venda,
bem como a venda de imóveis construídos ou adquiridos para revenda, para fins do lucro presumido, sujeitam-se a 8% (IRPJ) e 12% (CSL), se os acréscimos foram apurados por meio de índices previstos em contrato.(Solução de Consulta Cosit
nº 5/2012 – DOU 1 de 31.08.2012)

2-Obrigações tributárias continuam após mudança de razão social?
Fusões e aquisições de empresas são temas recorrentes nas últimas provas. Veja questão do Exame 2010.2, a qual questiona se um restaurante que compra um concorrente e muda apenas a razão social, se ele responde pelas obrigações do antigo estabelecimento.(2010.2) Pizza Aqui Ltda., empresa do ramo dos restaurantes, adquiriu o estabelecimento empresarial Pizza Já Ltda., continuando a exploração deste estabelecimento, porém sob razão social diferente – Pizza Aqui Ltda.
Neste caso, é correto afirmar que:

a) a Pizza Aqui responde solidariamente pelos tributos devidos pela Pizza Já, até a data do ato de aquisição do estabelecimento empresarial, se a Pizza Já cessar a exploração da atividade.
b) caso a Pizza Já prossiga na exploração da mesma atividade dentro de 6 (seis)meses contados da data de alienação, a Pizza Aqui responde subsidiariamentepelos tributos devidos pela Pizza Já Ltda. até a data do ato de aquisição do estabelecimento.
c) caso a Pizza Já mude de ramo de comércio dentro de 6 (seis) meses contados da data de alienação, então a Pizza Aqui será integralmente responsável pelos tributos devidos pela Pizza Já até a data do ato de aquisição desta.
d) caso o negócio jurídico não fosse a aquisição, mas a incorporação da Pizza Já pela Pizza Aqui, esta última estaria isenta de qualquer responsabilidade referente aos tributos devidos pela Pizza Já até a data da incorporação.

Resposta:
A alternativa correta é a “b”. A pessoa natural ou jurídica de direito privado que adquirir de outra fundo de comércio ou estabelecimento comercial,industrial ou profissional, e continuar a respectiva exploração, responde pelos tributos relativo ao fundo ou estabelecimento adquirido, até a data do ato, de forma subsidiária com o alienante se este prosseguir na exploração ou iniciar dentro de seis meses, da data da alienação, nova atividade no mesmo ou em outubro ramo (artigo 133, II, do CTN).

3-Representante comercial – enquadramento jurídico
Para verificar qual o tipo jurídico em que enquadra-se o representante comercial, deverão ser observadas algumas situações e requisitos, conforme passamos a analisar.No seu enquadramento o representante comercial deve observar os seguintes requisitos:
a) o representante comercial que exerce atividades por conta própria adquire a condição de comerciante, independentemente de qualquer requisito formal,ocorrendo neste caso, para efeitos tributários, equiparação da empresa individual a pessoa jurídica, por força do disposto no item II do § 1º do art.150 do RIR. (Parecer Normativo 15-1986);
b) o representante comercial que exerce exclusivamente a mediação para a realização de negócios mercantis, como a define o artigo 1º da Lei 4.886-1965,terá seus rendimentos tributados na pessoa física do beneficiário, sendo irrelevante a existência do registro como firma individual na Junta Comercial e no CGC/MF. (Ato Declaratório Normativo 25-1989).
c) a equiparação de que fala a letra “a” é uma ficção do direito tributário,sendo irrelevante o fato de tratar-se de firma inscrita no registro do comércio ou não (Parecer Normativo 39-1977, item 4).

4-Tributação de prêmios distribuídos em dinheiro ou sob a forma de bens e serviços.
SOLUÇÃO DE DIVERGÊNCIA N°9, DE 16 DE JULHO DE 2012
DOU de 29/8/2012 ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE – IRRF
EMENTA: CONCURSOS ARTÍSTICOS, DESPORTIVOS, CIENTÍFICOS, LITERÁRIOS OU A OUTROS TÍTULOS ASSEMELHADOS.PRÊMIOS DISTRIBUÍDOS EM DINHEIRO OU SOB A FORMA DE BENS E SERVIÇOS. BENEFICIÁRIO PESSOA FÍSICA E PESSOA JURÍDICA.
I – Beneficiário Pessoa
Física Na hipótese da ocorrência de concursos artísticos, desportivos,científicos, literários ou a outros títulos assemelhados, com distribuição de prêmios efetuada por pessoa jurídica a pessoa física, deve ser adotado o seguinte:
a) quando houver vinculação quanto à avaliação do desempenho dos participantes, hipótese na qual os prêmios assumem o aspecto de remuneração do trabalho, independentemente se distribuídos em dinheiro ou sob a forma de bens e serviços, o imposto sobre a renda incide
na fonte, calculado de acordo com a tabela progressiva mensal, a título de antecipação do devido na Declaração de Ajuste Anual (DAA), ou, se o beneficiário for residente no exterior, incide exclusivamente na fonte à alíquota de 25% (vinte e cinco por cento);
b) quando não houver vinculação quanto à avaliação do desempenho dos participantes e:
b.1) distribuídos sob a forma de bens e serviços, no caso de concursos em geral, o imposto sobre a renda incide exclusivamente na fonte, à alíquota de 20% (vinte por cento) ou, se o beneficiário for residente no exterior, à alíquota de 15% (quinze por cento). Na hipótese de o beneficiário ser residente em país com tributação favorecida, assim considerado pela legislação do imposto, este incide exclusivamente na fonte, à alíquota de 25% (vinte e cinco por cento);
b.2) distribuídos em dinheiro e:
b.2.1) tratando-se de concursos de prognósticos desportivos e concursos desportivos em geral, compreendidos os de turfe, o imposto sobre a renda incide exclusivamente na fonte, à alíquota de 30% (trinta por cento) ou, se o beneficiário for residente no exterior, à alíquota de 15% (quinze por cento). Na hipótese de o beneficiário ser residente em país com tributação favorecida, assim considerado pela legislação do imposto, este incide exclusivamente na fonte, à alíquota de 25% (vinte e cinco por cento);
b.2.2) não se tratando de concursos de prognósticos desportivos e concursos desportivos em geral, o imposto sobre a renda incide na fonte, calculado de acordo com a tabela progressiva mensal, a título de antecipação do devido na Declaração de Ajuste Anual (DAA), ou, se o beneficiário for residente no exterior, incide exclusivamente na fonte à alíquota de 15% (quinze por cento). Na hipótese de o beneficiário ser residente em país com tributação favorecida, assim considerado pela legislação do imposto, este incide exclusivamente na fonte, à alíquota de
25% (vinte e cinco por cento);
II – Beneficiário Pessoa
Jurídica Quanto aos prêmios distribuídos a beneficiário pessoa jurídica sob a forma de bens e serviços, através de concursos e sorteios de qualquer espécie, estes prêmios tributam-se exclusivamente na fonte à alíquota de 20% (vinte por cento). Quanto aos prêmios em dinheiro distribuídos a beneficiário pessoa jurídica, obtidos em loterias,inclusive as instantâneas, mesmo as de finalidade assistencial, inclusive as exploradas diretamente pelo Estado, concursos desportivos em geral, compreendidos os de turfe e sorteios de qualquer espécie, e também os obtidos em concursos de prognósticos desportivos, todos estes tipos de prêmios tributam-se exclusivamente na fonte à alíquota de 30% (trinta por cento). Quanto aos prêmios em dinheiro recebidos em concursos que não sejam aqueles previstos no art. 14 da Lei nº 4.506, de 1964, e nem os previstos no art. 10 do Decreto-Lei 1.493, de 1976, neste caso o prêmio será contabilizado na escrituração da pessoa jurídica recebedora, de forma a compor a receita por ela auferida.
No caso de o beneficiário ser pessoa jurídica domiciliada no exterior, o imposto sobre a renda incide exclusivamente na fonte, à alíquota de 15% (quinze por cento).
No caso de beneficiário domiciliado em país com tributação favorecida, assim considerado pela legislação do imposto, este incide exclusivamente na fonte, à alíquota de 25% (vinte e cinco por cento). DISPOSITIVOS LEGAIS: Lei nº1.506, 30 de novembro de 1964, art. 14; Decreto-lei nº 1.493, de 7 de dezembro de 1976, art. 10; Lei nº 8.981, de 20 de janeiro de 1995, art. 63; Lei nº 9.065, de 20 de junho de 1995, art. 1º; Lei nº 9.249, de 26 de dezembro de 1995, art. 28; Lei nº 9.779, de 19 de janeiro de 1999, art. 7º; Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999 – Regulamento do Imposto sobre a Renda (RIR/1999), arts. 245, 676, 677; 679 e 685 e Parecer Normativo CST nº 173, de 26 de setembro de 1974.

5-Comprovação de receitas sem nota fiscal
SOLUÇÃO DE CONSULTA N° 4, DE 20 DE AGOSTO DE 2012 DOU de 29/8/2012 ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA – IRPJ EMENTA: COMPROVAÇÃO DE RECEITA. NOTAS FISCAIS.
O auferimento de receitas pelas pessoas jurídicas, quando desobrigadas ou impossibilitadas de emissão de nota fiscal ou documento equivalente, em razão da não-autorização de impressão pelo órgão competente, deve ser comprovado com documentos de indiscutível idoneidade e conteúdo esclarecedor das operações a que se refiram, tais como livros de registros, recibos, contratos etc, desde que a lei não imponha forma especial. DISPOSITIVOS LEGAIS Lei nº 8.846, de 21 de janeiro de 1994, art. 1º; Lei nº 9.532, de 10 de dezembro de 1997, arts. 61 a 63. Fonte:Notícias Fiscais

Estrangeiros com mais de dois anos de trabalho receberão permanência

Estrangeiros com vínculo empregatício no Brasil cujo contrato de trabalho seja de dois anos podem requerer a transformação do visto temporário em permanente. Antes essas transformações só ocorriam após quatro anos de trabalho, dois anos prorrogáveis por mais dois. Os procedimentos estão sendo adequados com base na legislação trabalhista (CLT) e em parecer da Advocacia Geral da União (AGU)."Essa medida vai diminuir a burocracia tanto para o estrangeiro quanto para o Estado, que não precisará prorrogar o visto por mais dois anos. Vale ressaltar, que, apesar da transformação em permanente, o estrangeiro permanecerá vinculado à Empresa responsável pela sua estada em território brasileiro por quatro anos,“ explica a diretora do Departamento de Estrangeiros do Ministério da Justiça, Izaura Miranda.Números -De janeiro a junho de 2012, 32.913 profissionais (entre temporários e permanentes) obtiveram permissão para trabalhar no Brasil, segundo dados da Coordenação Geral de Imigração (CGig) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Das autorizações concedidas nos seis primeiros meses do ano, 29.065 são temporárias e 3.848 permanentes. MJ. Fonte:Fator

Helicóptero capaz de içar 5 mil litros de água ou 5 toneladas de carga começa a operar no país

O primeiro Ka-32A11BC da América Latina acaba de chegar a São Paulo e está pronto para atuar em combate a incêndios e no deslocamento de materiais pesados para locais de difícil acesso. O registro de queimadas no Brasil em 2012 já é 61% maior do que em 2011 e o país acaba de receber o equipamento mais eficiente do mundo em combate a incêndios. O helicóptero russo Ka-32 opera em 30 países com mais de 160 modelos. São mais de 60 unidades apenas na Coréia do Sul, atuando em incêndios e resgates, entre outros serviços. A aeronave é capaz de erguer cinco mil litros de água em um cesto (Bambi Bucket), com controlador de abertura, misturados de espuma e reabastecido por uma lâmina mínima de 46cm em apenas 50 segundos. Os helicópteros que poderiam ser utilizados para esse fim no Brasil não decolam com mais de 800 litros de água. O helicóptero, que também funciona como um guindaste voador, transportando até cinco toneladas de carga externa, atuará no mercado de infraestrutura, construção civil, petrolífero (onshore e offshore) e no apoio a companhias hidrelétricas. A iniciativa é do Helicargo, uma nova empresa originada de uma parceria entre um completo centro de serviços para helicópteros e uma especialista em içamento e movimentação de cargas. Além de operações mais rápidas e baratas, o Helicargo oferece um ganho ambiental significativo num País em franco desenvolvimento. Atualmente, o transporte de equipes, infraestrutura e equipamentos até pontos remotos, inacessíveis por rios ou estradas, depende exclusivamente da abertura de pequenas estradas vicinais, e essas tornam-se inevitáveis vetores de desmatamento. A possibilidade de utilizar transporte aéreo para esse fim reduz sensivelmente o impacto ambiental na construção de gasodutos, oleodutos e torres de transmissão. As negociações com a Kamov, que faz parte da holding Russian Helicopters, começaram em 2009, e contemplaram também o estabelecimento de um centro de manutenção para o helicóptero dentro das instalações do Helipark e o treinamento de todos os integrantes da equipe Helicargo. Quatro pilotos e seis mecânicos estiveram na Rússia no primeiro trimestre desse ano, em treinamento na própria fábrica. O mercado de cargas com helicópteros é praticamente inexplorado no Brasil, onde a maior parte da frota é destinada para o mercado executivo. O presidente do Helicargo, João Velloso, que acumula dez anos à frente do reconhecido Helipark, acredita que “as perspectivas para o novo empreendimento são excelentes, uma vez que o mercado está sinalizando a necessidade das empresas agilizarem suas operações e minimizarem seus custos em atividades como substituição de queimadores de gás em plataformas e refinarias de petróleo, transporte e instalação de tubos de gasodutos e oleodutos, instalação de torres e cabos de linhas de energia, dentre outras”. Para Nilson Rocha, vice-presidente do Helicargo e diretor da Guidastec, empresa consagrada no ramo de guindastes, “o Brasil está se inserindo em um novo cenário operacional com a utilização destas grandes máquinas de múltiplo uso, tanto para serviços como para combate a incêndios e apoio a calamidades públicas”. Diferenciais do KA-32A11BC -Precisão. Diferente dos helicópteros de construção tradicional, que possuem um único rotor principal e rotor de cauda, o Ka-32 é equipado com dois rotores coaxiais principais, que giram em sentidos opostos. Esta configuração proporciona uma maior estabilidade vertical nos voos pairados em áreas restritas, mesmo sob condições adversas, garantindo precisão a tarefas que os helicópteros com rotor de cauda fariam com bastante dificuldade. A ausência do rotor de cauda também torna o Ka-32 mais compacto e seguro, podendo operar em áreas restritas de 22X22m. Força. O Ka-32 é um helicóptero multifuncional capaz de transportar cinco toneladas de carga externa e 3,7 toneladas de carga interna. Possui cabos de 7, 30 e 70 metros, para deslocar materiais pesados, como um verdadeiro guindaste voador. Seus dois motores turboeixo Klimov TV3-117VMA tem potência máxima de 2.400shp cada, o que proporciona uma maior capacidade de elevação de carga e teto mais alto de operação (5.000m), tanto no voo pairado como em voo de cruzeiro. Autonomia. O Ka-32 do Helicargo pode voar até 920km ou quatro horas sem necessidade de reabastecimento, uma vez que conta com tanques auxiliares. Na configuração standard (sem os tanques auxiliares), a aeronave voa até 630km. Agilidade. A velocidade máxima da aeronave é 260km/h (ou 140 knós) e a velocidade de cruzeiro 230km/h (ou 120 knós). Motores: dois motores turboeixo Klimov TV3-117VMA, com potência de 2400shp cada, comprimento de 11,2 metros, altura de 5,40 metros, diâmetro dos rotores de 15,9 metros, peso máximo decolagem de11 toneladas, peso máximo de voo com carga externa de 12,7 toneladas, velocidade de cruzeiro de 120 knós , teto de serviço de 5.000 metros, e alcance máximo de 920 km.Fonte:Fator

Triunfo recebe autorização ambiental para iniciar obras no Aeroporto Internacional de Campinas

Início das obras ocorrerá imediatamente, três meses antes do previsto. Companhia planeja entregar o segundo terminal dentro de 22 meses. São Paulo – A Triunfo Participações e Investimentos S.A. [Bovespa: TPIS3] – empresa que atua no setor de infraestrutura e está presente nos segmentos de concessões rodoviárias, administração portuária e aeroportuária, cabotagem e geração de energia – informa que recebeu da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB) a licença ambiental para iniciar os investimentos no Aeroporto Internacional de Viracopos, localizado em Campinas (São Paulo). A autorização foi concedida à concessionária Aeroportos Brasil Viracopos S.A., formada pela Triunfo, UTC Participações S.A., Egis Airport Operation e Infraero.Com a licença, as obras serão iniciadas imediatamente, três meses antes do previsto no cronograma da licitação, com o objetivo de entregar o segundo terminal de passageiros, com capacidade para 14 milhões passageiros, fingers para 28 aeronaves e estacionamento correspondente, dentro de 22 meses.O consórcio Aeroportos Brasil Viracopos S.A. será responsável pelos serviços de ampliação, manutenção e operação do aeroporto de Campinas pelos próximos 30 anos, conforme contrato assinado em 14 de junho de 2012.Perfil da TPI - Triunfo Participações e Investimentos S.A. é uma das principais empresas brasileiras do setor de infraestrutura, com forte atuação nos segmentos de concessões rodoviárias, administração de portos e aeroportos, geração de energia e cabotagem. De capital aberto, está listada no Novo Mercado, nível mais alto de Governança Corporativa da BMF&Bovespa. A Triunfo está presente nos Estados do Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Goiás e Amazonas, empregando mais de 2.500 colaboradores diretos.A companhia administra 642 quilômetros de rodovias no Sul e no Sudeste do Brasil, por meio das concessionárias Concepa, Concer e Econorte. Possui participação de 50% na Portonave S.A., que opera o Terminal Portuário de Navegantes, em Santa Catarina; e de 58,5% na empresa de navegação e logística Maestra. A empresa controla também a Rio Verde Energia S.A, concessionária da UHE Salto, em Goiás, e a Rio Canoas Energia, concessionária da UHE Garibaldi – em construção no Estado de Santa Catarina, entre as cidades de Abdon Batista e Cerro Negro. Além disso, detém 23% da Aeroportos Brasil Viracopos, concessionária que será responsável pela administração do Aeroporto Internacional de Campinas – Viracopos. Fonte:Fator

Aeroporto Inteligente

O número de passageiros aéreos aumenta a cada ano. E, no caso do Brasil, a tendência é crescer ainda mais, por conta dos eventos esportivos como a Copa 2014 e Olimpíadas 2016. De acordo com a agência de classificação de risco Standard & Poor's, 180 milhões de brasileiros voaram em 2011 e a previsão é de que esse número dobre até 2030. Atenta a esse cenário, a SITA, líder mundial em comunicação e soluções de TI para o transporte aéreo, tem trabalhado em conjunto com companhias aéreas, Infraero, Departamento de Controle do Espaço Aéreo e organizações privadas que venceram as concessões de aeroportos para melhorar a qualidade do serviço oferecido ao passageiro. “A SITA desenvolveu o conceito de aeroporto inteligente, que tem como base a convergência de três tendências: autoatendimento, mobilidade e tomada de decisão colaborativa. A ideia é criar um ambiente de fluxo mais eficiente de passageiros e bagagem, tanto durante a operação normal como em momentos de maior movimento”, afirma Elbson Quadros, diretor comercial da SITA. A BioThenticate, solução de gerenciamento biométrico, é utilizada para aumentar a segurança aeroportuária, agilizar o fluxo de passageiros e auxiliar os governos a reduzir o congestionamento e limitações de recursos na imigração e alfândega. O BioThenticate evita fraude através da verificação da identidade de cada passageiro em cada etapa da viagem. Isso permite a expansão do autoatendimento, custos mais baixos e uma viagem rápida e livre de problemas para os passageiros. Com a solução de gerenciamento de aeroportos AMS (Airport Management Solution), os aeroportos se beneficiam de um controle maior sobre suas operações. A tecnologia permite que as equipes tomem decisões colaborativas e fornece resultados, assegurando que serviços operacionais sejam cumpridos em todos os momentos. Aeroportos, empresas aéreas, equipes de terra e controle de tráfego acessam as mesmas informações em tempo real, o que permite a tomada de decisões com o máximo de precisão para garantir uma gestão otimizada do aeroporto. “A infraestrutura aeroportuária é peça-chave para o sucesso dos eventos esportivos que serão realizados no país. Por já ter atuado em projetos estratégicos em todo o mundo, a SITA pode contribuir bastante para que o Brasil tenha um desempenho marcante”, afirma Alex Covarrubias, vice-presidente da SITA para América Latina.Há mais de 25 anos, a SITA tem auxiliado governos do mundo todo em importantes desafios: a necessidade de atingir o equilíbrio entre a segurança e o controle de fronteira e imigração, e o desejo de desenvolver o turismo. A empresa atuou na Copa do Mundo 2010 e nos Jogos Olímpicos 2008.

Azul & Trip

Azul será a marca da companhia resultante da associação entre as duas aéreas e terá nova identidade visual que preserva legado da Trip Decisão foi acertada com base em pesquisas realizadas pelas empresas.São Paulo – A companhia resultante da união entre a Azul Linhas Aéreas e a Trip Linhas Aéreas, após aprovação das autoridades governamentais, já tem uma nova marca definida: Azul. Pesquisas encomendadas pelas empresas apontaram que a Azul detém hoje uma marca com maior presença e, portanto, com maior conhecimento no Brasil e no mundo. Para simbolizar a união entre as duas companhias, uma nova identidade visual foi criada, trazendo elementos da Trip que preservam o legado desta marca no novo logotipo. Para David Neeleman, CEO e presidente do Conselho da Azul Linhas Aéreas, escolher entre os dois nomes foi uma decisão difícil, pois as duas aéreas souberam construir suas imagens de forma primorosa nos últimos anos. “Esse é o resultado esperado quando o discurso está alinhado com a prática. Ambas as companhias foram hábeis nessa relação e por isso construíram marcas que comunicam os atributos a ela desejados. Logo, a dificuldade de optarmos por uma”, conclui Neeleman. “Estou contente com a definição e adoção de uma marca unificada. Isto nos tornará muito fortes, maximizará nossos investimentos, e acima de tudo representará um legado unificado” diz José Mário Caprioli, presidente da Trip Linhas Aéreas. O logotipo da Azul passará por modificações. A letra “U” na palavra “Azul” passa a ser grafada em tons contrastantes com as letras “A”, “Z” e “L”, de forma a evocar a logotipia atual da Trip, onde a letra “I” é grafada em tonalidades distintas das letras “T”, R” e “P”. Além de remeter ao logo da Trip, a letra “U” destacada em outra tonalidade simboliza a “união” das duas companhias em torno do objetivo de ser a companhia número 1 na escolha dos Clientes. Há ainda outra mudança: as expressões “Linhas Aéreas Brasileiras” e “Brazilian Airlines”, que hoje fazem parte da marca, deixam de existir, uma vez que a empresa já se consolidou como uma companhia aérea e brasileira. As duas empresas manterão suas marcas por mais algum tempo, porém, passam a incorporar uma assinatura e um selo alusivo ao momento de integração nas aeronaves, cujo tema é “Azul e Trip: juntas pelo Brasil.” Os novos aviões, encomendados pelas duas aéreas, já sairão de fábrica ostentando a nova identidade unificada. Quanto aos aviões já existentes nas malhas das empresas, esses receberão gradativamente a nova identidade unificada quando do cumprimento dos trabalhos de manutenção e repintura, programados para acontecer ao longo dos próximos anos. A expectativa é de que em dois anos toda a frota esteja sob a nova marca.Algumas ações serão feitas em homenagem às empresas, com o objetivo de que suas atuais marcas sejam lembradas após o surgimento da nova companhia. Como já é tradição da Azul “batizar” suas aeronaves, todos os aviões da Trip ganharão “padrinhos e madrinhas”, que darão nomes aos aviões, e terão uma faixa na cor prata, elemento presente na identidade atual da empresa. Além disso, um Embraer e um ATR da Trip serão mantidos com as pinturas atuais, para todo o sempre. Por fim, um Embraer 195 ganhará uma pintura especial tendo como base a cor prata, presente na identidade da Trip, simbolizando a união das duas empresas. Em relação aos uniformes, as companhias entendem que esses continuam representando-as muito bem, além de serem bem avaliados por aqueles que os vestem. Assim, para deixar clara a mensagem de união, as companhias resolveram adotar os uniformes hoje utilizados por cada um em diferentes áreas. Dessa forma, os técnicos de manutenção de ambas as empresas passarão a utilizar os uniformes hoje empregados pela Azultec, a divisão de manutenção da Azul. Em contrapartida, toda a equipe de solo, das duas empresas, passarão a vestir o uniforme recentemente desenvolvido para a Trip pela estilista Teresa Santos, que será responsável também por criar um novo uniforme para os comissários na nova companhia. A unidade de cargas, a Azul Cargo, manterá o seu atual traje, com a mudança da marca. O uniforme para pilotos ainda está em definição.As companhias passam a adotar as cores “azul médio” (no jargão interno, o “azul Trip”) como cor de suporte, assim como o uso pontual da cor cinza-prateado, outra referência direta à identidade atual da Trip. Assim, este novo padrão será gradativamente aplicado a veículos, equipamentos de apoio em solo, edifícios, balcões de aeroportos, materiais impressos e peças promocionais, sempre de acordo com o cronograma estipulado pelas autoridades governamentais.O trabalho de implantação de uma única identidade corporativa para as duas companhias encontra-se em fase de preparação e desenvolvimento de sua normatização para eventual aplicação. Quando da aprovação do acordo pelas autoridades, ele será gradativamente adotado em todas as aplicações da marca. Quando duas empresas de tão expressivo sucesso se unem, uma das primeiras perguntas é sempre em relação a qual marca sobreviverá. Neste caso, se pelo resultado, a marca apontada foi a Azul, isto não necessariamente significava que a imagem da Trip irá desaparecer. “Nossa intenção foi a de promover a continuidade do incrível legado que ambas as companhias aportam. Ainda que jovens – a Trip tem somente 14 anos e a Azul menos de quatro anos de idade – trabalhamos para que as duas marcas fossem promovidas e lembradas, com a inclusão de elementos das duas em todo o trabalho de identidade visual nesta nova fase de unificação das companhias” afirma Gianfranco Beting, diretor de Comunicação, Marca e Produto da Azul.A Azul Linhas Aéreas Brasileiras e a TRIP linhas Aéreas anunciaram uma acordo de associação em 28 de maio de 2012. Se aprovado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômico (Cade) e pela Agência Nacional de Aviação Civíl (Anac), as empresas passarão a operar sob a holding Azul Trip S/A. Essa associação resultará em uma das companhias aéreas mais competitivas do País, somando cerca de 800 voos diários, 249 mercados atendidos e 99 destinos. A qualidade dos serviços de ambas as companhias já foi atestada por inúmeros prêmios, nacionais e internacionais. Entre eles, Azul e TRIP foram eleitas pela Skytrax World AirlineAwards 2012 como bicampeãs nas categorias “Melhor companhia aérea low-cost da América Latina” e “Melhor Companhia Aérea Regional da América do Sul”, respectivamente. Fonte:Fator

O mercado de Aviação no Brasil

O setor de aviação civil possui valor estratégico para o crescimento econômico e tecnológico de um país. Estima-se que daqui dois anos, o Brasil será um dos maiores mercados de aviação do mundo, integrando 90 milhões de passageiros (32% a mais que o volume atual). De acordo com a ANAC, a demanda do setor acumulada nos cinco primeiros meses de 2012 já apresentou crescimento de 6,5% em relação ao mesmo período de 2011. Seguindo essa tendência (crescimento de quase 12% a cada ano), em 2014, o País ficará entre os que mais transportam passageiros, ficando atrás apenas dos Estados Unidos (671 milhões), China (379 milhões) e Japão (102 milhões).Para atender a essa demanda, o Brasil terá que “voar” contra o tempo e ampliar seus investimentos no setor de aviação que atualmente cresce e confirma um bom momento.“O setor da aviação cresce a cada dia e para atendermos uma demanda maior precisamos investir em infraestrutura. Mais aeroportos, ampliações nos já existentes e regulamentos diferenciados para a categoria de táxis aéreos, seria ideal e de suma importância”, comenta Jorge Bitar Neto, comandante e proprietário da Helimarte Táxi Aéreo.Perfil - A Helimarte é a empresa de Táxi Aéreo do Comandante Jorge Bitar Neto, localizada em hangar próprio no Campo de Marte, em São Paulo. Há treze anos no mercado, a Helimarte se diferencia por seus variados serviços oferecidos para os mais variados públicos. Desde transporte para executivos em viagens de negócios, até passeios panorâmicos por São Paulo e fornecimento de aeronaves para coberturas jornalísticas e inspeções aéreas. A Helimarte tem como pilar a qualidade em seus serviços e a modernização de sua frota para atender com excelência seus clientes, por isso tem se destacado no setor como a empresa de taxi aéreo que mais cresceu na cidade de São Paulo e, em 2011, pode comemorar a aquisição de seu segundo hangar no Campo de Marte. Atualmente a empresa conta com uma moderna frota de 12 helicópteros, com capacidade de 1 a 6 passageiros, e 4 aviões, com capacidade para 4 a 9 passageiros. A Helimarte possui o certificado CHETA (Certificado de Homologação de Empresa de Táxi Aéreo) fornecido pela ANAC, desde 2003. Fonte:Fator

quinta-feira, 17 de maio de 2012


Reservas de petróleo e gás do país poderão chegar a 30 bilhões de barris nos próximos anos

A incorporação das reservas ainda não provadas do pré-sal e os 5 bilhões de barris repassados pela União na cessão onerosa elevarão as reservas brasileiras de petróleo e gás para 30 bilhões de barris, nos próximos anos, disse ontem (15) gerente executivo de Desenvolvimento da Produção da Petrobras, Osmond Coelho Júnior, no 24º Fórum Nacional, no Rio de Janeiro. Em 2011, as reservas totalizaram 15 bilhões de barris. O gerente declarou ainda que a área total do pré-sal atinge 150 quilômetros quadrados, “três vezes o tamanho do estado do Rio de Janeiro”, com largura de 200 quilômetros. Esse depósito do pré-sal foi batizado pelos técnicos da Petrobras de “picanha azul”, revelou. Para que a empresa possa explorar todo esse potencial, Coelho Júnior ressaltou a importância dada pela empresa à inovação tecnológica. “A Petrobras enxerga pesquisa e desenvolvimento como um passo inicial para capacitar a engenharia e ter os benefícios do conhecimento mais à frente”. Ele acrescentou que o objetivo é suprir a estatal de soluções para as suas demandas. Em 2010, o investimento da estatal em pesquisa e desenvolvimento somou US$ 1 bilhão, o equivalente a 0,8% da receita bruta daquele ano. Em 2011, o valor subiu 50%, atingindo US$ 1,5 bilhão, o que correspondeu a 0,9% da receita bruta. Coelho Júnior ressaltou também o aspecto da sustentabilidade. Como se trata de uma indústria poluidora, ela “tem que trabalhar a sustentabilidade como pano de fundo”, admitiu. Destacou que para continuar avançando nas tarefas, o conceito estabelecido pela presidenta da Petrobras, Graça Foster, é “vazamento zero”. O gerente executivo disse que o pré-sal pode alavancar o desenvolvimento tecnológico da Petrobras. Os desafios nessa área incluem a padronização de projetos, a concepção de sistemas mais simples, aumento da competitividade em relação aos projetos de companhias estrangeiras, conteúdo nacional e sustentabilidade.Fonte:TN

Gasolina segue vantajosa no Rio de Janeiro

No mês de abril, o Índice de Preços Ticket Car (IPTC) revela que o Centro é a região mais barata para abastecer com gasolina e etanol no Rio de Janeiro. Quem abastece no bairro do Catumbi, por exemplo, em média, paga R$ 2,71/l, e com etanol R$ 2,04/l. Na capital carioca ainda é mais barato encher o tanque com gasolina. Segundo a mesma pesquisa, a região sul apresenta os maiores preços para abastecer com gasolina e etanol. O motorista que abastece com gasolina no Jd. Botânico, em média, paga R$ 3,09/l. Já para quem enche o tanque com etanol no Leblon, gasta em média R$ 2,52/l. Com as alterações, as médias por litro são: gasolina R$ 2,95; etanol R$ 2,37; diesel R$ 2,06; biodiesel R$ 2,06 e GNV R$ 1,81/m³. Para quem tem veículo flex, a dica é fazer uma conta simples na hora de abastecer. “Divida o preço do etanol pelo da gasolina. Resultados inferiores ou até 70% dão vantagem para o combustível vegetal, mais que isso o derivado do petróleo é a melhor opção”, explica Eduardo Lopes, coordenador de Produto do Ticket Car. “Vale a pena lembrar que mesmo nos casos de vantagem econômica para a gasolina, o etanol é sempre ecologicamente mais indicado”, completa. Com as alterações, as médias por litro são: gasolina R$ 2,95; etanol R$ 2,37; diesel R$ 2,06; biodiesel R$ 2,06 e GNV R$ 1,81/m³. Fonte: TN

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Brasil cortará impostos sobre energia para estimular economia

A presidente Dilma Rousseff planeja reduzir e simplificar os impostos pagos pelos produtores e distribuidores de eletricidade, disseram dois importantes funcionários de seu governo à 'Reuters', como parte de uma estratégia para reduzir os elevados custos dos negócios no Brasil e estimular a economia em crise. O Brasil está à beira de uma recessão desde a metade de 2011, com impostos altos, uma taxa de câmbio supervalorizada e outros problemas estruturais pressionando uma economia que vinha sendo uma das mais dinâmicas entre os mercados emergentes. Nos últimos meses, a presidente anunciou cortes de impostos direcionados a setores estagnados, como a indústria automobilística, adotando uma abordagem gradual de reforma que atraiu críticas de investidores, para os quais mudanças mais drásticas são necessárias.Mas os funcionários de seu governo, que pediram que seus nomes não fossem citados, disseram que os cortes nos impostos das empresas de eletricidade provavelmente seriam os mais abrangentes até o momento.Eles afirmaram que Dilma Rousseff deve anunciar os planos nas próximas semanas. O Brasil tem o terceiro mais alto custo de energia do mundo, e por isso Rousseff está tentando aliviar a situação tanto dos consumidores quanto de empresas em setores como o siderúrgico e o petroquímico. Estudos internos do governo sugerem que, a depender de que impostos sejam cortados, os custos de eletricidade poderiam cair em entre três e 10%, a partir do começo de 2013, segundo as autoridades.Isso teria impacto mensurável sobre a inflação, e assim ajudaria os esforços da presidente para forçar uma baixa nas taxas de juros brasileiras."Sabemos que os impostos no Brasil são absurdos e estamos tentando fazer algo a respeito", disse um dos funcionários. "Parece ser uma instância em que podemos fazer muita diferença rapidamente". Dilma provavelmente não imporá os cortes por decreto-lei, e por isso terá de negociá-los com o Congresso e outros grupos.Ela planeja usar sua elevada popularidade a fim de forçar cortes nos impostos federais e estaduais, com atenção especial à eliminação de tributos sobrepostos ou difíceis de calcular, disseram os funcionários.O código tributário brasileiro é tão complexo que uma companhia média gasta 2,6 mil horas anuais calculando quanto deve em impostos, de acordo com o estudo Doing Business, um relatório anual do Banco Mundial. Isso é quase 14 vezes mais tempo do que é necessário para declarar impostos nos Estados Unidos, e de longe o maior tempo entre os 183 países pesquisados pelo banco."O foco é tanto simplificar os impostos quanto reduzi-los", disse o segundo funcionário.O setor de eletricidade brasileiro inclui estatais como a Eletrobras e multinacionais como a AES e GDF Suez.Custos de energia são problema para empresasOs preços da energia elétrica são um fator importante do chamado “"custo Brasil" - a mistura de impostos, altas taxas de juros, custos trabalhistas, gargalos de infraestrutura e outras questões que fazem com que a economia do país seja menos competitiva.Depois de uma década de forte desempenho, o Brasil cresceu abaixo da média latino-americana tanto em 2011 quanto até agora este ano.O custo médio de eletricidade no Brasil, de US$ 180 por megawatt/hora, só é mais alto na Itália e Eslováquia, de acordo com estudo de 2011 da Fundação Getúlio Vargas (FGV), com base em dados da Agência Internacional de Energia (AIE).O alto custo da eletricidade contribuiu para uma estagnação do investimento e produção nos setores que empregam energia intensamente.A despeito do recursos brasileiros de bauxita e alumina, nenhuma fundição nova de alumínio foi instalada no Brasil depois de 1985, e duas fecharam, o que manteve estagnada a produção, de acordo com o estudo da FGV. A pesquisa constatou que a eletricidade responde por 35% dos custos de produção do setor -"uma proporção insana".Reflexo da estratégia com bancosAs táticas de Dilma Rousseff são semelhantes às que usou para reduzir as taxas de juros nos últimos meses - um dos pilares de sua estratégia para reduzir o "custo Brasil".Seu governo congelou bilhões de dólares em gastos, o que permitiu que o banco central baixasse a taxa de juros de referência em 3,5% desde agosto. Quando bancos privados hesitaram em reduzir os juros ao consumidor, Rousseff e outras autoridades os criticaram publicamente por terem alguns dos maiores spreads do mundo.Os bancos estatais então anunciaram juros mais baixos, levando os bancos privados a ceder e fazer o mesmo.Essas táticas causaram fricção entre Dilma e alguns membros da classe empresarial, especialmente executivos bancários que a acusam de tentar intimidar o setor privado.Os funcionários dizem que a presidente está usando as melhores ferramentas de que dispõe para restaurar a competitividade. O Congresso bloqueou os esforços de reforma tributária geral de seu predecessor, e ela acredita que a única alternativa politicamente viável é avançar setor por setor."Estou consciente de que o Brasil precisa reduzir seus impostos", disse Rousseff a jornalistas quanto visitou a Índia em março. "O que fiz foi tomar pequenas medidas que, somadas, criam maiores incentivos tributários, o que é fundamental para o crescimento do país". Fonte: Agência Reuters

Rolls-Royce fecha contrato de R$ 47 mi com o estaleiro STX OSV

A Rolls-Royce fechou contrato de cerca de R$ 47 milhões com o estaleiro norueguês STX OSV para fornecer um pacote completo de equipamentos de convés destinado a uma embarcação avançada de manuseio de âncoras, que será operada pela Iceman AS.Projetado para ampliar a segurança operacional dos navios, o pacote contará com uma nova estrutura de manuseio de âncoras (AHF) e um guincho hidráulico capaz de suportar até 500 toneladas. Também estão incluídos gruas e sistemas capazes de assegurar o controle de fios e correntes no içamento de cargas pesadas.A vice-presidente sênior da divisão de Maquinaria de Convés Offshore da Rolls-Royce, Arne Tande, destaca o protagonismo da empresa britânica no mercado offshore. “Esse último contrato reforça a liderança da Rolls-Royce no mercado de equipamentos para manuseio de âncoras. Oferecemos uma tecnologia de ponta que garante operações mais seguras e eficientes em campos de petróleo de águas profundas”.Como a exploração e a produção de óleo e gás acontecem cada vez mais em águas profundas, as amarras tornam-se mais pesadas, difíceis e perigosas de manusear. Por isso, a nova estrutura AHF é projetada para reduzir as forças necessárias para o deslocamento e a tensão dos fios durante as operações de lançamento e recuperação das âncoras. Além disso, minimiza a exposição humana a condições perigosas de trabalho.A estrutura AHF é montada na parte de trás da embarcação para facilitar a implantação e a recuperação das âncoras. Desse modo, torna-se mais simples manusear o equipamento da forma correta, sem que haja esforços repetidos ou auxílio de outros navios. Fonte:TN

Eike anuncia criação de empresa de carvão

A holding do empresário Eike Batista, a EBX, anunciou que está criando uma nova empresa, a CCX, que será dona de reservas de carvão na Colômbia. Até então, os ativos faziam parte do portfólio da MPX, companhia de mineração do grupo. A ideia é explorar o carvão na Colômbia e usar parte dessa commodity para gerar energia nas terméletricas que estão sendo construídas no Brasil pela MPX, como as do Maranhão, Ceará e Rio de Janeiro. Há também um projeto para o Chile. Na segunda-feira, a empresa anunciou um potencial de carvão mineral que chega a 5,2 bilhões de toneladas na mina subterrânea de San Juan, localizada na região de La Guarija, na Colômbia. Esse volume, já certificado, mas não comprovado, se junta às reservas já provadas de 672 milhões de toneladas. A empresa disse que esse novo carvão tem maior poder calorífico, que custa 30% mais que o carvão térmico tradicional, por ser de maior qualidade.Ambientalistas criticam o uso do carvão em térmicas, por ter um alto índice de emissão de gás carbônico (CO2), o que inclui também o carvão de melhor qualidade, que tem baixo teor de enxofre e cinza, como o encontrado por Eike. A empresa ressalta que a MPX está investindo em projetos de captura de CO2 para compensar as emissões durante o processo. Segundo Leonardo Moretzsohn, presidente da CCX, a certificação da mina de San Juan faz a companhia ter um dos cinco maiores depósitos de carvão mineral do mundo. A empresa vai construir ainda na Colômbia um porto e uma ferrovia, que terá 150 quilômetros de extensão, para poder escoar esse carvão. Ao todo, o projeto prevê um investimento de US$ 5,5 bilhões entre 2013 e 2024, quando a operação atingir o pico da produção. Fonte:Globo

Mantega: combustível não vai subir

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou ontem que não haverá aumento da gasolina no país. Embora os preços do combustível estejam sendo pressionados pelas altas do dólar e do barril do petróleo no mercado internacional, o ministro negou mudanças nos valores cobrados. Ao ser perguntado sobre o tema, Mantega, que presidiu reunião do Conselho de Administração da Petrobras, disse: - Não vai haver nenhum aumento. Nos bastidores do governo, no entanto, a avaliação é que um aumento é necessário e adotá-lo é apenas uma questão de tempo. Isso porque a defasagem entre os preços da gasolina no mercado doméstico e internacional já é superior a 20%. A própria presidente da Petrobras, Graça Foster, já admitiu que o aumento pode ser feito.A Petrobras vem trabalhando com um custo de US$ 119 por barril, enquanto existem previsões de mercado de que o preço do produto poderia atingir até US$ 130 por barril. Ao mesmo tempo, a estatal precisa pagar dividendos a investidores, salários a funcionários e manter um programa pesado de investimentos, que deve somar quase R$ 90 bilhões em 2012. O problema é que o governo quer segurar qualquer ação que possa pressionar os índices de inflação, especialmente considerando que o resultado de abril ficou acima do esperado. Mantega também foi perguntado sobre o crescimento da economia este ano. Ele agora tem evitado falar no patamar de 4,5% para o Produto Interno Bruto (PIB) que vinha sendo prometido pela equipe econômica no início do ano. Fonte: Globo

Queiroz Galvão tem maior lucro entre as petroleiras privadas

Entre as principais empresas brasileiras privadas do setor de petróleo com ações negociadas em Bolsa -QGEP, da Queiroz Galvão; OGX, do empresário Eike Batista; e HRT, do empresário Márcio Mello-, o melhor resultado ficou com a QGEP, mais antiga e única que já produz. A QGEP, que é a sétima maior operadora do país e tem participação de 45% no campo de Manati, no qual é sócia da Petrobras, teve lucro de R$ 69,2 milhões no primeiro trimestre, crescimento de 72% em relação ao mesmo período do ano passado. A empresa está também em blocos na bacia de Santos (BM-S-8 e BM-S-12) em parceria com a estatal e é operadora dos blocos BM-J-2 (bacia do Jequitinhonha) e BS-4 (bacia de Santos).A QGEP produziu em março 2,3 milhões de metros cúbicos diários de gás natural, ou 15 mil boe (barris de óleo equivalente), ficando atrás só da Petrobras na produção de gás natural no país. Já a OGX, que iniciou este ano produção no campo de Waimea, agora denominado Tubarão Azul, registrou prejuízo de R$ 144,8 milhões. A perda foi quase três vezes maior que há um ano, de R$ 33,8 milhões, refletindo a condição pré-operacional da companhia, parte do grupo de Eike Batista. A HRT, apesar de também pré-operacional, obteve no primeiro trimestre do ano lucro de R$ 53,3 milhões, depois de ter registrado prejuízo de R$ 13,8 milhões no mesmo trimestre de 2011. O resultado é explicado por uma operação financeira de compra e venda de ativos na qual obteve lucro de R$ 186 milhões. Fonte:Folha, mercado

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Shell prevê perfurar de 8 a 12 poços no Brasil até 2013

A Shell concluiu em abril a realização de sísmicas na bacia de São Francisco (MG), e deve começar a perfuração no início do ano que vem. A sonda para perfuração está em fase de contratação.A afirmação foi feita pelo presidente da companhia, André Araújo. De acordo com o executivo, nos próximos 18 meses, a empresa prevê perfurar de 8 a 12 poços no Brasil. Araújo destacou que o crescimento no país é um dos focos. "Nesse projeto [na bacia de São Francisco], acabamos de terminar a sísmica e ainda estamos analisando o resultado para definir a melhor localização para fazer a primeira perfuração", disse Araújo, que participou de seminário sobre gás natural, do Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP), no Rio de Janeiro.Araújo, que preferiu não especificar onde os próximos poços da companhia serão furados, explicou que eles serão distribuídos pelos locais de exploração e produção no país, incluindo os campos de Bijupirá e Salema, na bacia de Campos; o Parque das Conchas, no bloco BC-10, também em Campos; e o BMS-54, em fase de exploração, na bacia de Santos."[No BMS-54] Estamos analisando os dados de teste de produção que nós fizemos e que foram encerrados no fim de março e início de abril", disse Araújo. "Nós identificamos hidrocarbonetos no nosso bloco 54. Esse bloco é em parceria com a Total, ele fica na região do pré-sal", completou.No Parque das Conchas o objetivo é aumentar a produção para recuperar o declínio registrado.Novos leilões no BrasilAraújo voltou a defender a realização de leilões de áreas para a exploração e produção de petróleo. "Nós queremos os leilões. A Shell acha que os leilões trazem grandes benefícios para o país, à medida que você traz recursos, gera empregos e, sem dúvida nenhuma, desenvolve o mercado energético no Brasil", disse o executivo. "Eu espero que os leilões saiam logo na decisão do governo", completou."Posso assegurar que a empresa tem um interesse estratégico no país, interesse estratégico de crescer aqui", disse Araújo. "O Brasil é um país que tem demonstrado respeito às regras, e está extremamente bem colocado no grupo em relação a possibilidade de crescimento", afirmou.Produção mundialA Shell planeja produzir, neste ano, mais gás do que óleo em todo o mundo. De acordo com o executivo, o crescimento da produção de energia, aliado às baixas emissões de gases do efeito estufa, é um dos grandes desafios da indústria. Além disso, Araujo destacou que a companhia tem feito descobertas importantes de gás pelo mundo."A gente já reconhece, há bastante tempo, que o gás, dos combustíveis fósseis, é o mais limpo", disse Araújo.No Brasil, a maior produção deve continuar sendo de óleo. Segundo o executivo, apenas depois dos próximos leilões de energia a Shell saberá qual será a característica do crescimento no país, a depender os blocos que serão ofertados. Fonte: Valor

Brasil quer intensificar parceria com Cingapura em áreas estratégicas

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, propôs na última quarta-feira (9) ao ministro do Comércio e Indústria de Cingapura, Lim Hng Kiang, um aprofundamento das relações entre os dois países. A ideia é obter conhecimento em áreas como a naval e de óleo e gás.“Temos necessidade de uma maior aproximação, em função da capacidade tecnológica de Cingapura, especialmente na indústria naval e no setor de petróleo e gás, e da necessidade de modernização da infraestrutura de portos e aeroportos do Brasil”, disse Pimentel.Os dois ministros se reuniram no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).Para Lim, os interesses de Brasil e Cingapura são “coincidentes”. Ele deu como exemplo dessa convergência o fato de mais de 50 companhias cingapurianas manterem escritórios no Brasil. O ministro reafirmou o interesse da empresa que administra o aeroporto de Cingapura de participar da próxima rodada de concessão dos aeroportos brasileiros.

Argentina aperta cerco às importações

O secretário de Comércio Interior, Guillermo Moreno, virtual comandante da área de comércio exterior da Argentina, conhecido com o "Sr. Protecionismo", declarou a diversos empresários argentinos que - por causa da crise global - o governo da presidente Cristina Kirchner manterá o atual sistema de restrições às importações, que também inclui seu principal parceiro do Mercosul, o Brasil. Segundo Moreno, essa estratégia serve para que o país "se prepare para enfrentar o temporal" e a hipotética "avalanche" de produtos importados que entrariam na Argentina "a preço de saldo" a partir de meados deste ano. No entanto, destacou que, caso as metas do governo não possam ser atingidas, intensificará os controles sobre as importações.O secretário, que estabeleceu um controle personalizado das importações, também afirmou aos empresários que a meta é obter um superávit comercial geral de US$ 8 bilhões no primeiro semestre deste ano. A expectativa, no segundo semestre do ano, é obter outros US$ 4 bilhões adicionais de superávit. A meta é encerrar 2012 com um saldo comercial favorável em US$ 12 bilhões. As barreiras comerciais de Moreno foram eficazes para a presidente Cristina. No primeiro trimestre, o superávit comercial chegou a US$ 2,96 bilhões, valor que quase duplicou no período janeiro-abril de 2011. Fonte: Estadão

Porto de Eike Batista em Itaguaí entra na reta final

O projeto nasceu quase que por acaso, quando o grupo procurava uma pedreira capaz de fornecer material necessário para uso na construção do futuro Porto do Açu, no Norte Fluminense. Um morro separava a pedreira do mar, em um local vizinho de outros terminais marítimos, entre os quais o Porto de Itaguaí, um dos maiores do Brasil. Esse ponto do litoral é o mais próximo do quadrilátero ferrífero de Minas Gerais e já é servido por uma movimentada ferrovia (MRS), cujo principal produto transportado é nada menos que o minério de ferro. Eike Batista tinha uma companhia de mineração (MMX), sem capacidade para crescer. Por falta de porto. Então, foi sopa no mel, e da antiga pedreira surgiu a ideia de construção de um novo terminal de exportação de minério de ferro.A MMX, que só tinha condições de produzir 8,7 milhões de toneladas por ano em Minas Gerais, e apenas para clientes no mercado interno, abriu uma porta para o exterior e a partir de 2014 poderá mais do que triplicar o volume extraído de suas jazidas naquele estado. Antes disso, no fim de março ou início de abril do ano que vem, entrará em operação o que o grupo de Eike batizou de Superporto Sudeste, na Ilha da Madeira, em plena Baía de Sepetiba, município de Itaguaí, vizinho do Rio. O investimento será de R$ 2,4 bilhões, segundo a empresa. Em sua primeira fase, o porto está projetado para exportar 50 milhões de toneladas anuais de minério de ferro, mas começará mesmo com 12 milhões, no ano que vem. Só nas obras do porto trabalham atualmente 3.900 pessoas, 60% das quais recrutadas em Itaguaí e 5%, na vizinha Mangaratiba.

Eike Batista vai vender participação de até US$ 1 bilhão na holding EBX

O empresário Eike Batista anunciou ontem que vai vender uma fatia de até US$ 1 bilhão da EBX, holding que controla empresas nos setores de óleo e gás, mineração, construção naval e offshore, logística, entre outros. A expectativa do executivo é de fechar o negócio em "63 dias", disse em referência ao seu número da sorte. Eike revelou que o negócio deve ser fechado com dois grupos: um americano e outro asiático. Com o acordo, calculou, os novos sócios devem passar a deter, juntos, uma fatia acionária de 2,8% da EBX. Essa é a segunda venda de participação feita pela holding. No fim de março, o empresário vendeu uma parcela de 5,63% da EBX para o fundo Mubadala Development, de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, por US$ 2 bilhões.Embora o bilionário não tenha informado quais são os grupos envolvidos na negociação, deu uma dica sobre a área de atuação. "A Mubadala deu um carimbo importante para o nosso petróleo. Obviamente, eles estudaram todos os outros negócios do grupo, como energia, minérios. Esses outros dois grupos vão dar um outro carimbo também nessa área", declarou depois de participar de um evento da IMX, empresa de entretenimento da EBX. A venda de uma fatia adicional da holding já estava no radar de Eike há mais de um mês. Um dia após o anúncio da entrada do Mubadala no capital da EBX, ele disse ter recebido oferta de US$ 1 bilhão, mas comentou que ainda não havia decidido se aceitaria. Na ocasião, o executivo disse ver em fundos soberanos como o Mubadala "uma das maneiras mais diferenciadas" de obter capital. Em declarações recentes, o executivo tem descartado levar as ações de sua holding à bolsa de valores. Fonte: Estadão, Economia

Governo muda regras de leilões de biodiesel

Após a suspeita de fraude no leilão trimestral de biodiesel de dezembro, o Ministério de Minas e Energia alterou as regras dos leilões, na tentativa de tornar os processos menos suscetíveis à combinação de preços entre fornecedores. As novas regras reduzem as fases da disputa e ampliam a participação das distribuidoras na formação das cotações do produto. Pelas regras antigas, a Petrobrás adquiria o biodiesel pelo menor preço dos fornecedores que disputavam o leilão, além de considerar o chamado fator de logística no preço final. Depois disso, a estatal refazia o processo vendendo o combustível às distribuidoras conforme a demanda, levando em consideração também critérios de qualidade e localização dos fornecedores.Agora, as fases do leilão serão condensadas, garantindo a participação das distribuidoras desde o início. "São mudanças de procedimento que tendem a diminuir o nível de interferência do governo no programa e permitir que agentes do mercado possam interferir mais dentro do processo", disse o secretário de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia, Marco Antônio Almeida. No novo modelo, cada fornecedor vai apresentar até três propostas de volume e preço, e as ofertas poderão ser rebaixadas pelo menos uma vez antes de serem de fato levadas à Petrobrás. A diferença é que a estatal já comprará o combustível considerando a demanda das distribuidoras por volume e qualidade. No começo deste mês, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) pediu que a Polícia Federal investigasse a suposta combinação de preços no leilão do fim do ano passado. Apesar de a portaria publicada ontem pelo governo ajudar coibir tal prática, Almeida disse que a mudança já vinha sendo estudada antes mesmo da de denúncia. Fonte: Estadão

quinta-feira, 10 de maio de 2012

YPF se espelhará na Petrobras, diz governo

Em viagem aos EUA, o vice-presidente argentino, Amado Boudou, declarou na terça-feira (8) que a recém-estatizada petroleira YPF está aberta a investidores estrangeiros e mostrou interesse em uma eventual parceria com a brasileira Petrobras."A presidenta Cristina Fernández de Kirchner foi clara: essa YPF que virá é competitiva, profissional e aberta a joint-ventures com firmas públicas ou privadas de capital argentino ou estrangeiro", afirmou Boudou a jornalistas brasileiros após discursar no Departamento de Estado na Conferência das Américas."Nesse sentido, temos alianças estratégicas com o Brasil que sem dúvida vamos poder avançar". Boudou não deu detalhes, mas afirmou que contatos com eventuais parceiros começariam "logo" e disse que o formato de eventuais parcerias (com a Petrobras ou outras) seria decidido caso a caso.Segundo o jornal "Financial Times", a espanhola Repsol enviou cartas às concorrentes ameaçando-as com ações legais caso fechem negócio com a petroleira argentina.A YPF, que tinha 51% de suas ações nas mãos da Repsol, foi expropriada pelo governo argentino há duas semanas por iniciativa da presidente e com aval do Congresso.No evento que reuniu executivos, empresários e políticos americanos e latino-americanos no Departamento de Estado, Boudou se esforçou para retratar seu país como confiável para investidores estrangeiros.A plateia reagiu questionando o episódio da YPF, as alegações de protecionismo que levaram a União Europeia e outros 18 governos a enviarem uma carta à Organização Mundial do Comércio pedindo atenção com Buenos Aires e o calote do país no Clube de Paris de credores internacionais em 2001.Amado Boudou afirmou que a Chancelaria estuda uma resposta à carta entregue à OMC, e repetiu que o país havia aumentado suas importações mais do que 30% em 2011. Sobre o Clube de Paris, o vice-presidente desconversou: "não chegamos a uma solução, mas estamos na mesa de negociação".Nos Estados Unidos desde a noite de segunda-feira (7), o vice de Cristina Kirchner confirmou que manterá reuniões com executivos, mas evitou detalhes.Na terça, o engenheiro Miguel Matias Galuccio foi oficializado gerente-geral da YPF no período de transição, segundo informações do governo argentino. Fonte: Diário do Nordeste

Novas ligas metálicas trazem inovação para produção de energia e exploração de óleo e gás

Novos materiais com aplicações em áreas diversas como petróleo, energia e biomedicina, estão sendo desenvolvidos e caracterizados por pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Entre os exemplos estão uma liga de magnésio com estrutura em escala nanométrica (da bilionésima parte do metro) capaz de absorver e aprisionar hidrogênio de forma segura, liberando-o somente quando aquecida. E uma liga metálica que possui maior resistência à corrosão e ao desgaste do que os metais convencionais. Possibilidades de desenvolvimento dessa nova classe de ligas metálicas, que englobam as ligas amorfas, metaestáveis e nanoestruturadas, foram apresentadas na First São Carlos School of Advanced Studies in Materials Science and Engineering (SanCAS-MSE) - Primeira Escola São Carlos de Estudos Avançados em Engenharia e Ciências dos Materiais, realizada entre os dias 25 e 31 de março.Realizado no âmbito da Escola São Paulo de Ciência Avançada (ESPCA), modalidade de apoio da Fapesp, o evento foi organizado pelo Departamento de Engenharia e Ciências dos Materiais (DEMa) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), sob a coordenação dos professores Edgar Zanotto, Elias Hage Junior e Walter José Botta Filho.Por meio de um Projeto Temático, realizado com apoio da Fapesp, os pesquisadores do DEMa começaram a desenvolver e a caracterizar nos últimos anos ligas metálicas com melhores propriedades mecânicas do que os metais convencionais, conferidas pelo processo de resfriamento a que são submetidas.Ao serem resfriadas rapidamente em sua fase líquida, na faixa de 1 milhão de graus por segundo, os átomos que compõem a estrutura dessas ligas não têm tempo de se rearranjar de maneira ordenada e formar uma estrutura cristalina de pequenos aglomerados de átomos, como a dos metais convencionais. Em função disso, em estado sólido essas novas ligas retêm a mesma estrutura desordenada dos átomos em estado líquido (amorfo).Por terem sido resfriadas rapidamente, as ligas metálicas amorfas também permanecem em uma condição de metaestabilidade - em que não estão na condição energética mais estável para elas.Dessa forma, além de apresentar uma série de propriedades diferenciadas dos materiais convencionais, como maior resistência, quando voltam à sua condição de equilíbrio também podem resultar em novas microestruturas, formando, por exemplo, grãos cristalinos na escala nanométrica.“Essa condição amorfa confere propriedades muito interessantes ao metal, que são muito próximas às de um vidro. Ele se torna frágil, mas ao mesmo tempo também passa a ter uma resistência extremamente elevada”, disse Botta Filho, coordenador do projeto, à 'Agência Fapesp'.De acordo com ele, uma das aplicações dessas novas ligas metálicas nanoestruturadas é na armazenagem sólida de hidrogênio. Os pesquisadores estão desenvolvendo no âmbito do projeto protótipos de tanques de armazenagem de hidrogênio, compostos por ligas de magnésio nanoestruturadas, que são capazes de aprisionar o gás de forma segura para ser posteriormente utilizado para geração de energia.Ao ser injetado no tanque de armazenagem, o hidrogênio reage com o magnésio das ligas que compõem o compartimento e forma um hidreto metálico que se decompõe quando aquecido a uma determinada temperatura, liberando o gás para ser queimado, por exemplo, em um motor a combustão ou em uma célula a combustível para geração de energia.“Essa é uma alternativa muito interessante de armazenar hidrogênio que pode ser utilizada para substituir os cilindros de alta pressão utilizados para aprisionar o gás, que são extremamente pesados”, disse Botta Filho.Ligas amorfasOutra aplicação das ligas metálicas desenvolvidas e caracterizadas pelos pesquisadores está no recobrimento de tubos para extração de óleo e gás utilizados pelas indústrias petrolíferas, que costumam apresentar problemas de corrosão e se degradam com o tempo.“Na tentativa de solucionar o problema, vários tipos de recobrimentos têm sido utilizados. Somente nos últimos anos, porém, as ligas de metais amorfas, que apresentam excelentes propriedades de resistência à corrosão e ao desgaste, têm sido avaliadas para essa finalidade”, disse Botta Filho.“Desenvolvemos ligas metálicas amorfas que apresentam maior resistência à corrosão e ao desgaste e agora estamos aplicando-as em superfícies de metais tipicamente utilizados em tubulações”, disse.O grupo também estuda a utilização de ligas metálicas para o desenvolvimento de implantes biomédicos biodegradáveis. Feitas de elementos como cálcio, magnésio e zinco, as ligas metálicas podem ser utilizadas na fabricação de parafusos para ossos, por exemplo, que após um determinado tempo são absorvidos pelo organismo.“Ligas metálicas para essa finalidade estão sendo testadas em animais por cientistas na Suíça, e o desempenho tem sido muito bom”, disse o pesquisador.Outras ligas metálicas também desenvolvidas pelos pesquisadores poderão ser utilizadas em pinos de implantes dentários. Feitas de titânio nanoestruturado, as novas ligas permitem diminuir muito a espessura dos pinos convencionais, mantendo a mesma resistência mecânica. Por conta disso, invadem menos o organismo do paciente.“Esse tipo de pino de titânio nanoestruturado já está em fase de aprovação no FDA (a agência regulamentadora de alimentos e fármacos dos Estados Unidos)”, disse Botta Filho. Fonte: Agência Fapesp

Richard Olm e José Carlos Cosenza tomam posse na Petrobras

Os novos diretores de Abastecimento, José Carlos Cosenza, e de Engenharia, Tecnologia e Materiais, Richard Olm, foram empossados na manhã de terça-feira (8) pela presidente da Petrobras, Graça Foster.O evento, realizado na sede da companhia, no Rio de Janeiro, contou com a participação dos diretores Financeiro e de Relações com Investidores, Almir Barbassa; de Exploração e Produção, José Miranda Formigli Filho; de Gás e Energia, José Alcides Santoro Martins; do gerente executivo José Carlos Amigo, representante do diretor da Área Internacional, Jorge Luiz Zelada; dos presidentes da Petrobras Distribuidora, José Lima de Andrade Neto; da Petrobras Biocombustível, Miguel Rosseto; e da Transpetro, Sergio Machado, além de gerentes e técnicos da companhia.Funcionários de carreira, formados em engenharia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e com ampla experiência como executivos na empresa, os novos diretores destacaram o desafio do cargo.Richard Olm, ex-gerente geral de Exploração e Produção (E&P) da Bahia, ex-diretor da Gaspetro e, mais recentemente, gerente executivo de E&P, lembrou o ingresso na companhia. “Quando comecei na Petrobras, a empresa já me parecia enorme. Agradeço a confiança com compromisso de contribuir cada vez mais com a superação de desafios que marca a trajetória da Petrobras”, afirmou o diretor de Engenharia, Tecnologia e Materiais.José Carlos Cosenza foi gerente geral das refinarias Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná, e Paulínia (Replan), em São Paulo. Antes de assumir a diretoria de Abastecimento, era gerente executivo de Refino. "Espero contribuir para a melhoria dos resultados da empresa buscando sempre a integração entre as áreas e a produtividade, com respeito ao meio ambiente. Fiquei sensibilizado com a indicação para o cargo e não tenho dúvidas de que tudo que realizei até hoje foi com a ajuda inestimável dos meus colegas", avaliou o diretor.A presidente Maria das Graças Silva Foster ressaltou a dificuldade da escolha. ”É muito difícil apresentar nomes para substituir colegas queridos como Renato Duque e Paulo Roberto. Acompanho o trabalho espetacular do Cosenza, que tem inúmeras virtudes, muitas delas intangíveis, e foi isso que definiu sua escolha”, disse a presidente. “Richard Olm é uma pessoa firme e habilidosa, que possui virtudes que não constam em currículo, como a vivência que explicita seu talento", concluiu Graça Foster. Fonte: Agência Petrobras

TAX REMINDERS:DECLAN-IPM

A Declaração Anual para o IPM - DECLAN-IPM é um documento destinado a apurar o valor adicionado a ser utilizado no cálculo dos Índices de Participação dos Municípios no Produto da Arrecadação do ICMS (IPM), nos termos do artigo 3º da Lei Complementar Federal 63/90, para os períodos em que os contribuintes estiveram enquadrados somente nos regimes tributários Normal, Estimativa e Outros.

Por força do disposto no artigo 4º da Resolução CGSN nº 10/2007, a partir do ano-base 2009 os contribuintes enquadrados no regime tributário do Simples Nacional deverão utilizar a DASN (Declaração Anual do Simples Nacional) para apresentar as informações econômico-fiscais no lugar da DECLAN-IPM. Caso o contribuinte, optante do Simples Nacional, tenha sido desenquadrado do regime no meio do ano, deverá apresentar a DECLAN-IPM com osvalores relativos ao período em que se enquadrou no regime normal, estimativa, ou outros.

Anualmente, são calculados e publicados no Diário Oficial do Estado, por meio de Resolução, os Índices Provisórios de Participação dos Municípios, que podem ser contestados, pelos Municípios, no prazo de 30 (trinta) dias após a sua publicação. Concluída a análise dos recursos apresentados pelas municipalidades, são calculados e publicados os Índices Definitivos de Participação dos Municípios, por meio de Decreto, os quais são aplicados sobre o total de 25% da arrecadação do ICMS do Estado, para a distribuição prevista no inciso IV do artigo 158 da Constituição Federal de 1988.

O Índice de Participação dos Municípios - IPM é calculado, para cada Município, na
proporção de 3/4 em função do valor adicionado nas operações relativas à circulação de mercadorias e nas prestações de serviços (com incidência do ICMS) realizadas em seu território,
conforme apurado através da DECLAN-IPM, e de 1/4, em função de critérios definidos na Lei Estadual nº 2.664/96 e na Lei Estadual nº 5.100/2007.

TAX REMINDERS: GIA-ICMS

A GIA-ICMS é uma declaração mensal cujas informações devem refletir os lançamentos efetuados no Registro de Apuração do ICMS. Esta declaração tem por finalidade demonstrar o imposto apurado em cada período de apuração, bem como apresentar outras informações de interesse econômico-fiscal.

A GIA-ICMS deverá ser preenchida de acordo com as fichas que a compõem, conforme abaixo:
OPERAÇÕES PRÓPRIAS - Informações relativas à apuração do ICMS das operações próprias do estabelecimento;

SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA INTERNA - Informações relativas ao ICMS retido, pelos contribuintes substitutos, localizados neste Estado, em favor do Estado do Rio de Janeiro, decorrente de operações internas. Também são informados os casos específicos de apuração mensal de entrada de dentro e fora do estado com imposto não retido e não pago antecipadamente pelos responsáveis pela retenção;

OUTROS ICMS DEVIDOS - Informações relativas ao débito do imposto em virtude de:
Diferencial de Alíquotas na entrada interestadual de mercadoria destinada a consumo ou ativo fixo e na utilização, pelo contribuinte, de serviço cuja prestação se tenha iniciado em outra UF e não esteja vinculada a operação ou prestação subseqüente alcançada pela incidência do imposto;
Recebimento de mercadorias sujeitas à substituição tributária sem que a retenção ou pagamento do ICMS tenha sido efetuado pelo remetente ou transportador;

Operações de importação, cujo desembaraço aduaneiro tenha ocorrido no período;
FECP referente às operações e prestações internas, à importação, à substituição tributária interna e ao diferencial de alíquotas;

OPERAÇÕES INTERESTADUAIS - Informações relativas às operações de circulação de mercadorias e/ou aquisições ou prestações de serviços interestaduais;

ZONA FRANCA/ALC - Informações sobre remessas de produtos industrializados de origem nacional, com isenção do ICMS, destinados à Zona Franca de Manaus/Áreas de Livre Comércio;
SALDO CREDOR DE EXPORTAÇÃO - Informações dos contribuintes detentores de
saldos credores acumulados decorrentes de exportação e dos estabelecimentos que os receberem por transferência. A declaração pode ser preparada por qualquer representante da empresa e deve ser obrigatoriamente, enviada através da Internet. Ela pode ser gerada pelo programa disponibilizado pela SEFAZ-RJ, ou por programa da própria empresa, desde que atenda ao layout estabelecido neste site e, além disso, às regras estabelecidas nas Instruções
de Preenchimento
da GIA-ICMS.

BP Biocombustíveis vende ativos de cana-de-açúcar para a Bunge

A BP Biocombustíveis Brasil anunciou ontem a venda de ativos em Campina Verde, no triângulo mineiro, para a Bunge. O acordo prevê a venda de equipamentos e canavial existentes no local. O valor não foi revelado. A BP tinha o projeto de construção de uma nova usina em Campina Verde, que foi adquirido no início de 2011 juntamente com outras duas usinas em operação da Companhia Nacional de Açúcar e Álcool (CNAA). A Bunge informou ter comprado apenas equipamentos e o canavial existentes em Campina Verde. A Bunge diz que a BP já havia desistido de construir uma nova usina. A Bunge diz que está adquirindo equipamentos e canavial para outras usinas. A multinacional tem seis usinas próximas à região: Itapagipe, Santa Juliana e Frutal (MG), Ouroeste, Guariroba e Moema (SP).Revisão. A venda dos ativos pela BP é resultado de uma revisão do seu portfólio em cana-de-açúcar. Em nota, o presidente da BP Biocombustíveis, Mário Lindenhayn, afirma que a empresa continua comprometida com a expansão das atividades nos Estados de Minas Gerais e Goiás. A BP deverá investir R$ 380 milhões até o fim de 2012 em suas três usinas em operação, as unidades Itumbiara e Ituiutaba e a Tropical Bioenergia, segundo Lindenhayn. Do total, R$ 170 milhões serão feitos nas unidades industriais. Atualmente, as usinas têm capacidade de moagem de 2,5 milhões de toneladas cada. A meta é dobrar esse volume até 2017. Para abastecer as usinas, a empresa também investirá R$ 160 milhões no plantio de cana. Além disso, a BP Biocombustíveis investirá R$ 50 milhões na implantação de produção de energia a partir da cogeração de biomassa do bagaço de cana.Fonte: Estadão

ANP mantém Chevron proibida de perfurar na Bacia de Campos

Diretora-geral da ANP, Magda Chambriard, informou que os documentos entregues à agência não foram relevantes para liberar as perfurações na regiãoA Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), após inúmeras investigações, decidiu manter o documento que veta a petrolífera Chevron de atuar na perfuração de poços na Bacia de Campos. Mesmo com a apresentação de novos documentos, a Chevron não conseguiu provar que a eficiência na perfuração não trará riscos para o Brasil, contudo a empresa continua autorizada a produzir petróleo.Segundo a diretora-geral da ANP, Magda Chambriard, não foi identificada nenhuma prova que “justificasse uma mudança de comportamento da ANP em reverter o quadro da Chevron. Em relação ao Campo de Frade, existe uma concessão em fase de produção, que pode ser retomada caso seja feito um novo pedido", afirmou.Os relatórios finais apresentados hoje (08), pela ANP relatam que a Chevron não está preparada para evitar outros acidentes ambientais. "É inegável que a Chevron é uma das maiores empresas de petróleo do mundo, mas isso não pode ser dito da Chevron do Brasil", reforçou Magda Chambriard.De acordo com informações do jornal Folha de SP, o prazo estipulado para manter a proibição da perfuração em Campos, não está definido. Chambriard acredita que o prazo depende mais da Chevron do que da ANP. A diretora-geral da ANP, disse ainda que a legislação prevê que primeiro é preciso entender a causa dos acidentes, identificar e mostrar ações que justifiquem uma nova autorização da perfuração.Entretanto, a diretora-geral da ANP, não acredita em proibição definitiva para a petroleira. Pois, está convencida – até o momento – que a petrolífera norte-americana atenderá as solicitações necessárias para a liberação. "Por enquanto, não estamos indo nessa direção. Acreditamos que a Chevron, como uma grande empresa do setor de petróleo, vai ser capaz de atender as nossas condicionantes", conclui Chambriard. Fonte:NN

Governo quer impor multa maior para petroleiras

O Ministério de Minas e Energia quer impor multas mais pesadas para as empresas que descumprirem regras de segurança na atividade de exploração e produção de petróleo e gás. Ontem, a diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Magda Chambriard, teve reunião com o ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, para discutir a atualização do valor das sanções aplicadas às empresas que atuam no Brasil. Depois do encontro, Magda disse que a nova regulamentação definirá um "aumento substancial" das multas. A legislação vigente foi elaborada num momento em que a ANP estava mais preocupada com os segmentos de distribuição e revenda de derivados do petróleo, disse. Mas, ao considerar o aumento da produção e as novas descobertas de reservas em alto mar, houve a decisão de ajustar as penalidades.Outro segmento que deve ser afetado pelas mudanças é o mercado de etanol que a agência passou a regular. Lobão é quem decidirá os novos valores e, também, quando será enviado o projeto de lei ao Congresso Nacional para atualizar a legislação. Magda evitou estabelecer relação direta entre a iniciativa tomada pelo governo, de endurecer as punições àqueles que cometerem infrações e os casos recentes de acidentes envolvendo plataformas de petróleo em alto mar. Ao justificar a necessidade de atualizar o valor das multas, ela mencionou que R$ 1 milhão para uma empresa como a Chevron, por exemplo, pode ser insignificante, mas para um pequeno produtor e distribuidor de gás natural pode "quebrar o sujeito". Atualmente, o valor máximo das multas é de R$ 5 milhões, disse ela. O porte financeiro das empresas deve ser considerado.Fonte: Valor, Brasil

Shell pretende iniciar perfurações em MG para explorar gás

A Petrolífera anglo-holandesa espera realizar de 8 a 12 operações no Brasil, iniciando o projeto de gás em 2013A Shell concluiu a operação sísmica na Bacia de Francisco (MG) e deverá iniciar as perfurações em busca de gás no início do ano que vem. Segundo o presidente da petrolífera no Brasil, André Lopes de Araújo, a contratação da sonda de perfuração está sendo analisada pelos membros da Shell para começar a exploração de gás na região. Nos próximos 18 meses a empresa espera realizar entre 8 a 12 operações de poços no país, informou André Lopes."Nesse projeto [na bacia de São Francisco], acabamos de terminar a sísmica e ainda estamos analisando o resultado para definir a melhor localização para fazer a primeira perfuração", disse Araújo, que esteve presente ontem (08), no seminário sobre gás natural, do Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP), no Rio de Janeiro.Preferindo não informar quais serão os próximos campos de exploração da petroleira anglo-holandesa, o presidente Araújo, informou que os blocos serão distribuídos pelos locais de exploração e produção do país, incluindo os campos de Bijupirá & Salema, e o Parque das Conchas - ambos na Bacia de Campos, além do bloco BMS-54, localizado na Bacia de Santos. A Shell identificou recentemente hidrocarbonetos no bloco BM-S 54, no pré-sal da Bacia de Santos, onde atua em parceria com a petrolífera francesa Total. A empresa está analisando os testes realizados na região e estuda a possibilidade de realizar novas perfurações. Contudo, a certeza de que o bloco BM-S 54 não está seco, existe uma grande possibilidade de exploração de gás, garantiu Araújo.O presidente da Shell preferiu não adiantar nenhum resultado encontrado, até o momento, na localidade. De acordo com Araújo, a demora na confirmação da 11ª rodada de licitações da ANP não faz com que o interesse da Shell no mercado brasileiro esteja regredindo. O presidente disse que o Brasil é estratégico e a Companhia não fará diferenciação de investimentos entre gás, ativos onshore e offshore, pós ou pré-sal. Fonte:NN