quarta-feira, 18 de abril de 2012

Graça Foster teme o “imponderável”

Aconteceu na última segunda-feira dia (16), no Hotel Copacabana Palace, no Rio, a tão esperada coletiva de imprensa da presidente da Petrobras. Graça Foster, relatou para executivos do setor petrolífero um balanço geral sobre o início de sua gestão. Graça está há dois meses a frente da estatal e para ela, problemas conhecidos pela empresa não têm sido os maiores desafios, ao contrário dos fatores que afetam a companhia, mas estão longe do alcance de sua gestão, desafios imponderáveis.

Segundo Graça, "OS desafios conhecidos são bons camarada". Os reflexos da conjuntura geopolítica internacional sobre o preço do barril de petróleo Brent foi o principal aspecto levantado pela executiva. Graça ressaltou que é impossível prever quando o mercado internacional entrará em um cenário de estabilidade.

Para Graça, o risco está em um potencial descompasso entre a demanda por energia de países como Estados Unidos - em recuperação econômica - e China, que mesmo sob previsões de esfriamento da economia cresce a taxas de 8%. E a oferta de petróleo, ameaçada por crises em paíese como Sudão e Irã. A Petrobras elevou a previsão do preço do barril para 2012 de US$ 90 para U$ 119, informou a executiva.

Sobre as encomendas de sondas e navios-plataforma para exploração, principalmente, do pré-sal, Graça mostrou-se confiante de que os cronogramas serão mantidos. A Petrobras encomendou a Sete Brasil, na qual tem participação, 28 sondas e mais 5, com a empresa Ocean Rigs. Graça informou que a Sete ainda não assinou os contratos de construção das sondas e que os estaleiros escolhidos passarão pelo crivo da estatal. A executiva ainda voltou a frisar que, em 2013, serão 40 sondas em operação e que vai perfurar 42 poços até o fim deste ano. " A prioridade é Exploração e produção", disse.

A presidente da Petrobras, Graça Foster afirmou novamente que reajustes no preço da gasolina serão necessários. Para atender a sede atual do mercado interno, a empresa importa o combustível a preços defasados frente aos praticados pela companhia no país. A diferença é causada pela escalada do preço do barril de petróleo no mercado internacional este ano.

Petrobras: barril de petróleo vai fechar em US$ 119 este ano:
Graça afirmou que o preço do petróleo já mudou de "Patamar" e a "expectativa" é de que em algum momento tenha ajuste de gasolina. Se é daqui a um, dois ou seis meses, não está definido. A Petrobras previa, no Plano de Investimento do período 2011-2015 que o barril estaria cotado entre US$ 80 e US$ 90.

"Há uma grande divergência entre bancos e analistas, mas ninguém trabalha com o preço em US$ 70 ou US$ 80. A Petrobras trabalha até o final do ano com US$ 119 o barril", afirmou Graça. Nos últimmos meses, Graça Foster disse que o preço da gasolina seria reajustado tão logo ameace os investimentos da companhia. O Plano da Petrobras para 2011-2015 prevê investimentos de R$ 224 bilhões.

Em entrevista à Folha de S. Paulo, realizada no mês passado, a presidente marcou o reajuste para quando o barril ultrapassasse a marca de US$ 120. Contudo, ela garantiu que os investimentos para este ano estão garantidos. Graça explicou que a Petrobras tem mais recursos para investir, do que frentes para fazê-lo. "A gente tem mais capacidade de investimentos do que capacidade física". Fonte:NN

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