
Depois da reestatização da petrolífera YPF, subsidiária da espanhola Repsol, no início da semana, o governo brasileiro está cauteloso e quer saber que garantias a Argentina tem a oferecer em troca de novos investimentos da Petrobras no país. Este será um dos temas do encontro de hoje no gabinete do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, com o ministro do Planejamento argentino e interventor da YPF, Julio De Vido, e a presidente da Petrobras, Graça Foster. A reunião foi agendada em março, a pedido da presidente argentina, Cristina Kirchner, com o objetivo de levar mais investimentos da estatal do petróleo brasileira ao vizinho.Este é o primeiro encontro entre autoridades do Brasil e da Argentina após o episódio YPF. Ontem, Lobão voltou a dizer que o governo não está preocupado com uma estatização da Petrobras. Embora a Petrobras e o Executivo tenham sido pegos de surpresa pelo cancelamento da concessão da estatal brasileira pela província de Neuquén, o ministro assegurou que a relação da empresa com o governo argentino está "em plena normalidade". O encontro com Graça Foster foi solicitado a Lobão em Buenos Aires, onde o ministro esteve no mês passado para a abertura dos envelopes de escolha do consórcio que fará o projeto executivo das duas hidrelétricas binacionais a serem construídas no rio Uruguai. O empreendimento, que deve custar cerca de US$ 4 bilhões, terá recursos do BNDES, o que reforça a importância de que seja mantida uma relação amistosa entre os dois países. Fonte: OGlobo
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