quinta-feira, 19 de abril de 2012

Nacionalização da YPF frustra planos da chinesa Sinopec

A decisão da Argentina de nacionalizar a petrolífera YPF, controlada pela espanhola Repsol, frustrou anos de planejamento da chinesa Sinopec Group de comprar a companhia sul-americana, afirmaram fontes. Profissionais de bancos disseram que a segunda maior companhia petrolífera da China manteve discussões com a Repsol sobre a compra de sua participação de 57% na YPF. O site chinês 'Caixin.com' citou uma fonte que afirmou que a Sinopec tinha acertado um acordo não vinculante de assumir a YPF por mais de US$ 15 bilhões. Mas os planos da presidente argentina, Cristina Kirchner, de assumir o controle da petrolífera, que gerou revolta na Espanha e críticas internacionais, acabaram com qualquer esperança da estatal China Petrochemical Corp (Sinopec) selar um acordo, disseram as fontes."É muito complicado para qualquer grande empresa da China colocar tanto dinheiro, a menos que haja uma relação especial com o governo argentino, o que eu duvido", disse um profissional da área de fusões e aquisições de um banco que assessorou petrolíferas estatais em operações internacionais."Esta é uma situação desafiadora para qualquer um dada a ação tomada pelo governo. Para mim, parece um suicídio político permitir agora que uma companhia chinesa controle a YPF logo depois do anúncio da nacionalização".As fontes afirmaram que o interesse da Sinopec na YPF existia há pelo menos cinco anos, mas, de acordo com o 'Financial Times', a Repsol não informou a Argentina sobre as discussões com a petrolífera chinesa.A Sinopec não comentou o assunto. O presidente do conselho da Repsol, Antonio Brufau, não quis comentar sobre o interesse da Sinopec, mas em uma entrevista a jornalistas na terça-feira (17) afirmou que a companhia recebeu muitos contatos de interessados internacionais na petrolífera argentina.Em novembro passado, a Sinopec ampliou sua presença no pré-sal do Brasil ao fechar acordo de US$ 3,5 bilhões por uma fatia de 30% na unidade brasileira da petrolífera portuguesa Galp. Fonte:Agência Reuters.

Nenhum comentário:

Postar um comentário