A Petrobras divulgou nota ontem, 11, informando que a exsudação (afloramento de óleo) detectada no domingo no Campo de Roncador não tem origem em campos da Bacia de Campos, no Rio de Janeiro. Segundo a companhia, as análises das amostras mostram que as gotículas coletadas têm características semelhantes a um tipo de fluido usado na operação de perfuração de poços, que tem como constituinte básico a n-parafina. A estatal disse ainda que não se trata de óleo proveniente de qualquer reservatório produtor de Roncador ou de qualquer outro petróleo produzido na bacia. A Petrobras informou que sua equipe técnica analisa a origem do fluido. "A qualidade da cimentação dos poços do Campo de Roncador, nas proximidades da ocorrência, foi verificada, indicando que existe integridade e isolamento efetivo entre os poços e as formações no seu entorno", diz a nota.Em entrevista, sobre como o Brasil pode se preparar para impedir vazamentos do pré-sal, o professor e engenheiro Alexandre Guimarães, disse que as lições aprendidas com a explosão da plataforma da BP, no Golfo do México, em abril de 2010, foram absorvidas pelas empresas de diversos países, aproveitando o acidente para rever ou confirmar políticas de emergência. Mas que “diferente dos outros países, o Brasil, quase dois anos depois, não traçou um plano estruturado”. No início do mês, o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) informou em nota que recebeu comunicação da Petrobras sobre dois vazamentos, um na Bacia de Santos, próximo ao Rio de Janeiro, e um no Ceará. Na Bacia de Santos aproximadamente dez litros de água oleosa vazaram do convés do navio-plataforma Cidade de Santos para o mar.Fonte:NN
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