
Depois de atrasos nas encomendas bilionárias de sondas de perfuração para o pré-sal, a Petrobrás corre contra o tempo e prepara terreno para iniciar nos próximos meses a contratação da cadeia de fornecedores desses equipamentos, segundo fontes do setor. O processo incluirá de bombas a barcos de apoio, que serão contratados pela Petrobrás ou diretamente pelos estaleiros que construirão as sondas. Empresas como Rolls-Royce, GE, Caterpillar e Wartsila já se preparam. A iniciativa da estatal de capitanear o processo faz parte da estratégia de conteúdo local. Atuando alinhada com o governo, a Petrobrás quer usar as encomendas para o pré-sal como indutoras da indústria, criando uma rede nacional de fornecedores. "É muito favorável a uma empresa do porte da Petrobrás ter uma indústria de bombas, de drill pipe, ter uma série de bens e serviços aqui. A eficácia é maior. Não é uma leitura nacionalista", disse a presidente da estatal, Graça Foster, ao Estado após assumir o cargo, em fevereiro.A licitação para as sondas levou três anos para sair. Graça não quer repetir a demora agora com fornecedores e monta estratégias para vencer os gargalos da indústria nacional - de forma a não atrasar a exploração do pré-sal - ou contratar no exterior. O objetivo é tanto desenvolver empresas locais quanto atrair estrangeiras ao País. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES) participa ativamente do processo e estuda formas para aumentar a participação do banco no setor.Apenas a construção das 33 sondas que a Petrobrás encomendou no País custarão mais de US$ 26 bilhões. Serão as primeiras a serem feitas no Brasil. A operação custará mais do que o dobro disso no longo prazo. Ao todo, a Petrobrás prevê USD 224,7 bilhões em seu plano estratégico até 2015. O secretário de Desenvolvimento do Estado do Rio, Julio Bueno, conta que diferentes empresas têm mostrado interesse em se instalar no Estado ou em ampliar suas plantas para aproveitar as encomendas do pré-sal.Fonte:Estadão
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