
As obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) foram suspensas ontem, 9, por causa de uma greve dos trabalhadores, que pedem um aumento de 12% do piso salarial, hoje em R$ 860. A assessoria de imprensa da Petrobras confirmou a paralisação das atividades. Além do reajuste salarial de 12%, os trabalhadores do Comperj também pedem vale alimentação de R$ 300 e negociação dos dias paralisados em fevereiro. Na época, os operários acabaram retomando o trabalho, mesmo sem chegar a um acordo com as companhias. Em novembro do ano passado, trabalhadores de quatro consórcios também realizaram paralisações, pedindo equiparação salarial. Além disso, ao menos a morte de um trabalhador já foi registrada nas obras, por acidente de trabalho. Segundo o secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores da Construção, Montagem, Manutenção e Mobiliário de São Gonçalo, Itaboraí e Região (Sinticom), Luiz Augusto Rodrigues, a adesão foi geral.Uma nova assembleia de trabalhadores está marcada para a manhã de hoje. A Petrobras confirmou a paralisação das atividades, mas indicou que todas as informações sobre a greve deveriam ser obtidas com o Sindicato das Empresas de Engenharia de Montagem e Manutenção Industrial do Estado do RJ (Sindemon). Segundo Almir Ferreira, advogado do sindicato patronal, a adesão dos trabalhadores á greve não foi de 100%. Localizado na cidade de Itaboraí, na Região Metropolitana do Rio, a previsão da Petrobras é concluir o projeto em 2014, ou seja, com um atraso de três anos ante o prazo inicial, 2011. De acordo com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços do Rio, o investimento no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) deve ficar em torno de R$ 36 bilhões, mais do que o dobro estimado inicialmente pela estatal. O primeiro valor com o qual a Petrobras trabalhou foi de USD 8,4 (cerca de R$ 15,3 bilhões).Fonte:NN
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