quarta-feira, 18 de abril de 2012

Intervenção na YPF é questão soberana argentina, diz Lobão

A decisão da presidente da Argentina, Cristina Kirchner, de intervir na petroleira YPF e expropriar 51% de participação da espanhola Repsol na companhia, recebeu ontem apoio do governo brasileiro. O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, que se reúne na sexta-feira em Brasília com o ministro de Planejamento argentino, Julio De Vido, afirmou se tratar de uma questão de soberania e descartou reduzir a presença da Petrobrás no país vizinho. O governo da República Bolivariana da Venezuela, em nota oficial, respaldou a decisão da Argentina de reestatizar a petroleira YPF. O governo de Hugo Chávez esclareceu, porém, que a nacionalização do petróleo do Orinoco não significou a expulsão ou o rechaço ao investimento estrangeiro no país, já que 11 das 13 empresas privadas estrangeiras que mantinham investimentos na região hoje são sócias da estatal PDVSA.A presidente da Petrobrás, Graça Foster, que também participará dos encontros em Brasília, informou ter agendado várias reuniões internas para avaliar o quadro no país vizinho. Em evento do Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP), no Rio, a executiva evitou avaliações sobre a estratégia adotada pelo governo de Cristina Kirchner. No entanto, lembrou ter sido surpreendida, no início do mês, com o cancelamento de uma concessão da estatal na província de Neuquén. Desde então, não recebeu novos contatos de Buenos Aires, mas, segundo Graça Foster, isso não terá impacto para a companhia que, segundo ela, tem como "prioridade absoluta" os investimentos em exploração e produção. "Fomos surpreendidos. (Havíamos) concluído o plano exploratório mínimo na íntegra e anunciado que faríamos a perfuração de seis poços no segundo semestre", disse. Fonte:Estadão

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