segunda-feira, 9 de abril de 2012

Atrasos elevam custo de navio em cerca de 25%

Em meio a problemas financeiros e de operação, o Estaleiro Atlântico Sul (EAS) conseguiu, no dia 31, com quase dois anos de atraso, colocar o seu primeiro navio, o petroleiro Suezmax João Cândido, para iniciar os testes de mar, última etapa antes da sua entrega à Transpetro. O valor inicial estimado para a construção do petroleiro João Cândido era de R$ 120 milhões. Especula-se que os constantes atrasos tenham elevado os custos em cerca de 25%. O EAS não se pronuncia sobre o assunto. Com capacidade para transportar 1 milhão de barris de petróleo, o João Cândido começou a ser construído em setembro de 2008 e foi lançado ao mar, ainda não concluído, em maio de 2010, durante um evento que teve a presença do ex-presidente Lula. O objetivo era incorporá-lo à frota naval brasileira em setembro daquele ano.Após as provas de mar, que devem durar duas semanas, o EAS poderá fazer eventuais ajustes e, finalmente, dar por concluída a fabricação do primeiro dos 22 navios petroleiros do pacote de R$ 7 bilhões da Transpetro. Nessa fase de testes, o João Cândido terá cerca de 120 pessoas a bordo - entre técnicos, tripulantes, representantes da Transpetro e dos fabricantes dos diversos equipamentos que compõem o navio, além de fiscais da American Bureau of Shipping (ABS). A carteira do estaleiro tem sete navios-sonda a serem usados na exploração do petróleo do pré-sal pela Petrobrás/Sete Brasil e os serviços da plataforma P-62. O casco da plataforma P-55 é o único produto já entregue.Fonte:Estadão

Nenhum comentário:

Postar um comentário