
A escalada dos preços do petróleo este ano — o barril do tipo Brent, referência no mercado internacional, já subiu mais de 15% — acendeu o sinal de alerta de economistas e líderes mundiais para os riscos do impacto em uma economia global ainda muito frágil, com os Estados Unidos registrando elevado desemprego e a Europa à beira de nova recessão. Já há quem diga até que o petróleo substituiu a crise da dívida da Grécia como fonte de incertezas. Em 2012, o preço médio do barril do tipo Brent chega a USD 117,21, segundo agência Bloomberg até o último dia 28, bem acima da média de USD 108,77 do ano passado. Especialistas estimam que, se esta diferença de preços (US$ 8,94) se mantiver até o fim do ano, significará perda de até US$ 562 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e riquezas produzidos num país) mundial em 2013. Ou seja, 1% do PIB global.Se levar em conta alta de US$ 17,85 no preço, entre o fim de 2011 (US$ 106,31) e o dia 28 de março (USD 124,26), até USD 1,122 trilhão pode virar pó no próximo ano. Vários estudos estimam o impacto do petróleo caro. Na última quinta-feira, a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) — que reúne os países desenvolvidos — divulgou que a recente alta dos preços do petróleo pode tirar de 0,1% a 0,2% do crescimento da economia de seus Estados-membros em 2013. Já a agência Fitch projeta que, se o barril tiver preço médio de USD 150 este ano, o PIB mundial teria queda de 0,4% em 2012 e 0,4% em 2013. No caso do Brasil, a perda seria de 0,7% e 1,3%, respectivamente. FonteO Globo, Economia
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