
É longa a lista dos problemas enfrentados pelos estaleiros que devem montar até 35 sondas de perfuração para a Petrobrás. O caso mais famoso é o do Atlântico Sul (EAS), em Pernambuco, já em operação. O estaleiro encara atrasos de mais de um ano na entrega de encomendas à Transpetro, incluindo o navio João Cândido, que virou motivo de chacota no setor por estar desnivelado (torto) e com problemas de solda. Em março, o EAS perdeu como sócio o renomado estaleiro coreano Samsung, único com tecnologia para montar sondas. A situação do estaleiro fez a presidente da Petrobrás, Graça Foster, entrar pessoalmente nas negociações. Agora, os sócios remanescentes Camargo Corrêa (50%) e Queiroz Galvão (50%) procuram, entre poloneses e japoneses, novos parceiros com know-how tecnológico. Sozinhas, as construtoras não têm capacidade para construir os equipamentos. Para completar o quadro de crise, o EAS anunciou que pedirá a prorrogação de dois anos no prazo de pagamento ao BNDES de um financiamento de R$ 1,3 bilhão. Já o estaleiro mais atrasado é o do Eisa Alagoas, que aguarda licença ambiental do Ibama para iniciar instalação. O Eisa Alagoas é do mesmo grupo do bem estabelecido Mauá (RJ), que deve ficar com a construção da primeira das cinco sondas que serão geridas pela empresa Ocean Rig, vencedora de contrato com a Petrobrás. Uma sonda deste tipo costuma levar cerca de 36 meses para ficar pronta. Ou seja, a primeira precisaria começar a ser montada nos próximos meses para ser entregue na data, em meados de 2015. Os estaleiros são considerados obras mais simples do que as próprias sondas. Os equipamentos podem ser montados por partes, sem a conclusão dos estaleiros.Fonte:Estadão
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