segunda-feira, 23 de abril de 2012

Classe "A" já racionaliza gastos com aeronaves e aposta no sistema de compartilhamento de bens

Em tempos modernos, gastos elevados e pouco uso fazem com que donos de aeronaves optem por bens fracionados.Os efeitos da crise financeira no mercado internacional fizeram com que ricos, poderosos e donos de empresas percebessem que ter um jato ou helicóptero para uso exclusivo não é mais um modelo interessante e adequado aos tempos de racionalização de gastos. Desde que a crise internacional eclodiu, a demanda por aeronaves caiu de forma expressiva, levando a um deságio no preço de até 25%. Em contrapartida, disparou a busca pelo sistema de compartilhamento de jatos e helicópteros, tendência esta que está se acelerando também no Brasil. “É cada vez maior o número de proprietários de jatos e helicópteros que estão buscando o Prime Fraction Club para compartilhar suas aeronaves no sistema de cotas”, conta Marcus Matta, sócio-diretor da empresa, que é o primeiro clube de compartilhamento integrado de modais de transporte de luxo no País – a empresa comercializa cotas de aviões, helicópteros, embarcações e carros de luxo.Matta cita o exemplo de um empresário do setor de construção, que possuía um jato próprio, que representava uma despesa de manutenção mensal de R$ 130 mil, com a desvantagem do número de horas de vôo ser muito reduzido face a esse gasto; os longos períodos sem utilização da propriedade tornava o investimento oneroso e pouco produtivo. Ao optar pelo sistema de propriedade compartilhada do Prime Fraction Club, os gastos do empresário caíram para R$ 40 mil mensais, com o custo fixo de um jato de médio porte. Com a diferença de valor obtido na venda do ativo de uso próprio e a compra da cota, aproveitou para adquirir uma cota de barco e ainda sobrou dinheiro. “Optar por ser dono da cota de um jato, helicóptero ou outro bem de luxo não está relacionado à disponibilidade de recursos, mas faz parte de uma percepção mais inteligente de redução de desperdícios e gastos desnecessários”, explica Marcus Matta, ao destacar que esta é uma forma inteligente de ter. Ele observa que, entre os clientes do Prime Fraction Club, 85% têm condições de ter seu próprio jato, helicóptero, barco ou carro esporte mas optaram pelo sistema de compartilhamento como modelo inteligente e adequado ao momento atual.Além disso, já faz tempo que ter um jato ou helicóptero era privilégio de grandes empresas ou milionários tradicionais. Segundo Matta, 15% dos cotistas da empresa são profissionais liberais e empresários de médio porte.O Prime Fraction Club é a única empresa que oferece a garantia do cotista ser também o proprietário do bem, por meio de sociedades de propósitos. O custo de ter uma cota de helicóptero, por exemplo, é muito inferior inclusive ao de se locar um táxi aéreo. Enquanto o custo de locação é de R$ 8 mil por hora, no compartilhamento é de R$ 4 mil. Ou seja, para quem usa o bem de três a quatro vezes por mês, compensa a compra no sistema compartilhado em vez do aluguel.Segundo Marcus Matta, o cotista ganha em qualidade de serviço, garantia das aeronaves - com a manutenção em dia - e tripulação treinada. Além de administrar e coordenar a utilização das aeronaves entre seus proprietários, o Prime Fraction Club mantém um programa de gestão para quem deseja adquirir o bem (ou já o possui) sem ter que lidar com a burocracia envolvida no processo, como contratação de tripulação, hangaragem, administração, etc. O Prime fica responsável pela manutenção junto ao fabricante, conservação, treinamento e equipe treinada para pilotar seu bem, além de disponibilizar diferenciais no preço de combustíveis e seguro, entre outros.Prime Fraction Club-Fundado em maio de 2010, o Prime Fraction Club atua no segmento de propriedade compartilhada de aviões, helicópteros, embarcações e automóveis. Nesse modelo, o mesmo bem é adquirido em frações por alguns proprietários e usado por cada um deles em diferentes momentos. A empresa também mantém programa de gestão para aqueles que desejam profissionalizar a administração do seu ativo, de forma a reduzir custos, como combustível, seguro, etc. O Prime Fraction Club conta hoje com oito ativos, cujo valor é estimado em cerca de R$ 60 milhões. A empresa está sediada em São Paulo e conta com filial no Rio de Janeiro.

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