quinta-feira, 5 de abril de 2012

Brasil espera reversão de punição à Petrobras

A Petrobras foi informada oficialmente sobre o cancelamento da concessão para exploração do bloco Veta Escondida, ontem à tarde, e nega as afirmações de que teria deixado de investir. O Itamaraty e o Ministério de Minas e Energia foram acionados ontem e entraram em contato com o gabinete da presidente da Argentina, Cristina Kirchner, para tratar do assunto. A informação que chegou ao Brasil é que a decisão foi tomada à revelia da presidente, que teria manifestado irritação com o governador e estaria agora procurando revogar a medida. A ação da Província de Neuquén, é coordenada pelo governador Jorge Sapag, que apesar de integrante da Ofephi (a entidade que reúne os governadores das Províncias produtoras de petróleo e gás), é um dos que menos pressiona a espanhola Repsol YPF por mais investimentos.Em nota divulgada ontem a Petrobras informou que investiu US$ 10 milhões no último triênio e "já está concentrando esforços para a prospecção de hidrocarbonetos não convencionais na área, em função das novas tecnologias disponíveis". A brasileira afirmou também que embora "não tenha cometido nenhuma transgressão que justifique essa decisão do governo de Neuquén, continua à disposição das autoridades locais". Veta Escondida é uma das três áreas (as outras são da Argenta e Tecpetrol) em Neuquén com concessão cancelada. O bloco da Petrobras estava entre os ativos da Perez Companc (Pecom), comprada pela estatal no início da década passada. Além de ressaltar que cumpriu todas as exigências como concessionária, a estatal informou por nota que, no seu entendimento, o acordo de exploração e uso continuará vigente até 2027. Inicialmente a concessão venceria em 2017, mas em 2008 foi negociada uma extensão do prazo por mais dez anos.Fonte:Valor, Economia

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