sexta-feira, 30 de março de 2012

Utilização de satélite está fora do plano contra vazamentos

O monitoramento de vazamentos de petróleo por satélites não será obrigatório no Plano Nacional de Contingência (PNC) nem está na lista de prioridades da Agência Nacional do Petróleo (ANP). Por esse motivo, a agência não renovou nem tem planos de renovar um contrato encerrado em 2004 com a Coppe/UFRJ (Coordenação de Programas de Pós-Graduação em Engenharia), segundo uma fonte da autarquia. Esse contrato previa o uso de equipamento que monitora vazamentos, em tempo real, por meio de sensoriamento remoto. O convênio, que durou dois anos, resultou na montagem do Laboratório de Métodos Computacionais em Engenharia (Lame), ao custo de R$ 6 milhões na época. Equipado com antenas receptoras de dados, computadores e softwares que monitoram manchas de óleo em tempo real, atualmente só é usado pela petroleira estatal mexicana Pemex.Proposta também levada à ANP, entre outras sugestões, pelo secretário estadual do Meio Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc, para melhorar a fiscalização em casos de acidentes ambientais como o da Chevron, o uso de satélites tem limitações, na avaliação de especialistas. Condições climáticas desfavoráveis e falta de iluminação à noite, por exemplo, são fatores que prejudicam sua eficácia. Para o diretor de tecnologia e inovação da Coppe/UFRJ, Segen Estefan, tanto o Lame, fruto do antigo convênio, como outras instalações da instituição seriam muito úteis para a ANP em um momento de crescimento da exploração de petróleo no país. Procurada, a ANP informou por meio da assessoria que, "por enquanto, não existe intenção de renovar o convênio com a Coppe".Utilização de satélite está fora do plano contra vazamentos. fonte:Folha, Commodities

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