terça-feira, 13 de março de 2012

Situação da Chevron no Brasil ainda é indefinida

George Buck, norte-americano que comanda as operações da Chevron no Brasil, tem sido frequentemente escoltado por advogados nos últimos dias. Desde novembro, quando a segunda maior petrolífera norte-americana derramou ao menos 2.400 barris de petróleo na costa brasileira, os advogados ajudaram Buck a navegar pelo sistema legal, algumas vezes atuando como tradutores de português e consultores culturais. A Chevron está sendo processada em 20 bilhões de reais pelo Ministério Público Federal, embora o vazamento tenha sido menos de 0,1 por cento do tamanho do derramamento de petróleo da BP no Golfo do México em 2010. Autoridades afirmam que estão preparando acusações criminais contra a Chevron, Buck e vários de seus colegas.Ansioso para conter a crítica dos reguladores, políticos e grupos ambientais, Buck afirmou em novembro passado que sua empresa "aceitava total responsabilidade" pelo incidente. Mas o procurador da República Eduardo Santos de Oliveira viu isso como admissão de culpa. Logo em seguida, Oliveira cancelou um interrogatório agendado de Buck e entrou com o maior processo ambiental brasileiro contra a Chevron. A Chevron também enfrenta multas de até 121 milhões de dólares e teve sua licença de perfuração suspensa no Brasil, onde já gastou mais de 2 bilhões de dólares desenvolvendo o maior campo petrolífero comandado por uma estrangeira. A empresa já enfrenta o veredito de 18 bilhões de dólares de um processo ambiental no Equador, como resultado de décadas de poluição por petróleo na região amazônica causada pela Texaco, adquirida pela Chevron em 2001.Fonte: Jornal do Commercio

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