
As companhias brasileiras de petróleo que estão em fase pré-operacional continuam provocando ruídos no mercado. A demissão de quase 90 funcionários pela HRT O&G foi interpretada por investidores como um sinal de que a empresa estava, de fato, superavaliando reservas e prazos de produção, principalmente na Amazônia. E a OGX, controlada pelo grupo EBX, de Eike Batista, se envolveu em nova polêmica sobre seu potencial de reservas. A OGX encomendou à consultoria DeGolier and MacNaughton (D&M) um estudo sobre a capacidade de um de seus poços localizados na Bacia de Campos, mas não divulgou os resultados ao mercado. Pior que isso, a informação foi repassada por outra empresa do grupo, a OSX, de construção naval, em apresentação a investidores para emissão de bônus perpétuo.Quem acompanhou a apresentação da OSX - foram poucos investidores, apenas no Brasil - foi informado de que a consultoria estima que os recursos no poço de Waikiki são de 212 milhões de barris no cenário provável (chamado tecnicamente de 2C) ou de 302 milhões de barris na melhor estimativa (3C). Esses números apontam para uma capacidade em Waikiki de 50 milhões de barris a menos do que as estimativas de mercado. A informação vazou para alguns outros investidores na semana passada, o que acabou provocando quedas nos papéis da OGX. Desde que os resultados surgiram até ontem, a baixa é de 7%. No início da sua campanha exploratória, a OGX estimava a possibilidade de ter de 2,6 bilhões a 5,4 bilhões de barris recuperáveis.Fonte: Valor Econômico
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