
Aos poucos vamos nos acostumando com novos atores nacionais na área de exploração e produção de petróleo. Antes só ouvíamos falar de Petrobras ou de companhias internacionais, mas agora já estão mais freqüentes no noticiário nomes como OGX, HRT, Queiroz Galvão, Barra Energia, Petra, Sinergy, PetroRecôncavo e outras, como a Cowan, antes mais conhecida no setor pela prestação de serviços. A discreta Cowan já descobriu petróleo em terra, com três poços perfurados no bloco ES-T-400, no Espírito Santo. Ainda pretende perfurar lá vários poços antes de começar a produção dos reservatórios, estimados em 20 milhões de barris recuperáveis.No entanto, o maior desafio da debutante companhia está na costa da Namíbia, em águas profundas, onde é possível que haja petróleo, tal como aqui, na camada do pré-sal. Lá, a Cowan, com 85%, é sócia da empresa estatal Namcor. A Cowan é dona de duas sondas de perfuração de poços terrestres, que estão arrendadas a terceiros. Uma delas perfura poços em Minas Gerais, para a Petra, em busca de reservatórios de gás natural. O principal executivo da Cowan é um violoncelista que desistira da vida musical por não se considerar suficientemente talentoso (músicos clássicos são muito exigentes consigo mesmos). Guilherme Santana migrou para o mundo dos executivos, especializando-se em gerenciamento de riscos.
Fonte:O Globo
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