
Foi culpa da mãe natureza ou erro humano? A Chevron tem 15 dias para explicar o que ocorreu a 3.329 metros de profundidade a partir do solo marinho do campo de Frade, na Bacia de Campos, no Norte Fluminense. O diagnóstico da Agência Nacional do Petróleo (ANP) reforça a tese de erro humano ao acusar a empresa de ter se equivocado no cálculo de revestimento do poço. O presidente da Chevron, George Buck, declarou à Polícia Federal (PF) que a "mãe natureza é muitas vezes imprevisível". Geólogos concordam que as incertezas na pesquisa geológica são muitas, mas preferem apostar na tese de erro humano. Caberá a Chevron derrubar a premissa científica.Para o geólogo John Forman, ex-diretor da ANP, um dos maiores conhecedores de geologia do país, houve uma combinação de fatores que levou ao vazamento da Chevron: o gerenciamento do poço e a pressão natural do reservatório. O protocolo na indústria do petróleo para resolver o segundo problema é injetar água ou gás natural via poços injetores. Uma de suas hipóteses é de que a empresa teria usado uma pressão maior do que o recomendável. Em depoimento ao Senado, na última semana, o assessor da diretoria da ANP Sílvio Jablonski foi taxativo ao acusar a empresa de erro. Procurada, a Chevron não respondeu à afirmação feita por Jablonski. A tal imprevisibilidade da natureza alegada por Buck talvez venha do fato de que pequenas fissuras não são mesmo detectadas pelos testes de sísmica. Fonte:OGlobo
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