A presidente Dilma Rousseff aproveitou ontem a reunião dos Brics, em Nova Délhi, para sair em defesa do Irã e, em suas palavras, do direito legítimo da República Islâmica de usar energia nuclear. Em tom ainda mais elevado que a declaração final dos países-membros - Rússia, Índia, China e África do Sul, além do Brasil - Dilma criticou abertamente as sanções unilaterais adotadas pelas potências ocidentais e alertou para o perigo de bloqueios comerciais a Teerã, como o embargo ao petróleo. A presidente deixou claro que as medidas das potências não afetariam o Brasil.Mas Índia e China são os maiores compradores de petróleo iraniano, e rejeitam pressões externas para diminuir suas transações com o país. O primeiro importa do Irã 13% do petróleo que precisa, e o segundo, 22%. Sem mencionar a suspeita de que o programa nuclear do Irã esteja caminhando para produzir uma bomba, como denunciam as potências ocidentais, Dilma fez questão de reafirmar a posição clássica da diplomacia brasileira: os iranianos têm, assim como o Brasil, o direito de ter um programa atômico pacífico.Fonte:OGlobo
sexta-feira, 30 de março de 2012
Dilma sai em defesa do Irã
A presidente Dilma Rousseff aproveitou ontem a reunião dos Brics, em Nova Délhi, para sair em defesa do Irã e, em suas palavras, do direito legítimo da República Islâmica de usar energia nuclear. Em tom ainda mais elevado que a declaração final dos países-membros - Rússia, Índia, China e África do Sul, além do Brasil - Dilma criticou abertamente as sanções unilaterais adotadas pelas potências ocidentais e alertou para o perigo de bloqueios comerciais a Teerã, como o embargo ao petróleo. A presidente deixou claro que as medidas das potências não afetariam o Brasil.Mas Índia e China são os maiores compradores de petróleo iraniano, e rejeitam pressões externas para diminuir suas transações com o país. O primeiro importa do Irã 13% do petróleo que precisa, e o segundo, 22%. Sem mencionar a suspeita de que o programa nuclear do Irã esteja caminhando para produzir uma bomba, como denunciam as potências ocidentais, Dilma fez questão de reafirmar a posição clássica da diplomacia brasileira: os iranianos têm, assim como o Brasil, o direito de ter um programa atômico pacífico.Fonte:OGlobo
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