
A Chevron terá de pagar para sair do Brasil. As normas ambientais determinam que a petrolífera americana precisa selar o campo de Frade, na Bacia de Campos, e desativar a plataforma - o que, segundo especialistas, pode custar tanto quanto os investimentos realizados para iniciar a exploração de petróleo. O sistema de produção no local custou cerca de USD 2,5 bilhões. O processo também não é trivial, o que impediria a empresa de sair do país rapidamente. Segundo o estudo de impacto ambiental feito pela Chevron, "ao final das etapas de perfuração e produção do campo de Frade será necessário realizar a desativação do empreendimento, visando a evitar qualquer risco de poluição ao meio ambiente, minimizar possíveis impactos e garantir a completa segurança de pessoas e instalações durante esta etapa".Em vez de selar o poço, a Chevron pode ceder o direito de exploração a outro grupo ou negociar com os sócios uma saída do consórcio explorador. Os sócios do consórcio são Petrobras e Japão Frade, mas a Chevron possui mais de 50% de participação. No Brasil, a desativação de poços e plataformas é regulamentada por duas portarias da ANP. O artigo 29 da portaria 25 determina que, no caso de abandono emergencial, deverão "prevalecer os procedimentos previstos no Plano de Contingência específico para cada caso". Está marcada para depois de amanhã uma audiência pública na comissão de Meio Ambiente do Senado para discutir o novo vazamento de óleo no poço da Chevron.
Vazamento de óleo em Frade não aumentou, diz agência! Não há indícios de aumento do vazamento de óleo no campo de Frade, na Bacia de Campos, informaram ontem a Agência Nacional do Petróleo (ANP) e a Chevron. Na semana passada, cinco pontos de afloramento em uma fissura de 800 metros no solo marítimo foram identificados na área. "Encontramos cinco pontos de afloramento de petróleo em uma área de 15 metros por 10 metros. Todo o óleo está sendo coletado por dispersão mecânica", disse o gerente de assuntos corporativos da Chevron, Rafael Jaen.A ANP, o Ibama e a Marinha do Brasil farão amanhã, no Rio, a primeira reunião do grupo de acompanhamento criado para fiscalizar a atuação da Chevron para conter o vazamento. Segundo o Ibama, a petroleira tem até hoje para apresentar os relatórios com detalhes sobre o incidente e as ações adotadas para reduzir o impacto na área. De acordo com a Chevron, na última semana foram despejados no mar cinco litros de óleo, através de uma fissura de 800 metros de comprimento e espessura de proporção milimétrica. Um inspetor naval da Capitania dos Portos do Rio de Janeiro, porém, sobrevoou o local na última sexta-feira e observou uma mancha tênue de óleo de um quilômetro de extensão. Fonte:O Globo & Valor
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