terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Riscos no setor petrolífero fazem companhias contratarem seguradoras

OTIMISMO Com as carteiras de encomendas em alta por conta do pré-sal, a Petrobras pretende triplicar o número de plataformas até 2020, passando de 15 para 53. O objetivo é dobrar a produção de petróleo no período, ao passar de 2,5 milhões de barris por dia, para 5,3 milhões. O apoio logístico e naval para o pré-sal também vai ser ampliado. Com esses novos desafios as companhias petrolíferas têm que estar atentas na área do bem-estar do funcionário, na saúde, em quais cuidados os profissionais que trabalham nos navios e plataformas terão que tomar ao longo dos anos. Em entrevista ao NN, Luciana Santana, diretora da Life Insurance, empresa que atua na área de consultoria e assessoria de seguros para diversas empresas, inclusive no ramo de petróleo e gás, falou sobre as propostas.

SEGURO “Nós temos no Rio de Janeiro, em Itaboraí, a maior obra da Petrobras no país, o Complexo Petroquímico”. Para Luciana, essas obras precisam contratar um seguro de risco de engenharia, como equipamentos, seguro para todos os colaboradores, seguro de vida etc. Segundo a diretora, o mercado de seguros em 2011 girou em torno de R$ 214 bilhões, e para esse ano ela espera uma estimativa de R$ 247 bilhões. No caso da indústria naval, em relação aos navios petroleiros, Luciana faz questão de frisar que todas as embarcações têm que fazer seguro. Um desses exemplos é o seguro de casco e ambiental. “Existe uma cláusula que não só o armador é responsável. Alguns acidentes em que o navio tomba, e vaza óleo no mar, os seguros sobre essas embarcações já estão inseridas nos contratos. Isso é muito importante”, afirma a diretora.

RISCOS De acordo com Luciana Santana, os riscos na área de engenharia são mais amplos, porque envolvem instalações, construções e montagens. Ela fez questão de salientar que no caso da extração de petróleo, o risco é mais iminente. "No caso das plataformas, são muitos os equipamentos, operações, trânsito de pessoas e montagem. A Petrobras é a companhia que precisa considerar que desde o fechamento da última apólice a empresa ampliou as atividades, o que eleva o valor do patrimônio segurado.

PETROBRAS Devido aos investimentos da Petrobras, e desde o fechamento de sua última apólice, a companhia é considerada umas das companhias com as melhores taxas de seguros. Para Luciana, credibilidade e tamanho da empresa são fatores que contam muito, mas o principal da Petrobras é o volume de milhões de reais que estão envolvidos. “Além da seguradora ter uma reserva técnica com o valor do limite máximo indenizado sobre uma apólice, o volume comercialmente é essencial. As ações da Petrobras tem resseguros com contratos internacionais,esse e outras variáveis baixam o valor significativamente da apólice”, conclui.Fonte: NN - Redação

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