quarta-feira, 9 de maio de 2012

Siemens investirá em projetos gerados no Brasil

A Siemens, considerada uma das empresas mais inovadoras no mundo, vai investir em projetos e start-ups brasileiras inovadoras com grande potencial de crescimento. Através do programa New Ventures Forum, a empresa identificará no país ideias ou negócios com potencial de sucesso que possam complementar o portfólio mundial da companhia em diversos setores, principalmente nos assuntos voltados às soluções para energia, abrangendo subáreas possíveis como eólica, fotovoltaica, armazenamento de energia, e no processo produtivo de biocombustíveis.Para participar, os interessados deverão apresentar um sumário executivo de até duas páginas com projetos ou negócios que se encaixem no escopo de investimento e capacidade de execução, até o dia 15 de junho, pelo site www.siemens.com.br/ttbx-brasil. Além de toda assistência e suporte profissional na fase de avaliação, os projetos selecionados receberão, em uma primeira rodada de investimento, até US$ 1 milhão.“O Brasil tem demonstrado capacidade para empreender e inovar muito grande em temáticas estratégicas, por isso foi o terceiro país, depois da China e Estados Unidos, a ter esse programa lançado. O nosso objetivo é ajudar a desenvolver esse potencial em bases sólidas e, para isso, estamos dispostos a compartilhar conhecimento know-how em negócio e investir recursos”, afirma Ronald Martin Dauscha, diretor de Tecnologia e Inovação da Siemens no Brasil.A iniciativa reforça o compromisso da empresa com a inovação aberta e é mais uma ação direcionada ao desenvolvimento tecnológico do país. Com duração total de seis meses, incluindo o período de inscrição e avaliação, os candidatos finalistas serão conhecidos durante evento para análise dos projetos e capacitação dos empreendedores, visando um potencial investimento pela companhia através da área Technology To Business (TTB), que atua como um fundo de investimento corporativo em negócios nascentes.Processo seletivoA avaliação será realizada em três etapas. Na primeira delas, profissionais da Siemens e conselheiros externos selecionarão até 30 sumários executivos enviados, com base na relevância global da ideia, sinergia estratégica, grau de inovação, equipe, potencial de negócio, necessidade de investimento e tempo necessário até o ponto de comercialização.A segunda etapa consiste em uma entrevista, onde serão escolhidos de seis a dez empresas ou projetos, no caso da proposta ser oriunda de pessoa física. A terceira e última etapa, prevista para setembro, consiste em um evento de quatro dias, em que os projetos serão apresentados, seguidos de treinamentos aos empreendedores, como uma bateria de pequenos cursos na área de negócios. Ao final do evento, os empreendedores terão a chance de reapresentar os projetos. No fim desta etapa, será tomada a decisão de investimento pelo lado da Siemens. O projeto deve exigir, no máximo, dois anos para alcançar o ponto de comercialização.Como já ocorre nos Estados Unidos e na China, a Siemens fará um investimento via equity, ou seja, a empresa se tornará sócia do negócio na proporção do volume investido, assumindo os riscos relacionados. Diante do potencial de sinergia, atratividade e maturidade dos projetos, a companhia poderá atuar ainda como incubadora, prover assistência permanente, treinamentos e acesso facilitado aos grupos de pesquisa e mercado.O apoio fornecido pela companhia a projetos promissores ocorre em um cenário bastante favorável. Em todo o mundo, as start-ups, como são conhecidas as empresas formadas por grupos de pessoas que se unem à procura de um modelo de negócio rentável, surpreendem com grandes ideias e inovações, normalmente desenvolvidas por jovens empreendedores.Com grandes expectativas para economia nacional, o Brasil se destaca como um mercado aquecido e atraente para criar novos projetos. Dados do Global Entrepreneurship Monitor (GEM), grupo que avalia o nível de empreendedorismo em 59 países, apontam que dos novos negócios registrados no país, 17,4% foram desenvolvidos por pessoas entre 18 e 24 anos. Em 2002, os jovens respondiam por apenas 10%. O levantamento feito em 2010 mostra ainda que entre as pessoas de 25 a 34 anos, o número saltou de 18,6% para 22,2%.vFonte:TN

Petrobras inclui subsidiária holandesa no Programa Progredir

Os fornecedores brasileiros da Petrobras Netherlands B.V. (PNBV), subsidiária da estatal na Holanda, já podem ter acesso ao Programa Progredir, que facilita a oferta de crédito para a cadeia de fornecimento. Também podem participar da iniciativa as empresas que fornecem bens e serviços para a Petrobras Biocombustível, para a Refinaria Abreu e Lima (Rnest) e para o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).O anúncio da inclusão das subsidiárias foi feito pelo diretor Financeiro e de Relações com Investidores, Almir Barbassa, durante evento realizado nesta segunda-feira (7), na sede da companhia, no Rio de Janeiro. De acordo com o executivo, outras empresas do Sistema Petrobras irão aderir ao programa.O Progredir, que beneficia principalmente as pequenas e médias empresas, viabiliza, de forma ágil e padronizada, a oferta de crédito a custo reduzido para toda a cadeia de fornecimento da Petrobras. Lançado em 6 de junho de 2011, o programa superou a marca de R$ 2 bilhões em financiamentos em abril. Até o início de maio, foram realizadas 442 operações, envolvendo 251 empresas de 19 estados de todas as regiões do Brasil.Minas Gerais é o estado onde as empresas obtiveram o maior volume de recursos junto aos bancos parceiros: R$ 586,8 milhões em 34 operações. Já o Rio de Janeiro é o estado com o maior número de operações: 154, com R$ 550,5 milhões.A iniciativa faz parte das ações estratégicas previstas no Plano de Negócios 2011-2015 para o fortalecimento e ampliação da cadeia produtiva da Petrobras. As empresas beneficiadas realizam todas as operações pela internet, por meio do portal (http://www.progredir.petronect.com.br/), sem envolver recursos da companhia.O Progredir está baseado na criação de condições favoráveis para a concessão de crédito, lastreado nos serviços a serem prestados ou equipamentos a serem entregues à Petrobras, em cada um dos contratos firmados entre os participantes da cadeia de suprimentos. Assim, qualquer fornecedor ou subfornecedor da companhia está apto a integrar o Progredir e poderá antecipar uma parcela dos seus recebíveis por meio dos bancos parceiros do programa.Fonte:TN

Otoniel Silva Reis assume presidência do EAS

O engenheiro Otoniel Silva Reis assumiu nesta segunda-feira (7) a presidência do Estaleiro Atlântico Sul (EAS), localizado no Complexo Industrial Portuário de Suape (PE). O executivo ocupava o cargo de diretor-executivo de Mercado Privado e Óleo e Gás na holding Queiroz Galvão. Silva Reis substitui o engenheiro Agostinho Serafim Júnior, que retorna à holding para assumir novos desafios.Engenheiro elétrico por formação, Otoniel Silva Reis tem mais de três décadas de carreira e uma larga expertise no setor de óleo e gás. Esteve à frente, em várias empresas, de projetos desenvolvidos para a Petrobras, inclusive no exterior. No Brasil, atuou também como diretor de projetos do estaleiro Keppel Fels e integra o Conselho de Administração da Quip.Na presidência do EAS, ele comandará o maior e mais moderno empreendimento do setor de construção naval e offshore em operação no Brasil, que hoje tem em carteira encomendas que somam em torno de R$ 8 bilhões.Agostinho Serafim Júnior conclui o seu ciclo à frente do EAS após uma gestão marcada pelo início das entregas do estaleiro e das obras de expansão das instalações da empresa.Fonte:TN

Petrobras assina contrato para conversão dos cascos das plataformas da cessão onerosa

A Petrobras assinou na última segunda-feira (7) um contrato para conversão de quatro navios do tipo VLCC (Very Large Crude Carrier) nos cascos das futuras plataformas P-74, P-75, P-76 e P-77, destinadas às áreas da cessão onerosa, no pré-sal da Bacia da Santos. O valor global do documento é de US$ 1,7 bilhão, e as obras serão realizadas no Estaleiro Inhaúma, no Rio de Janeiro (RJ) que foi arrendado pela Petrobras e está sendo reformado para atender às demandas da companhia.O contrato foi assinado com o consórcio formado pelas construtoras Norberto Odebrecht S/A, OAS Ltda e UTC Engenharia S/A. As obras devem atingir conteúdo nacional de 70%, com geração de cerca de 4 mil empregos diretos no pico das atividades.As obras de conversão deverão começar em junho. A primeira unidade dessa série é a plataforma P-74, cujo navio já está ancorado no Porto do Rio de Janeiro. A conversão de seu casco deverá ser concluída em março de 2014. A previsão é que o casco da P-75 tenha a obra concluída em outubro de 2014 e os cascos das plataformas P-76 e P-77, ao longo de 2015.As obras mais importantes para a conversão serão o reforço estrutural do casco; a ampliação, a reforma e a adaptação das acomodações, que terão capacidade para 110 pessoas; as instalações de equipamentos e utilidades, além da adaptação do sistema de ancoragem, entre outras. Essas obras representam um marco para a indústria naval brasileira: o último empreendimento desse gênero foi a conversão da P-48, em 2003.Após a conclusão da conversão, cada casco será encaminhado a outro canteiro. A partir daí, será iniciada a etapa de instalação de módulos da planta de produção e de processamento de petróleo e gás, além da integração das unidades (instalação dos módulos nos cascos). Estes contratos devem ser assinados até abril de 2013.Cada plataforma terá capacidade de produzir até 150 mil barris de petróleo por dia e de comprimir 7 milhões m³ de gás natural por dia. Elas deverão operar nos prospectos de Franco e Nordeste de Tupi, localizados no pré-sal da Bacia de Santos.Dados das obras de conversão:Valor: US$ 1,7 bilhãoEmpregos diretos no pico da obra: 4.000Conteúdo nacional: 70%Local da obra: Estaleiro Inhaúma (Rio de Janeiro - RJ)Contratada: Consórcio formado pela Construtora Norberto Odebrecht S/A, Construtora OAS Ltda e UTC Engenharia S/A.Fonte:TN

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Petrobras dificilmente mudará preço do QAV

Dificilmente a Petrobras de Graça Foster vai aceitar discutir a possibilidade de mudar a fórmula de cálculo do querosene de aviação (QAV), como desejam as companhias aéreas brasileiras. A estatal já vive um tormento por causa da defasagem dos preços da gasolina e do óleo diesel que, segundo o Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), fez com que ela deixasse de faturar R$ 7,9 bilhões em 2011. A estatal informa que não tem nada a falar sobre o pleito ou sobre a fórmula de cálculo do QAV.O preço desse combustível tem como base o custo de aquisição na área do Golfo do México (Houston), acrescido da variação cambial, custos com frete, seguro na importação e impostos. É a chamada paridade de importação, ou custo de colocação de um produto importado no Brasil.Outro cálculo da CBIE mostra que a estatal perdeu R$ 3,7 bilhões ao importar gasolina e diesel e vendê-los a preços inferiores aos pagos nessas importações. Acrescentar o QAV a essa cesta seria aumentar o problema, principalmente considerando a expectativa de aumento do consumo com a Copa do Mundo (2014) e os Jogos Olímpicos de 2016.A empresa, que tem controle estatal, mas negocia ações no mercado, não tem intenção de mudar sua política para os dois produtos, sob pretexto de não internalizar volatilidades do mercado. O máximo que Graça Foster admitiu, semana passada, é que vai haver reajuste se o preço do petróleo chegar a US$ 130. A estatal trabalha com uma média de US$ 119, em 2012, para o "brent", que ontem fechou cotado a US$ 119,66 (contratos para entrega em junho).Segundo o CBIE, a gasolina tem defasagem de 24,4% e o diesel, de 27,7% em relação aos preços de mercado das duas commodities.No caso do QAV, um importante analista do mercado de petróleo, que preferiu não se identificar, disse que seu preço está muito mais próximo da realidade do que o da gasolina e o do diesel. Ele admitiu que, "talvez", a Petrobras pudesse usar uma fórmula de cálculo mais suave, baseando-se no mercado internacional, em vez do custo de importação. De certo modo, isso aproximaria mais o preço da realidade do que a fórmula baseada no custo total de importação porque a maior parte do QAV consumido no Brasil é produzido aqui.Segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP), em 2011 o Brasil importou 1,8 bilhão de litros de QAV, ou 25% do consumo aparente (comprado pelas distribuidoras) no país. Os gastos com a compra do produto alcançaram US$ 1,42 bilhão. Segundo o mercado, a BR Distribuidora responde por até 70% do QAV vendido no Brasil para as empresas nacionais e estrangeiras A supremacia da BR seria uma decorrência natural da capilaridade que ela alcançou na malha aeroportuária do país.Para Adriano Pires, diretor do CBIE, "o fato de a Petrobras não ter uma política transparente, fundamentada e clara de preços dos combustíveis, é o que provoca a chiadeira das empresas aéreas em relação ao QAV". Embora entenda que a estatal está correta em relação ao QAV e errada sobre o subsídio à gasolina e ao diesel, especialmente quanto à primeira que se destina ao transporte individual, Pires disse que as aéreas não deixam de ter uma certa razão."Por que a indústria automobilística e os consumidores de gasolina e diesel merecem favorecimento e as empresas aéreas e seus passageiros não têm o mesmo direito?", pergunta. Dentro da lógica do subsídio, que considera errada, Pires sugere uma forma de acomodar os interesses do setor aéreo: cobrar a paridade de importação no QAV destinado a viagens internacionais e apenas o preço internacional para viagens domésticas. A Petrobras não se pronunciou.Fonte: Valor Econômico

Câmara dos Deputados da Argentina começa a discutir expropriação da petrolífera YPF

A Câmara dos Deputados (formada por 257 parlamentares) da Argentina começa nesta quarta-feira (2) a discutir a proposta do governo de expropriar a petrolífera YPF, administrada pela espanhola Repsol. A previsão é que o projeto seja votado na quinta (3). Líderes da maioria dos partidos sinalizaram que as legendas votarão a favor da proposta.Na semana passada, o Senado (formado por 72 parlamentares) aprovou o projeto. De acordo com a base aliada do governo, a proposta conta com o apoio de 200 deputados, que representam os principais frentes políticas da Câmara, como a União Cívica Radical (UCR), a Frente Ampla Progressista (FAP), a Coalizão Cívica e a Frente Peronista.No dia 16, a presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, anunciou a decisão de expropriar 51% das ações da companhia petrolífera YPF. Segundo ela, a decisão foi tomada em defesa do interesse público e da soberania nacional de hidrocarbonetos da Argentina. A proposta recebeu apoio dos argentinos, mas foi criticada pela União Europeia.O assunto ameaça as relações entre o bloco e a Argentina. Empresas espanholas anunciaram que pretendem suspender investimentos no país devido à expropriação da YPF.Na mesma semana em que foi anunciada a expropriação, o ministro do Planejamento da Argentina, Julio de Vido, veio a Brasília para informar que é de interesse do governo argentino manter os investimentos da Petrobras e de empresas brasileiras no território argentino. Fonte: Agência Brasil

Dow desenvolve método de controle de contaminação de biodiesel

O biodiesel contaminado por bactérias, vírus, fungos e leveduras pode ser eficientemente descontaminado em menos de 48 horas. Denominado "Tratamento de choque em combustível altamente contaminado por micróbios”, o método foi desenvolvido pela Dow Microbial Control, unidade de negócios da Dow para biocidas.O Centro de Aplicação de Clientes, laboratório de microbiologia da Dow Microbial Control em Buffalo Grove, EUA, realizou testes utilizando quatro ingredientes ativos com biocidas biodegradáveis e de baixa toxicidade: Glutaraldeído (GA), Cloro metil isotiazolinona (CMIT) + Metil isotiazolinona (MIT) e Nitro butil morfolina (NBM). As amostras apresentaram crescimento de fungos, leveduras e bactérias, segundo metodologia E1259-05 da Associação de Padronização de Métodos dos Estados Unidos (ASTM).Os resultados mostraram que a contaminação do biocombustível por bactéria e leveduras foi controlada com o tratamento de 250 ppm (partes por milhão) de Glutaraldeído a 50% de ingrediente ativo. Para eliminar a contaminação por fungos, foi necessária a dosagem de 500 ppm de Glutaraldeído. “A descontaminação do biodiesel por glutaraldeído, independentemente da dosagem e tipo de micróbio, pode ocorrer entre uma e 48 horas”, afirma Débora Takahashi, especialista técnica em Aplicação de Biocidas da empresa.Para eliminar os contaminantes foi utilizado biocidas à base de CMIT/MIT a 1,5% de ingrediente ativo, sendo necessária a dosagem de 300 ppm. Já para o NBM com 81% de ingrediente ativo foi necessária a dosagem de 750 ppm para eliminar bactérias e fungos e somente 250 ppm para leveduras.O biodiesel absorve mais água que o diesel nas etapas de processamento. Tal característica o torna mais suscetível à contaminação por bactérias, fungos e leveduras como o "Pseudomonas aeruginosa", "Yarrowia tropicalis" e "Hormoconis resianae". A presença desses micro-organismos causa, além da diminuição da vida útil do combustível, corrosão nos tanques de armazenamento, entupimento de bombas e, ainda, pode prejudicar o funcionamento dos motores automotivos pelo entupimento dos filtros.Para evitar a proliferação de bactérias, fungos e leveduras no biodiesel são necessárias algumas medidas que vão além das boas práticas de manutenção e drenagem da água dos tanques de armazenamento. “O uso de biocida apropriado com a dosagem adequada é fundamental para a recuperação do combustível, conforme amostras nos testes realizados”, diz Debora Takahashi. “O maior benefício às indústrias de biodiesel, com o uso do biocida correto e com dosagens adequadas, é o aumento da vida útil do combustível, além da perda de produtividade e eficiência dos processos de refinamento, armazenamento e transporte”, finaliza.Fonte:TN